16 dezembro, 2006

Vinho também é bom pras cabeças

Gosto de vinho, procuro tomar quase todos os dias (pelo menos 1 taça). Geralmente tomo tinto seco, de uvas tipo cabernet, malbec, syrhaz, merlot, carmenère.

Falo isso não para me gabar, mas para recomendar o Cabernet Sauvignon da Casa Geraldo. É produzido no sul de Minas, em Andradas, pelo Luiz Carlos, dono da Campino. Conheci sua vinícola, há algum tempo.

Pois não é que ele inaugurou uma loja "Casa Geraldo" aqui em Belô? Fica na Avenida do Contorno, bem em frente ao Hotel Mercure, no Bairro de Lourdes.

Fui lá conferir e provei: deliciosos, o Cabernet e o Brût (um espumante).
Não sou apreciador de espumantes, mas gostei do Brût do Luiz Carlos. Talvez porque nós o servimos no Lançamento da Revista de Psiquiatria & Psicanálise, da qual sou editor: clima de festa, salgadinhos delicados, etc. Os convidados, idem. Assim, vou lá buscar mais algumas garrafas e comemorar a passagem de ano entre as borbulhas... Bairrismo puro, talvez.

Também não faltarão os tintos, insubstituíves. A cor rubra, o aroma de fruta mesclado com outros um tanto misteriosos e os sabores encorpados mais a textura aveludada acariciando as papilas... ah! os deuses sabem o que bebem.

Outra coisa: para não deixar cair sobre isso tudo o pó do esquecimento, a cada dia uma ou duas taças do precioso líquido, bom 'pras cabeças'. Pelo menos é o que afirma a notícia abaixo:

Vinho reduz risco de Alzheimer

Através de pesquisa com ratos durante 7 meses, os resultados mostraram que uma dose ao dia para mulheres e duas para homens, pode ajudar a reduzir o risco relativo de demência provocada pelo Alzheimer

Veículo: Vinhos.net
Seção: Notícias
Data: 14/12/2006
Estado: SP

Um estudo publicado em novembro no periódico científico The Faseb Journal, dirigido pela Escola de Medicina Mount Sinai, mostrou que o consumo moderado de
vinho tinto cabernet sauvignon pode ajudar a reduzir a incidência do mal de Alzheimer. Através de pesquisa com ratos durante 7 meses, os resultados mostraram que uma dose ao dia para mulheres e duas para homens, pode ajudar a reduzir o risco relativo de demência provocada pelo Alzheimer.

A doença

Pessoas com Alzheimer têm um acúmulo da substância beta-amilóide no cérebro, o que produz placas que provocam a demência – para a qual ainda não existe tratamento ou uma boa estratégia de prevenção. Aparentemente, fatores genéticos são os principais responsáveis pelos casos precoces do mal, mas questões de estilo de vida vêm recebendo cada vez mais atenção na busca por meios de prevenção.


Fui conferir e achei no
site da The Federation of American Societies for Experimental Biology o artigo original.

Se não for verdade, pelo menos já usufruí do rubro néctar.

14 dezembro, 2006

I D I O T I C E S

Outro dia, vi uma foto engraçadíssima no jornal: um ladrão 'entalado' numa chaminé daquelas de folha de zinco (?), redonda, usadas em lanchonetes. O larápio combinou mal o diâmetro de sua barriga com o diâmetro da chaminé!
Já ouvi notícias de ladrão que 'perde' a carteira de indentidade na cena do crime, colaborando 'inconscientemente' com a polícia.
Há um aforisma repetido pelos detetives - pelo menos nos de filme - que diz:
- Todo criminoso volta à cena do crime.

Alguns analistas interpretam 'meio selvagemente' esses acontecimentos como prova da existência de um 'desejo de punição' em todo aquele que comete atos errados... Sei lá se é isso mesmo, mas dou-lhes aqui outras provas de que, muitas vezes, o inconsciente prega peças até mesmo em quem não tem consciência!

Os "9" casos policiais mais idiotas registrados no mundo:

1º colocado - Quando o seu revólver calibre 38 falhou, durante uma tentativa de assalto, o assaltante, James Elliot de Long Beach, Califórnia, cometeu um pequeno erro. Virou a arma para ver se no cano tinha algo impedindo a arma de funcionar e experimentou apertar de novo o gatilho. Desta vez a arma funcionou...


