- O Estádio Magalhães Pinto, conhecido palco das vitórias e derrotas do Clube Atlético Mineiro, conhecido aqui e alhures por Mineirão, está no fim.
- No fim? Explica isso.
- Módefalá, rapaz. É que vai ser "totalmente" reformulado pra Copa de 2014. Com isso, ficarão as imagens gravadas em minhas retinas tão fatigadas (salve, Drummond!).
Segundo prometem, vai ficar assim. (Clique no link).
Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
06 junho, 2010
03 junho, 2010
Transtorno Bipolar de Humor
Entrevista minha, hoje pela manhã, na TVGlobo-Minas, jornal Bom Dia Minas. Tarefa impossível: falar "tudo" sobre Transtorno Bipolar de Humor em 4 minutos e 59 segundos!
Abaixo: Aula sobre diagnóstico diferencial entre TDAH e Transtorno Bipolar de Humor em Crianças e Adolescentes (Apresentada em Congresso Brasileiro da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil-ABENEPITdah x t bip (abenepi)
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23 maio, 2010
02 maio, 2010
Panorama à noite
Durante o jantar à noite, em casa de grande amiga, juntamente com outros amigos, dirigi-me à varanda para apreciar a paisagem. Estávamos no 17º andar de um edifício ali na Rua Ceará, quase Bernardo Monteiro.
A visão abrange desde o alto da Raja Gabaglia até os limites da Pampulha, sentido noroeste.
No cardápio: risoto de frutos do mar.
04 abril, 2010
Pra ser sincero...
Há cada dia mais e mais gente repete o bordão e suas variáveis:
- com toda a certeza; pra ser sincero; pra dizer a verdade; na verdade; etc.
Virou um vício ou é mesmo aquilo que penso ser?
Bom, penso que sempre começar uma frase assim indica que meu interlocutor não tem lá muita certeza de nada e utiliza a fórmula tentando esconder isso (talvez inconscientemente, concedo).
É comum diálogos deste tipo:
- Ontem fui a um restaurante excelente!
- Bom demais?
- Na verdade, acho que dei sorte, porque na semana passada não estava lá essas coisas.
De início, o cara afirma que o restaurante é excelente. Quando vai explicar, relativiza e bota um na verdade que indica, claramente, que o restaurante não é tão excelente.
Aí, me pergunto:
- Será mentira? Quer me enganar? Não sustenta o que diz? Tem medo do confronto, da opinião contrária, da decepção? Não quer se comprometer?
Acontece, também, quando elogia ou detrata alguém. Os primeiros adjetivos são fortes, definitivos. Nas explicações, porém, vão enfraquecendo, enfraquecendo até, às vezes, se substituírem pelo seu contrário. Parece engraçado, mas é irritante.
A gente vê isso nas entrevistas de TV, nas conversas de bar, até mesmo no consultório. Neste último caso, raramente deixo passar e faço o meu interlocutor refletir sobre o artifício que se impõe, automáticamente, a cada pausa para respirar (isso quando já percebi que é uma marca registrada do discurso dele).
Da mesma forma, a expressão "com certeza" surge quando o que menos se tem é certeza, já repararam? Parece que é induzida pelo outro, mas o seguimento do discurso mostra que se trata de uma opinião, de um gosto ou juízo pessoal ou, absurdo, prova de incerteza! Ele supõe, acha, pensa que.
Quando se trata de opinar sobre algo que mexe com as paixões, aí os adjetivos e advérbios se tornam absolutos e definitivos. Tem-se certeza de que o juiz roubou, que o outro motorista é que estava errado, que o guarda de trânsito foi parcial...
Pois é isso: cuidado com pessoas que têm certeza de tudo, pois, com certeza (!), escondem de si e do outro sua própria ignorância.
[Há ainda aqueles que começam a responder sempre com um 'não', mesmo que queiram dizer sim. E os que iniciam toda frase com um 'bem', mesmo que pretendam discordar. Sem falar nos que concordam para discordar, ao dizer: 'sim... mas...']
