23 novembro, 2006

Tric-tric

Semana passada, dei uma entrevista na TV Alterosa (repetidora SBT em Minas) acerca de Transtornos de Tique, o famoso 'tric-tric nervoso'.

Parece que alguns telespectadores ligaram pra lá ou foi alguma reportagem anterior sobre o assunto, não sei.

De qualquer forma, aceitei o convite e me mandei pra Av. Assis Chateaubriand, bem pertinho do Centro, aqui em Belô.

Era exatamente o dia 15 de novembro, trânsito tranquilo, já que gozávamos do feriado da Proclamação da República (pouca gente sabe do que se trata e muito até maltratam essa tal de 'res publica', a 'coisa pública').

Os estúdios da TV Alterosa estavam todos vazios (eram 18,30h), exceto o estúdio do TeleJornal, onde fui muito bem recebido pelos câmeras-men, pela Luciana (produtora) e pela simpática Laura Lima, a apresentadora.
Conversamos, antes de o telejornal entrar no ar e alguns presentes no estúdio descreveram em si mesmos ou em algum conhecido um ou outro tique, nada grave nem patológico. Afinal, quem não tem uma 'maniazinha' ou mesmo um tique (movimento involuntário, sem motivo justificável, repetitivo...) de piscar-os-olhos, fungar, não pisar nas linhas da calçada, alisar os cabelos, 'quebrar' ou estalar os dedos, o pescoço?

Existem tiques, porém, que incomodam demais os portadores, chegam a ser bizarros em alguns casos e provocam muito sofrimento. É um capítulo interessante da Psiquiatria e, quase sempre, há tratamento para isso, mesmo porque muitos tiques são passageiros. [Não, não vou falar mais disso aqui, pois não é o escopo (epa!) deste post.]

Quero, mesmo, é mostrar dois momentos de descontração, captados pela filhota Ana Letícia
que me acompanhou, digital às mãos:

1. Maquiando o 'artista pra ficar bonito na fita...


2. Laura Lima, a apresentadora, 'ajoelhada aos meus pés', preparando a entrevista.

20 novembro, 2006

999999999999999999

Nasceu minha mãe no dia 09/09 de um ano terminado em 9. Após 9 meses, cheguei a este mundo, em outro ano com final 9, quando minha mãe tinha 19 anos. Ela teve 9 filhos.

O vôo que me levaria para Brasília, na sexta passada, deveria partir às 20h e só partiu às 21h, ou seja, às 9 da noite. No hotel, ocupei o apartamento 609.
Ontem, dia 19, o avião decolou com 49 minutos de atraso. Pousou, na Pampulha, às 20,09h, conforme informou o comandante, pelo sistema de som da aeronave.
Às 21h (às 9 da noite), adentrei meu apartamento, de número cujos algarismos, somados, resultam em 9.

Vejo que os números têm lá seus mistérios. Nada cabalísticos. Não acredito nisso. Pero que las hay, las hay... hablo de las brujas.

E o Doffer, apesar de Cínico Físico, me atiçou a curiosidade com este post. Visitem-no e me digam:

Os números têm ou não têm seus mistérios?

17 novembro, 2006

Não aceito ser ministro!

De hoje até domingo estarei em Brasília, para ministrar ESTE CURSO.

Não espalhem, pois o Lula pode querer me convocar para o novo ministério (leio nos jornais que o Presidente está a fazer conversações, pede calma ao PT, acena ao PMDB e ao PDT, atiça ciúmes e provoca elucubrações). Desde já aviso: ainda não fui convidado... Nem sondado: a única sonda que me passaram foi um tubo pra ver o que tinha no meu estômago. Pra felicidade geral, a endoscopia nada constatou.

Aí, a imprensa iria devassar minha vida e descobrir meus podres: gosto de blues e jazz, gosto de MPB, gosto de samba de raíz (afinal, meus filhotes Angelo e Leo são do Chapéu Panamá), gosto de música clássica, cinema e teatro, sem falar de Literatura (prosa e poesia).