2º colocado - O chefe de um hotel na Suíça perdeu um dedo no moedor de carnes e entrou com um pedido de ressarcimento na sua seguradora. Esta, desconfiando de uma possível negligência no uso do aparelho, enviou um inspetor que testou o moedor: fez exatamente a mesma operação e perdeu um dedo, ele também. O pedido de ressarcimento foi então aprovado.


3º colocado - Um homem ficou retirando neve da rua com uma pá por mais de uma hora, durante uma tempestade de neve em Chicago, para poder estacionar o seu carro. Terminado o trabalho, foi buscar o carro e, ao voltar ao lugar que tinha preparado com tanto esforço, encontrou uma senhora que tinha acabado de estacionar, com a maior naturalidade, no espaço que ele liberara. Explicou à polícia:

- "Como eu poderia deixar de dar dois tiros de fuzil naquela mulher?”

4º colocado - Depois de ter parado para tomar todas num bar clandestino, o motorista de um ônibus no Zimbabue percebeu que os 20 doentes mentais que deveria levar para um asilo em Bulawayo, fugiram. Tentando esconder sua negligência, foi até uma parada de ônibus e ofereceu transporte de graça para as pessoas que estavam esperando no ponto. A seguir, foi até o asilo e entregou os passageiros, dizendo que eram muito perigosos e inventavam histórias incríveis para tentar fugir. O engano só foi descoberto vários dias depois.


5º colocado - Um adolescente americano foi internado num hospital com graves ferimentos na cabeça, provocados pelo choque com um trem. Questionado sobre como tinha acontecido o acidente, ele explicou para a polícia que estava simplesmente tentando descobrir quanto exatamente podia chegar perto do trem em movimento antes de ser atingido.


6º colocado - Um homem entrou num mercado na Louisiana, colocou uma nota de 20 dólares no balcão e pediu para trocar. Quando o balconista abriu a gaveta, o homem mostrou uma arma e mandou que lhe entregasse todo o dinheiro na gaveta. Depois fugiu, mas na pressa esqueceu a nota de 20 no balcão. O total que havia na gaveta e que o homem levou era 15 dólares...


7º colocado - Um homem no Arkansas estava tão afobado para tomar uma cerveja que resolveu jogar um tijolo contra a vitrine de uma loja para roubar algumas garrafas e fugir. Apanhou um tijolo e o jogou com todas suas forças contra a vitrine. O tijolo bateu e voltou, acertando exatamente a testa dele, que ficou desmaiado no chão até a polícia chegar. A vitrine era de plexiglass inquebrável e a cena foi filmada pela câmera de segurança da loja.


8º colocado - Na crônica local do jornal da cidade de Ypsilanti, Michigan, apareceu a notícia de um assaltante que entrou no "Burger King" da cidade às 5 horas da manhã apontou uma arma para o caixa, e ordenou que lhe entregasse o dinheiro. O atendente explicou que devido a uma trava eletrônica, não poderia abrir o caixa sem um pedido. O homem então pediu cebolas fritas e o atendente retrucou que, pelo sistema, não poderia servir cebolas no café da manhã. O assaltante, frustrado, foi embora.


9º colocado - Um homem tentou roubar gasolina de um trailer estacionado numa rua em Seattle e a polícia encontrou-o no lugar, dobrado, no chão, vomitando sem parar. No relatório da polícia está explicado que o homem, ao invés de colocar a mangueira no tanque e chupar para puxar a gasolina, colocou a mangueira no tanque da privada química do trailer e chupou com muita força. O proprietário do trailer se recusou a fazer o B.O. declarando que nunca tinha dado tanta risada na vida.

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1. Recebi estes 'recordes de idiotices' pelo e-mail. Vendo o peixe pelo preço que me foi passado, ou seja, de graça.

2. Soié postou hoje!


13 dezembro, 2006

Reflexos


Torre da igreja do Colégio do Caraça refletida na fonte do jardim.
Foto by Cláudio Costa.

12 dezembro, 2006

Natal Mineiro (2)

Em continuação ao post anterior, aqui estão fotos do 'nosso presépio'.