Com certeza, temos muito assunto. Ou não?
01 abril, 2010
07 março, 2010
Trilhas mineiras
O sábado foi especial: meu amigo Sérgio convidou-me a uma trilha jipeira. É o tipo de programa que me dá muito prazer.
Há algum tempo fomos a Matutu, próximo a Aiuruoca, nas encostas sul-mineiras da Serra da Mantiqueira.
A Serra da Moeda e as colinas de Nova Lima também já trilhamos, comendo poeira, varando túneis abandonados e embrenhados sob a copa das árvores.
É difícil descrever a alegria proporcionada pela descoberta de paisagens quase inacessíveis, lindas em sua intocada natureza. Há, igualmente, a adrenalina de vencer a rusticidade das trilhas, pedras, cavacos, buracos, vossorocas, subidas e descidas tão íngremes a desafiar a capacidade do jipe e os nervos do motorista.
Desta vez, o trajeto foi relativamente curto, programado pelo Caminho das Pedras, que o denominou de Passeio Cultural: Passeio com grau médio/ baixo passando por trilhas, matas e montanhas, pela região entre BR-040 e Fidalgo.
Ao lado da Cachoeira do Urubu, um comerciante criou um espaço bem arrumado, com gramado, quadra de futebol e um restaurante. Disse que recebe muita gente em fins de semana ensolarados, de dezembro a maio. Lazer bom e barato.
Ontem, os jipeiros éramos os únicos presentes, pois amanhecera nublado e a terra molhada denunciou a chuva que caíra até poucos momentos antes de nossa chegada.
A pausa foi breve, pois muito chão nos esperava.
Até Pedro Leopoldo foi um pulo só, 9 quilômetros vencidos rapidinho, por asfalto. Chegamos ali por trás da estação ferroviária. Lá do alto vislumbrei o prédio onde mora meus tios e minhas primas.
Atravessamos PL, tomamos a antiga estrada BH-Brasília e derivamos à direita, em busca da Fazenda JagoaraVelha, no município de Matozinhos-MG. É uma antiga fazenda da colonial, tendo as ruínas de uma enorme igreja bem ao lado da sede. A pousada é convidativa, mas o tempo urgia e... pé na estrada! Há grande contraste entre aquela paisagem colonial em ruínas e algumas sedes de fazendas modernas, com plantações de milho e feijão, além de alguns haras muito bem cuidados.
Já Fidalgo, distrito de PL, é um distrito em franca evolução, apesar de antigo. Mantém alguns exemplares de casario colonial, esparsos, substituídos que foram por construções atuais, geralmente simples. Suas ruas tortuosas escondem casas de veraneio, entrevistas enquanto o comboi passava.
Chegou a hora do almoço (já às 15,30h), no restaurante Cheiro da Terra: local simples mas de comida típica mineira, na qual não faltou o feijão-tropeiro. Jardins e estacionamento margeando pequena lagoa, cuja foto encima este post.
Assim se passou o sábado, bem arrematado pelo discreto Galo 1x0 Democrata.
Muito mais fotos AQUI.
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22 fevereiro, 2010
- Não é bem isso o que eu queria dizer...
Alguns estudiosos da linguística defendem que o sentido das palavras só existe na medida em que há uma contraposição, uma diferença, uma outra possibilidade, uma particularidade. Nomear é diferenciar.
Parece estranho, mas não é. Toda afirmação existe em oposição a uma não-afirmação, mais especificamente a uma negação.
Muitos devem se lembrar daquele bebê da Família Dinossauro que invocava o papai Dino como "Não-é-a-mamãe". O "pai" só aparece por ser outro que não a mãe.
Aprendemos com René Spitz em seu livro "O não e o sim" (No and yes. On the Genesis of Human Communication. International Universities Press, Inc. New York, 1957) que a primeira palavra com sentido semântico pleno utilizada pela criança é o NÃO, embora muitos pais e mães se encantem com os balbucios de seu filhote (papá, mamã) e disputem qual deles foi primeiramente nomeado.