Amélia, como disse antes, tem um certo número de casinhas de artesanato, quase todas presenteadas por:
  • Ângelo, sua namorada Renatinha e a mãe dela, Patrícia, que trouxeram casas de Arraial d'Ajuda(BA), Porto Seguro(BA), Maceió(AL), Serra do Cipó(MG) e Campos do Jordão(SP);
  • Maria Auta, lá de Brasília(DF);
  • Ana & Daniel, lá de Rio das Ostras(RJ).
  • Amélia, mesma, adquiriu algumas nas feiras de artesanato daqui de BH, oriundas do Vale do Jequitinhona (MG) e de Curitiba(PR).
Não diria que se trata de uma coleção, mas as pessoas vão vendo e prometem outras casinhas... Quem sabe teremos representações de outros cantos deste país? É muito interessante como cada região se mostra através de artesanato tão simples, porém tão delicado.


A 'montagem' deste presépio tão simples (como convém) mobilizou todos daqui: cada um deu um palpite, uma idéia, uma mexidinha aqui outra acolá: Ana, Ângelo&Renatinha, Leo e Amélia. Quanto a mim, fiz esta 'reportagem'.

08 dezembro, 2006

Natal mineiro

A montagem do presépio é um ritual conservado até hoje pela minha mãe, Aparecida ("eterna namorada" do meu pai, Soié). Ainda não vi o deste ano, suponho que já esteja enfeitando algum canto da sala, lá em Nova Era.

O mais trabalhoso sempre foi preparar as 'grutas': conseguíamos sacos vazios, daqueles de cimento, e separávamos as camadas de papel, maleáveis e resistentes. Depois vinha a etapa de espalhar o 'grude', feito na cozinha mesmo: farinha de trigo ou polvilho com um pouco de água fervente, o bastante para amolecer. Sobre as folhas untadas, joga-se areia 'de minério', bem azul e brilhante (só quem morou em regiões ricas em minério de ferro conhece). Após algum tempo, tudo sequinho, era hora de montar o cenário.

Corríamos ao quintal ou beiradas de barranco para colher 'musgos', verdinhos, umedecidos pelas chuvas de verão, com os quais montávamos as pastagens dos rebanhos de papel maché ou cerâmica. Os caminhos que levam ao estábulo onde nasceria o Menino Jesus eram feitos da mais fina e branca areia - semelhante a açucar refinado! - conseguida não sei como. Vasos de avencas e samambais compunham florestas das quais saíam toda sorte de animais: leões, tigres, elefantes...

Um espelho era colocado na horizontal, margeado por musgos e pequenas pedras: pronto! lá estava o lago povoado de patinhos a nadar.

Tudo minúsculo, uma síntese do universo, bem ali em nossa casa. Supra-sumo de refinamento era uma lâmpada escondida, cuja claridade iluminaria a majedoura, na qual repousaria o Deus Menino a partir da noite de Natal até o dia de Reis (06 de janeiro). Então, era hora de desmontar tudo e guardar as imagenzinhas, cuidadosamente.

São reminiscências renovadas todo ano, em princípios de dezembro, quando se desencadeia o marketing brutal sobre nossas cabeças e mentes, compelindo às compras.

Mas em meu coração de menino nada pode sufocar lembranças tão remotas e significativas.

Aqui, Amélia prepara, igualmente, nosso presépio, minúsculo e delicado: aos poucos, configura-se o arranjo composto de pequenas imagens de José, Maria e Jesus, além do boizinho e do jumento para aquecer o pobre Menino. Não faltarão as figuras do Três Reis Magos, vindos do Oriente para render homenagem ao recém-nascido, como dizem as Escrituras.

Neste ano, uma novidade: casinhas feitas de barro, delicadamente confeccionadas pelas mãos de artesãs do Vale do Jequitinhonha. Amélia vem adquirindo uma a uma, em cada feira de artesanato que visitamos. Há, ainda, aquelas presenteadas pela Ana&Daniel (Rio das Ostras-RJ), pelo Ângelo (Campos do Jordão-SP, Porto Seguro-BA, Maceió-AL e Serra do Cipó-MG). Pequena coleção temperada pelo afeto que nos une.

Assim, atualizamos os momentos mágicos de nossa infância e conseguimos contrapor um pouco de emoção e espiritualidade à orgia consumista em que se transformaram as 'festas natalinas'.

Não nos esquecemos de que 'natal' significa (re)nascimento de esperanças de um mundo melhor...

06 dezembro, 2006

INHOTIM


Amélia e eu sonhávamos em conhecer Inhotim - Centro de Arte Contemporânea, sediado a 60km de Belo Horizonte, entre as montanhas de Brumadinho. Domingo passado fizemos o passeio.

Puro deslumbramento!
Imperdível!
Inhotim é um enorme parque-museu, "onde a arte convive em relação única e íntima com a natureza", explica o folder. Mas é muito mais.

São 35 hectares de jardins - parte projetada por Burle Marx - dentro de uma reserva de 1.200 ha de área (400 ha de mata nativa preservada). Três lagos ornamentais com mais de 30.000 m² de lâmina d'água compõem esse jardim – local de sobrevivência, alimentação e reprodução das mais variadas formas de vida.

O cenário emoldura uma espetacular coleção de arte contemporânea, em galerias espalhadas entre a vegetação, unidas por trilhas bucólicas e exuberantes, nas quais o canto dos pássaros, o farfalhar da folhagem, as sombras salpicadas por réstias de luz, tudo nos faz entrar no clima de reverenciar a natureza e a criatividade dos artistas. Emoção e enlevo.
Impossível descrever o que é Inhotim!

Algumas fotos poderão dar uma pálida idéia:

Veja:
1) meu Álbum Virtual de Inhotim.
2) Reportagem ótima de Casa & Jardim.

27 novembro, 2006

Psiquiatria & Psicanálise com Crianças & Adolescentes

Já faz série a Revista de Psiquiatria & Psicanálise com Crianças & Adolescentes, da qual sou editor. Lançaremos o 12° número amanhã, na Associação Médica de Minas Gerais. É com certo orgulho que convido a todos a comparecerem.
Trata-se de publicação científica, nada de badalação. Certamente não aparecerão por lá os artistas globais, nem a Sabrina Sato, muito menos o Reporter Vesgo. Se bem que a japinha Sato não cancelou a presença, hehehehe
Bom, melhor é ler o que o repórter César Rebelo escreveu, a partir de uma entrevista comigo:


CPP LANÇA REVISTA ESPECIALIZADA EM PSIQUIATRIA E PSICANÁLISE COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES


A Revista de Psiquiatria & Psicanálise com Crianças & Adolescentes do Centro Psicopedagógico – CPP, única da especialidade no Brasil, chega à sua 12ª edição. Editada pela Residência em Psiquiatria da Infância e Adolescência da unidade, a iniciativa é patrocinada pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG e conta, ainda, com o apoio de entidades representativas da classe psiquiátrica, como a Associação Mineira de Psiquiatria e Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil. O lançamento será na próxima terça-feira (28.11), às 19h30, na Associação Médica de Minas Gerais, que fica na avenida João Pinheiro, nº 161, Centro.


A edição possui mais de 20 artigos com temas variados referentes à clínica da saúde mental da infância e adolescência. Os casos clínicos publicados buscam reforçar aspectos controversos ou de maior complexidade, mais artigos de revisão bibliográfica, pesquisas, entre outros. Grande parte é de casos clínicos atendidos no Centro Psicopedagógico. A maior parte dos autores é composta de profissionais da equipe multidisciplinar do CPP, tais como psiquiatras, neurologistas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos. “A revista objetiva, também, promover intercâmbio científico e, por isso, recebe contribuições de outros centros de atendimento, instituições psicanalíticas, universidades e tantos outros”, reforça o psiquiatra do CPP e editor da revista, Cláudio Costa. Ele destaca que, durante esses anos de publicação, já foram apresentados artigos de autores estrangeiros – Estados Unidos, França, Argentina – e de outros Estados. Na edição atual, existem contribuições de profissionais de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Entre os artigos deste número, o psiquiatra salienta alguns textos sobre Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Psicoses e alguns artigos sobre Autismo Infantil. Outros trabalhos que compõem a revista foram apresentados durante a Jornada de Trabalho organizada pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa – NEP/CPP, realizada no primeiro semestre de 2006. A avaliação do que é publicado segue critérios como interesse científico, institucional além da qualidade do texto. O reconhecimento da seriedade e importância da Revista de Psiquiatria & Psicanálise com Crianças & Adolescentes propiciou a indicação de artigos publicados como parte bibliográfica para concursos públicos.

A revista é distribuída gratuitamente no NEP do CPP para qualquer profissional que trabalhe na área da saúde mental com crianças e adolescentes. São 1.500 exemplares, dos quais alguns são enviados para instituições científicas do Brasil e do exterior, como forma de permuta por outras publicações de interesse.