O conversar comum, cotidiano, progride e se prolonga através de mal-entendidos, desmentidos e correções, logo seguidas de novos dizeres, cada vez mais necessários: "Não é bem assim", "O que eu queria dizer mesmo é...", "Você não entendeu direito", "Exatamente o que aconteceu?", "Quando falei tal coisa, é porque...", "Como assim? Explique melhor"...
Neste pequeno texto que estou escrevendo, cada parágrafo procura reforçar o anterior, re-afirmar a idéia, prevenir possíveis distorções no entendimento, convencer pela repetição, demonstrar o que foi dito, etc. A linguagem, definitivamente, é capenga e insuficiente para dizer tudo...
Já em 1901, Freud publicou um delicioso artigo, intitulado Psicopatologia da vida cotidiana (Psychopathology of everyday life), no qual aborda o tema dos atos falhos.
O conceito de ato falho (Fehlleistung, em alemão) não constava nos manuais de Psicologia e foi inventado por Freud. Na tradução inglesa, traduziu-se como parapraxis (parapraxia, em português).
[Parapraxia, segundo o Houaiss, é um termo originado diretamente do grego, pela justaposição do prefixo "par(a)" com o substantivo "praxis" = ação. "Par(a)" tem muitas acepções: 1) 'proximidade': parágrafo, paraninfo, paratireóide, parenteral, parêntese, parótico, parótida; 2) 'oposição': paranomia, paradoxo; 3) 'para além de': parapsicologia, parapsíquico; 4) 'defeito': parafasia, paralexia, paramimia, paramnésia, paraplegia; 5) 'semelhança': parastaminia, parastêmone, parastilo].
Na tradução brasileira das Obras Completas de Freud (Edição Standard, Editora Imago), encontramos a expressão ato falho, que pode ser, por exemplo, o esquecimento de algo importante, de um nome, o desvio em um trajeto predeterminado, a troca de palavras, etc. Distingue-se do erro comum, fruto da ignorância, imperícia ou conveniência. Ao cometer um ato falho, ninguém pode dizer "Eu não sabia" nem é possível renegá-lo: cai-se o véu, desvela-se algo oculto.
Os atos falhos são também conhecidos como lapsos (do latim, lapsus = escorregar, escapar) , aparecendo em compostos:
Muitos devem se lembrar daquele bebê da Família Dinossauro que invocava o papai Dino como "Não-é-a-mamãe". O "pai" só aparece por ser outro que não a mãe.
Aprendemos com René Spitz em seu livro "O não e o sim" (No and yes. On the Genesis of Human Communication. International Universities Press, Inc. New York, 1957) que a primeira palavra com sentido semântico pleno utilizada pela criança é o NÃO, embora muitos pais e mães se encantem com os balbucios de seu filhote (papá, mamã) e disputem qual deles foi primeiramente nomeado.
O conversar comum, cotidiano, progride e se prolonga através de mal-entendidos, desmentidos e correções, logo seguidas de novos dizeres, cada vez mais necessários: "Não é bem assim", "O que eu queria dizer mesmo é...", "Você não entendeu direito", "Exatamente o que aconteceu?", "Quando falei tal coisa, é porque...", "Como assim? Explique melhor"...
Neste pequeno texto que estou escrevendo, cada parágrafo procura reforçar o anterior, re-afirmar a idéia, prevenir possíveis distorções no entendimento, convencer pela repetição, demonstrar o que foi dito, etc. A linguagem, definitivamente, é capenga e insuficiente para dizer tudo...
Já em 1901, Freud publicou um delicioso artigo, intitulado Psicopatologia da vida cotidiana (Psychopathology of everyday life), no qual aborda o tema dos atos falhos.
O conceito de ato falho (Fehlleistung, em alemão) não constava nos manuais de Psicologia e foi inventado por Freud. Na tradução inglesa, traduziu-se como parapraxis (parapraxia, em português).