Segundo Cláudio Costa, o esforço despendido para tornar viável a publicação de uma revista desse porte é um dos motores da reflexão crítica sobre o trabalho desenvolvido na Instituição. “Tornar público, através da escrita, aquilo que se faz é um exercício salutar, não apenas no sentido de divulgar os serviços prestados, mas de refinar sua qualidade e contribuir para os saberes acumulados”, destaca.

O CPP, que em agosto completou 60 anos de serviços à saúde mental de crianças e adolescentes, tem uma das mais fecundas trajetórias na área, além de abrigar uma das três Residências de Psiquiatria da Infância e Adolescência existentes no Brasil, com credenciamento pela Comissão Nacional de Residência Médica - CNRM. Foi a primeira do país a oferecer residência em Psiquiatria da Infância e do Adolescente, há 17 anos.

26 novembro, 2006

AVIAÇÃO - Incríveis pousos, decolagens e arremetidas.

Outro dia coloquei um link que não funcionou. Tá aqui o vídeo. Demora 9,39 minutos! Com calma, dá pra ver. Bon voyage!

Os templos de consumo se preparam


Diamond Mall, originally uploaded by ClaudioCosta.

Feira de Artesanato no Expominas

25 novembro, 2006



Aterrisando no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, mais conhecido como "Confins", na Região Metropolitana de Belo Horizonte. (Apenas uma brincadeirinha de amador, ao voltar do Congresso de Psiquiatria de Curitiba).

Mas, se você gosta mesmo de aviação, veja
este vídeo com pousos, decolagens e arremetidas incríveis. (9 min de imagens).

23 novembro, 2006

Tric-tric

Semana passada, dei uma entrevista na TV Alterosa (repetidora SBT em Minas) acerca de Transtornos de Tique, o famoso 'tric-tric nervoso'.

Parece que alguns telespectadores ligaram pra lá ou foi alguma reportagem anterior sobre o assunto, não sei.

De qualquer forma, aceitei o convite e me mandei pra Av. Assis Chateaubriand, bem pertinho do Centro, aqui em Belô.

Era exatamente o dia 15 de novembro, trânsito tranquilo, já que gozávamos do feriado da Proclamação da República (pouca gente sabe do que se trata e muito até maltratam essa tal de 'res publica', a 'coisa pública').

Os estúdios da TV Alterosa estavam todos vazios (eram 18,30h), exceto o estúdio do TeleJornal, onde fui muito bem recebido pelos câmeras-men, pela Luciana (produtora) e pela simpática Laura Lima, a apresentadora.
Conversamos, antes de o telejornal entrar no ar e alguns presentes no estúdio descreveram em si mesmos ou em algum conhecido um ou outro tique, nada grave nem patológico. Afinal, quem não tem uma 'maniazinha' ou mesmo um tique (movimento involuntário, sem motivo justificável, repetitivo...) de piscar-os-olhos, fungar, não pisar nas linhas da calçada, alisar os cabelos, 'quebrar' ou estalar os dedos, o pescoço?

Existem tiques, porém, que incomodam demais os portadores, chegam a ser bizarros em alguns casos e provocam muito sofrimento. É um capítulo interessante da Psiquiatria e, quase sempre, há tratamento para isso, mesmo porque muitos tiques são passageiros. [Não, não vou falar mais disso aqui, pois não é o escopo (epa!) deste post.]

Quero, mesmo, é mostrar dois momentos de descontração, captados pela filhota Ana Letícia
que me acompanhou, digital às mãos:

1. Maquiando o 'artista pra ficar bonito na fita...


2. Laura Lima, a apresentadora, 'ajoelhada aos meus pés', preparando a entrevista.

20 novembro, 2006

999999999999999999

Nasceu minha mãe no dia 09/09 de um ano terminado em 9. Após 9 meses, cheguei a este mundo, em outro ano com final 9, quando minha mãe tinha 19 anos. Ela teve 9 filhos.

O vôo que me levaria para Brasília, na sexta passada, deveria partir às 20h e só partiu às 21h, ou seja, às 9 da noite. No hotel, ocupei o apartamento 609.
Ontem, dia 19, o avião decolou com 49 minutos de atraso. Pousou, na Pampulha, às 20,09h, conforme informou o comandante, pelo sistema de som da aeronave.
Às 21h (às 9 da noite), adentrei meu apartamento, de número cujos algarismos, somados, resultam em 9.

Vejo que os números têm lá seus mistérios. Nada cabalísticos. Não acredito nisso. Pero que las hay, las hay... hablo de las brujas.

E o Doffer, apesar de Cínico Físico, me atiçou a curiosidade com este post. Visitem-no e me digam:

Os números têm ou não têm seus mistérios?

17 novembro, 2006

Não aceito ser ministro!

De hoje até domingo estarei em Brasília, para ministrar ESTE CURSO.

Não espalhem, pois o Lula pode querer me convocar para o novo ministério (leio nos jornais que o Presidente está a fazer conversações, pede calma ao PT, acena ao PMDB e ao PDT, atiça ciúmes e provoca elucubrações). Desde já aviso: ainda não fui convidado... Nem sondado: a única sonda que me passaram foi um tubo pra ver o que tinha no meu estômago. Pra felicidade geral, a endoscopia nada constatou.

Aí, a imprensa iria devassar minha vida e descobrir meus podres: gosto de blues e jazz, gosto de MPB, gosto de samba de raíz (afinal, meus filhotes Angelo e Leo são do Chapéu Panamá), gosto de música clássica, cinema e teatro, sem falar de Literatura (prosa e poesia).

Sei que sou impoluto, o que poderia ser um critério de escolha. Nunca roubei nem prevariquei. Mas nunca se sabe o que pode acontecer: Já dizia o Itamar Franco (ou outro do mesmo quilate) que o poder é afrodisíaco! Minha declaração de i.r. cairia no conhecimento público e todos descobririam que meus bens são minha família, Amélia e meus filhos (Ana, Gelo e Leo), além do Soié e Aparecida, manos, etc. Isso significa que, com certeza, praticaria o nepotismo sem pejo! Mais um assunto pra imprensa.

Ou seja: não aceito ser ministro, e pronto!

Até segunda.

15 novembro, 2006

O BANQUEIRO NO DIVÃ

- E então?
- Ah! doutor, preciso continuar a falar daquele assunto da semana passada...
- Sei.
- O senhor se lembra?
- Você quer que eu nomeie.
- Não!
- Não?
- Bem... aquele assunto, doutor, aqueles pesadelos que tenho tido, de meu banco falir. (Dá três toques no assoalho. Deitado no divã, era a peça de madeira mais próxima).
- Sonhos recorrentes.
- E lucros cessantes.
- Cessantes... cessantes...
- Não repete mais essa palavra, doutor. Dá azar, atrai desgraça. O senhor acredita em força do pensamento?
- Força ou fraqueza?
- Pegou pesado, hein? Mas tenho meus motivos. Sei que não é sua área, o senhor é do mundo abstrato, mexe com essas coisas da alma, mas eu é que sei o que é que move o mundo: o dinheiro!
- In gold you trust.
- In God, doutor, "in God we trust". Está lá no Dólar. Aliás, no Real também: "Deus seja louvado". Banqueiro não é ateu, mas também não é bobo. Tenho de me adiantar aos acontecimentos, ficar atento, senão o meu dinheiro vai pro ralo.
- Esgoto?
- Não! Esgoto é pra cocô, essas coisas. Ralo mesmo, igual à água de uma banheira. Se estiver mal tampada, devagarinho a água se esvai, o nível se abaixa, até secar. É isso que pode acontecer com meus lucros. Foi o que sonhei na noite passada.
- Conta aí.
- Só me lembro de um pedaço: era mesmo uma banheira cheia de notas e moedas. Todo dia eu conferia, olhava o nível. Até pensei em fazer como o Tio Patinhas, que se banhava nas moedas... leitura de meus tempos de menino, hoje não tenho mais tempo pra isso... não, não mergulhei no dinheiro, não! Mas o Tio Patinhas é que devia ser feliz... De repente, tudo aquilo se transformou em líquido, uma água viscosa e verde, doutor, esquisito demais. No sonho eu esfregava os olhos e me perguntava: será que estou sonhando? Engraçado isso, eu sonhar dentro de um sonho. Isso pode acontecer? Muito esquisito... Mas o problema é que não estava sonhando não, era verdade. Quer dizer, estava e não estava sonhando, o senhor entende? Entende?
- (silêncio)
- Detesto quando o senhor dá uma de psicanalista ortodoxo!
- (silêncio)
- Deixa prá lá, vou contar o resto: aquela água verde-escura-gosmenta cheirava mal. Eu ficava na dúvida se devia destampar a banheira ou não. Juro que pensei: melhor morrer. Depois me lembrei da frase lá no Dólar e rezei: In God we trust! Nessas horas a fé aumenta, acredita? Mas acho que Ele não sabe inglês, ou fingiu não escutar. Repeti como uma ladainha o versículo escríto no Real: Deus seja louvado, Deus seja louvado. Não adiantou. Aí, já quase desafalecido pelo cheiro horrível, enfiei a mão naquela merda - desculpe o palavrão, doutor, mas o senhor mesmo me estimula a soltar o verbo, falar o que vem na cabeça, não é? Então, enfiei a mão naquela merda e destampei a banheira. Suava frio, tremia, mas era o jeito. Queria acordar e não conseguia, um pesadelo mesmo!
- E aí? Você associa este sonho com alguma coisa que está acontecendo? Algum sentimento? Alguma experiência pessoal? O que significaria este sonho?
- Não sei...
- (silêncio)
- Ah! lembrei! Teve reunião da Diretoria Financeira. Os analistas financeiros perceberam que nossos lucros estão diminuindo. Quer dizer, poderão diminuir, pois nos últimos anos a gente só tem batido recordes de lucro. Acontece que essa política de diminuir a taxa Selic pode fazer o povo investir mais na Poupança que nos Fundos de Investimento, o que vai levar pro ralo os nossos lucros... Uma hecatombe!
- Hecatombe...
- O senhor sabia que a Poupança já tá valendo a pena? Antes era pra enganar o pobre, agora já está ficando interessante... Tenho de achar uma solução pra isso.
- Hmmm
- Ah! vou parar por aqui, tá bom? Tenho uma reunião agora à tarde. Semana que vem eu volto.
- Estarei aguardando.