[Parapraxia, segundo o Houaiss, é um termo originado diretamente do grego, pela justaposição do prefixo "par(a)" com o substantivo "praxis" = ação. "Par(a)" tem muitas acepções: 1) 'proximidade': parágrafo, paraninfo, paratireóide, parenteral, parêntese, parótico, parótida; 2) 'oposição': paranomia, paradoxo; 3) 'para além de': parapsicologia, parapsíquico; 4) 'defeito': parafasia, paralexia, paramimia, paramnésia, paraplegia; 5) 'semelhança': parastaminia, parastêmone, parastilo].
Na tradução brasileira das Obras Completas de Freud (Edição Standard, Editora Imago), encontramos a expressão ato falho, que pode ser, por exemplo, o esquecimento de algo importante, de um nome, o desvio em um trajeto predeterminado, a troca de palavras, etc. Distingue-se do erro comum, fruto da ignorância, imperícia ou conveniência. Ao cometer um ato falho, ninguém pode dizer "Eu não sabia" nem é possível renegá-lo: cai-se o véu, desvela-se algo oculto.
Os atos falhos são também conhecidos como lapsos (do latim, lapsus = escorregar, escapar) , aparecendo em compostos:
- lapsus linguae = erro acidental ao falar, que altera o sentido que se pretendia dar à frase e que é interpretado (por influência da psicanálise) como expressão de pensamentos reprimidos;
- lapsus calami = erro acidental ao escrever (do latim, calamus = caneta, pena com que se escreve);
- lapsus memoriae = falta de lembrança; recordação defeituosa ou inexata.
A descoberta freudiana do significado dos atos falhos é tão importante quanto sua teoria acerca da Interpretação dos Sonhos.
Elementos dos sonhos e das parapraxias são indicadores de que existem conteúdos inconscientes, reprimidos, que saltam à luz por uma falha nas defesas do sujeito. Portanto, são um caminho privilegiado para o entendimento da vida psíquica normal, assim como as descobertas anteriores permitiram a Freud teorizar sobre as neuroses.
Psicopatolgia da vida cotidiana foi muito valorizado pelo criador da Psicanálise pois, segundo ele, "seria imune a objeções, já que os atos falhos eram fenômenos experimentados por qualquer pessoa normal".
O artigo é muito interessante, tem uma linguagem clara e acessível, ilustrada com uma série infindável de exemplos. Há o orador que, ao abrir uma sessão solene, diz: "Tenho muito prazer em encerrar esta sessão!", deixando evidente seus desprazer em estar ali.
A tese central de Freud é que os atos falhos, incluindo-se os lapsus linguae, são determinados por elementos que o sujeito não pretendia enunciar e seu significado oculto só aparece justamente na hora em que escapa ao controle da repressão. Assim, no velório, o cunhado diz para a viúva: "Meus parabéns", ao invés de dizer: "Meus pêsames". São eventos tão comuns e óbvios, por isso Freud os inclui como exemplos da psicopatologia da vida cotidiana.
O enunciante é surpreendido pelo que acaba de falar. Pode até ocorrer que ele não perceba, mas o interlocutor não deixará passar em branco. Pode provocar risos ou desconcerto, dependendo do conteúdo revelado.
O conceito de ato falho já caiu no domínio do senso comum. Tanto assim que o próprio Presidente Lula, se interpretou, ontem pela manhã, durante entrevista, conforme divulgado na TV e jornais:
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje de manhã, em entrevista coletiva a nove emissoras de rádio, que irá "sim disputar as eleições" em 2006. Depois, corrigiu a informação, negou que já tenha se decidido pela reeleição, e disse ter cometido "um lapso". "Na verdade, a intenção era dizer se eu for para a disputa", esclareceu. Ele assegurou que não tem pressa de decidir sobre a reeleição."
Ao negar o que dissera, provoca apenas riso e descrença. Insiste: "na verdade, a intenção era...". Mas se ele mesmo reconhece um lapso, então deve saber que o dito escapou, era algo reprimido, mas escapou! Ou seja, quando diz sim, querendo dizer não, o que vale é o sim! Vale o dito.