_______________
Dia seguinte, nos jornais:

Finanças - Banco quer cortar renda da poupança

Instituições temem que queda de juros leve aplicação mais popular do país a tirar depósitos de fundos de investimentos

Os bancos querem que o governo mude o sistema de remuneração da poupança. Eles temem que, com a queda progressiva da taxa básica de juros (Selic), a remuneração do investimento mais popular do país, com cerca de 70 milhões de aplicadores, fique cada vez mais próxima da dos fundos de investimento, tornando-se uma ameaça para essas aplicações, que oferecem mais lucros para o sistema financeiro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou ao governo uma proposta para mudar o cálculo da rentabilidade da poupança, de forma que a Taxa Referencial (TR), usada na correção mensal, acompanhe a queda da Selic. Hoje, a caderneta tem rendimento de 6% ao ano e correção de 2,5% ao ano da TR, em média. Como a TR é baseada no rendimento de títulos bancários (CDBs e RDBs), mesmo que a Selic caia, o ganho não é tão afetado.

13 novembro, 2006

Acontecências

Dois acontecimentos da crônica policial mineira chamaram-me a atenção, nesta semana:

1. uma mulher, em Montes Claros-MG, levou 6 (seis) tiros na cabeça. Seria mais uma morte causada por um ex-companheiro ciumento, numa prova de que o machismo e a violência contra a mulher (uma coisa muitas vezes é sinônima de outra) se não fosse o desfecho da história: nenhuma bala penetrou no crânio da vítima! Uma e outra emaranharam-se nos cabelos, outras se alojaram entre o couro cabeludo e o osso.

2. num assalto, um entregador de pizza, aqui em Belô, recebe tiro no peito, calibre 38! A bala (ou, segundo os especialistas, o projétil) atingiu o fecho do zíper do agasalho utilizado pelo motoboy. Resultaram apenas leve escoriação e um susto maior que o mundo!

Já ouvi casos de moedas ou medalhas salvarem vidas. Ainda aqui em Belô, há dois anos, um sujeito empurrou a companheira janela abaixo, do alto de um prédio. A vítima caiu sobre um transeunte: ambos se machuraram, ninguém morreu...


Penso eu que a dona Morte dá uma vacilada, vez por outra. Deus protege, o "corpo tá fechado", "não chegou a hora", "o sujeito nasceu de novo"...


Dá vontade de acreditar no tal de 'maktub': está escrito! Ou para o bem, ou para o mal.

Nesses casos, para o bem!

11 novembro, 2006

O sapo e as uvas

Do tamanho de um bago de uva
o sapo surpreende o fotógrafo
e quase vai
goela abaixo.
Apreendido num click
dá um salto
e escapa.

(Foto by Cláudio Costa, nas Vinhas da Serra do Caraça).
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BH by night

Noite chuvosa, ontem.
Nuvens baixas refletem a iluminação da metrópole.
A faixa mais iluminada, no meio da foto, é a Avenida Raja Gabaglia, que serpenteia por 7km do Gutierrez ao BHShopping
Foto batida da casa de um casal amigo, no Alto do Santa Lúcia.
Frio & vento: 10° C em pleno novembro.
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09 novembro, 2006

Vela para os pobres e fogueira para os ricos

Opinião de Leonardo Boff sobre os rumos do II gov. Lula:
"O mais provável é que o governo dê prosseguimento à receita do Banco Mundial: tostões para os pobres e bilhões para os ricos.
Assim, aplaca-se a ira nas duas pontas da estrutura social:
Aos pobres, políticas sociais que exigem, do orçamento do Executivo, cerca de R$ 10 bilhões por ano.
Aos ricos, detentores dos títulos da dívida pública, o Bolsa Fartura que lhes transfere anualmente aproximadamente R$ 100 bilhões.
Tudo parece simples se no porão das contas públicas não houvesse uma bomba prestes a explodir: os limites da relação dívida/PIB.
Quanto mais – em valor e tempo – o governo pode transferir à cornucópia da elite?
A resposta não parece animadora vista do buraco em que anda o pífio crescimento do país. Se o PIB crescer, pode-se suportar relativo crescimento da dívida pública.
Mas como desatar o nó do crescimento sem cortar gastos públicos e reduzir os juros?
O governo quer manter acesa a vela destinada aos pobres e a fogueira que aquece a renda dos ricos. Até agora, a saída que encontrou para agradar uns e outros é aumentar impostos, hoje em 37,37% do PIB, e apertar ainda mais o cinto do ajuste fiscal.
Assim, poderá manter a Bolsa Família e a Bolsa Fartura, e engordar sua poupança no exterior, hoje calculada em US$ 70 bilhões, um recorde comparado às administrações anteriores.
Talvez a opção do novo governo Lula seja mesmo a de manter o Brasil no banho-maria das políticas neoliberais, sem tocar nas estruturas que impedem a redução da desigualdade social e favorecem a multiplicação geométrica da fortuna dos 20% mais ricos da população.
Se assim for, nem é preciso falar em “pacto social” ou “concertação”.
Basta o PT entender-se com o PSDB e oficializar, como nos EUA, a alternância no poder, deixando o PMDB entregue à sua sina de “hay gobierno, soy favorable”.
Os descontentes que se organizem e mobilizem."
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Trecho extraído da crônica semanal de Leonardo Boff, publicada hoje no EM. Fala quem já esteve por dentro dos palácios, em Brasília.

06 novembro, 2006

Wikisexypedia

1. Preferência sexual dos brasileiro:
  • hetero: 94,5%
  • homo: 4,2%
  • bi: 1,3%
2. Já transaram com pessoa do mesmo sexo:
  • elas & elas: 4,1%
  • eles & eles: 10,4%
3. Não praticam sexo:
  • elas: 7,7%
  • eles: 2,5%
4. Por que não?
  • convicção
  • falta de opção
  • aversão
5. Hora boa pra sexo:
  • sem hora marcada: 66%
  • só em situações especiais: 7%
6. Bicho de pé:
  • insatisfeitos com a qualidade das próprias ereções: 45,1%
7. Receita de qualidade:
  • atração
  • tempo
  • tranquilidade
  • clima
  • afeto
8. Sentem dor na hora "H":
  • elas: 17,8%
  • eles: 4,5%
9. Não conseguem "ver estrelas":
  • elas: 26,2%
  • eles: 4,9%
10. Tipos de orgasmo:
  • instantâneo
  • demorado
  • único
  • múltiplo
  • discreto
  • escandaloso
  • fingido
  • verdadeiro
  • ejaculado
  • lubrificado
  • a seco
11. O que mais atrapalha:
  • cansaço
  • rotina
  • pouco tempo
  • ansiedade
  • sexo programado
12. O que piora:
  • tabagismo
  • estresse
  • álcool
  • sedentarismo
  • alimentação desbalanceada
  • drogas
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Fonte: Sexo pode ser menos mito e mais verdade - Dra. Carmita Abdo. Editora Prestígio. S.P.2006