Elementos dos sonhos e das parapraxias são indicadores de que existem conteúdos inconscientes, reprimidos, que saltam à luz por uma falha nas defesas do sujeito. Portanto, são um caminho privilegiado para o entendimento da vida psíquica normal, assim como as descobertas anteriores permitiram a Freud teorizar sobre as neuroses.
Psicopatolgia da vida cotidiana foi muito valorizado pelo criador da Psicanálise pois, segundo ele, "seria imune a objeções, já que os atos falhos eram fenômenos experimentados por qualquer pessoa normal".
O artigo é muito interessante, tem uma linguagem clara e acessível, ilustrada com uma série infindável de exemplos. Há o orador que, ao abrir uma sessão solene, diz: "Tenho muito prazer em encerrar esta sessão!", deixando evidente seus desprazer em estar ali.
A tese central de Freud é que os atos falhos, incluindo-se os lapsus linguae, são determinados por elementos que o sujeito não pretendia enunciar e seu significado oculto só aparece justamente na hora em que escapa ao controle da repressão. Assim, no velório, o cunhado diz para a viúva: "Meus parabéns", ao invés de dizer: "Meus pêsames". São eventos tão comuns e óbvios, por isso Freud os inclui como exemplos da psicopatologia da vida cotidiana.
O enunciante é surpreendido pelo que acaba de falar. Pode até ocorrer que ele não perceba, mas o interlocutor não deixará passar em branco. Pode provocar risos ou desconcerto, dependendo do conteúdo revelado.
O conceito de ato falho já caiu no domínio do senso comum. Tanto assim que o próprio Presidente Lula, se interpretou, ontem pela manhã, durante entrevista, conforme divulgado na TV e jornais:
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje de manhã, em entrevista coletiva a nove emissoras de rádio, que irá "sim disputar as eleições" em 2006. Depois, corrigiu a informação, negou que já tenha se decidido pela reeleição, e disse ter cometido "um lapso". "Na verdade, a intenção era dizer se eu for para a disputa", esclareceu. Ele assegurou que não tem pressa de decidir sobre a reeleição."
Ao negar o que dissera, provoca apenas riso e descrença. Insiste: "na verdade, a intenção era...". Mas se ele mesmo reconhece um lapso, então deve saber que o dito escapou, era algo reprimido, mas escapou! Ou seja, quando diz sim, querendo dizer não, o que vale é o sim! Vale o dito.
21 fevereiro, 2010
20 fevereiro, 2010
17 fevereiro, 2010
Dois lobos?
Certo noite, um velho índio Cherokee falou a seu neto a respeito da batalha que se trava dentro de todas as pessoas.
Ele disse:
- Meu neto, existe uma batalha dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, arrependimento, a cobiça,
arrogância, auto-piedade, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, falsas
orgulho, superioridade e pura racionalidade.
O outro é bom: é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade,
bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e
fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu
avô:
- Qual lobo vence?
O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que você alimenta.
--------------
Recebi e repasso.
Ele disse:
- Meu neto, existe uma batalha dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, arrependimento, a cobiça,
arrogância, auto-piedade, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, falsas
orgulho, superioridade e pura racionalidade.
O outro é bom: é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade,
bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e
fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu
avô:
- Qual lobo vence?
O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que você alimenta.
--------------
Recebi e repasso.
Sistema de comentários
Este blog sempre esteve aberto a comentários. Afinal, uma das características desta ferramenta é a interação com os possíveis leitores.
Até ontem, funcionava o Haloscan, que interrompeu o sistema gratuito e está oferecendo a continuidade do serviço por alguns dólares anuais.
Por ora, vou tentar a própria configuração do Blogger. Até agora não consegui.
Se alguém quiser deixar seu comentário, pode enviar email para:
clcosta@ipvip.com.br
Um abraço, Cláudio.
Até ontem, funcionava o Haloscan, que interrompeu o sistema gratuito e está oferecendo a continuidade do serviço por alguns dólares anuais.
Por ora, vou tentar a própria configuração do Blogger. Até agora não consegui.
Se alguém quiser deixar seu comentário, pode enviar email para:
clcosta@ipvip.com.br
Um abraço, Cláudio.
16 fevereiro, 2010
Last chance Harvey (minha 'fuga' no Carnaval)
Já sabia que "Last chance Harvey" (Tinha que ser você) era um drama romântico um tanto leve, quase água-com-açucar. Mas é difícil resistir à chance de ver Dustin Hoffman e Emma Thompson juntos.
O filme se desenvolve em mix de tristeza, ansiedade, esperança, humor e comédia de costumes, numa Londres ensolarada de verão. É a história de duas pessoas maduras, cada qual em sua solidão, que resistem a correr os riscos da entrega amorosa, após sofrerem decepções. Mas, como sempre (?), sempre há uma chance, a última, ou não seria um filme hollywoodiano.
Joel Hopkins, diretor ainda novo e de curta filmografia, dirige com competência e foi feliz na escolha dos atores (afinal, ambos já são laureados em Hollywood) e parecem se divertir.
É um filme previsível, nada ambicioso, simples e se utiliza de certos clichés. Mas não há carnaval no filme e no conforto do sofá, pipoca estourando no micro-ondas, guaraná antárctica geladinho e boa companhia, foi mais uma boa 'fuga'.
15 fevereiro, 2010
Praça JK (minha 'fuga' no Carnaval)
Se disser que dei muitas voltas, dirão que exagero. Se confessar que completei três em 30min dirão que sou lerdo.
Fazer o quê?
Vou ali tomar uma água de côco que ninguém é de ferro.
Ah! que a brisa era do mar, lá isso era!
14 fevereiro, 2010
Inhotim (minha 'fuga' no Carnaval)
Este domingo foi em Inhotim: Centro de Artes Contemporâneas de Inhotim.
Conhecemos o C.A.C.I. em 2006 ( fiz um post sobre nosso deslumbramento) e desde então voltamos lá periodicamente).
Hoje foi especial, pois tivemos a companhia do filho Ângelo e da norinha Renata, além de nos encontrarmos, lá, com alguns amigos e amigas.
Isso é que é Carnaval. O resto é baticum...
HomePage oficial.
Conhecemos o C.A.C.I. em 2006 ( fiz um post sobre nosso deslumbramento) e desde então voltamos lá periodicamente).
Hoje foi especial, pois tivemos a companhia do filho Ângelo e da norinha Renata, além de nos encontrarmos, lá, com alguns amigos e amigas.
Isso é que é Carnaval. O resto é baticum...
HomePage oficial.
13 fevereiro, 2010
Avatar (minha 'fuga' no Carnaval)
Agora que a onda passou, fomos (Amélia, eu, o filho Ângelo e a nora Renata) assistir Avatar, mega sucesso do momento (blockbuster, como dizem lá no Império.
Existem mil resenhas do filme, comentários pró e contra, críticas enfocando o aspecto técnicológico e inovador, interpretações várias.
Realmente, a 'experiência' visual 3D é arrebatadora, pois o espectador se vê dentro da ação, com sensações quase físicas de proximidade com objetos e atores. Não é novidade absoluta, pois na década de 50 houve vários lançamentos em 3D, com aqueles óculos ridículos obrigatórios para que o efeito visual se realize.
Assim, recebemos os nossos 'apêndices visuais', que utilizei tranquilamente, sem incômodo, por cima dos habituais.
A história é boa, prende a atenção e se vale de mitos ou arquétipos já visitados nos romances, nas tradições e em outros filmes: uma história de redenção e transformação, luta em defesa da natureza frente ao avanço desenfreado e violento do explorador, etc.
Valeu a ida ao cinema, na tarde tranquila deste sábado de carnaval, sem atropelos, sem baticum, sem pressa, sem engarrafamento, sem...
12 fevereiro, 2010
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