Sei que sou impoluto, o que poderia ser um critério de escolha. Nunca roubei nem prevariquei. Mas nunca se sabe o que pode acontecer: Já dizia o Itamar Franco (ou outro do mesmo quilate) que o poder é afrodisíaco! Minha declaração de i.r. cairia no conhecimento público e todos descobririam que meus bens são minha família, Amélia e meus filhos (Ana, Gelo e Leo), além do Soié e Aparecida, manos, etc. Isso significa que, com certeza, praticaria o nepotismo sem pejo! Mais um assunto pra imprensa.

Ou seja: não aceito ser ministro, e pronto!

Até segunda.

15 novembro, 2006

O BANQUEIRO NO DIVÃ

- E então?
- Ah! doutor, preciso continuar a falar daquele assunto da semana passada...
- Sei.
- O senhor se lembra?
- Você quer que eu nomeie.
- Não!
- Não?
- Bem... aquele assunto, doutor, aqueles pesadelos que tenho tido, de meu banco falir. (Dá três toques no assoalho. Deitado no divã, era a peça de madeira mais próxima).
- Sonhos recorrentes.
- E lucros cessantes.
- Cessantes... cessantes...
- Não repete mais essa palavra, doutor. Dá azar, atrai desgraça. O senhor acredita em força do pensamento?
- Força ou fraqueza?
- Pegou pesado, hein? Mas tenho meus motivos. Sei que não é sua área, o senhor é do mundo abstrato, mexe com essas coisas da alma, mas eu é que sei o que é que move o mundo: o dinheiro!
- In gold you trust.
- In God, doutor, "in God we trust". Está lá no Dólar. Aliás, no Real também: "Deus seja louvado". Banqueiro não é ateu, mas também não é bobo. Tenho de me adiantar aos acontecimentos, ficar atento, senão o meu dinheiro vai pro ralo.
- Esgoto?
- Não! Esgoto é pra cocô, essas coisas. Ralo mesmo, igual à água de uma banheira. Se estiver mal tampada, devagarinho a água se esvai, o nível se abaixa, até secar. É isso que pode acontecer com meus lucros. Foi o que sonhei na noite passada.
- Conta aí.
- Só me lembro de um pedaço: era mesmo uma banheira cheia de notas e moedas. Todo dia eu conferia, olhava o nível. Até pensei em fazer como o Tio Patinhas, que se banhava nas moedas... leitura de meus tempos de menino, hoje não tenho mais tempo pra isso... não, não mergulhei no dinheiro, não! Mas o Tio Patinhas é que devia ser feliz... De repente, tudo aquilo se transformou em líquido, uma água viscosa e verde, doutor, esquisito demais. No sonho eu esfregava os olhos e me perguntava: será que estou sonhando? Engraçado isso, eu sonhar dentro de um sonho. Isso pode acontecer? Muito esquisito... Mas o problema é que não estava sonhando não, era verdade. Quer dizer, estava e não estava sonhando, o senhor entende? Entende?
- (silêncio)
- Detesto quando o senhor dá uma de psicanalista ortodoxo!
- (silêncio)
- Deixa prá lá, vou contar o resto: aquela água verde-escura-gosmenta cheirava mal. Eu ficava na dúvida se devia destampar a banheira ou não. Juro que pensei: melhor morrer. Depois me lembrei da frase lá no Dólar e rezei: In God we trust! Nessas horas a fé aumenta, acredita? Mas acho que Ele não sabe inglês, ou fingiu não escutar. Repeti como uma ladainha o versículo escríto no Real: Deus seja louvado, Deus seja louvado. Não adiantou. Aí, já quase desafalecido pelo cheiro horrível, enfiei a mão naquela merda - desculpe o palavrão, doutor, mas o senhor mesmo me estimula a soltar o verbo, falar o que vem na cabeça, não é? Então, enfiei a mão naquela merda e destampei a banheira. Suava frio, tremia, mas era o jeito. Queria acordar e não conseguia, um pesadelo mesmo!
- E aí? Você associa este sonho com alguma coisa que está acontecendo? Algum sentimento? Alguma experiência pessoal? O que significaria este sonho?
- Não sei...
- (silêncio)
- Ah! lembrei! Teve reunião da Diretoria Financeira. Os analistas financeiros perceberam que nossos lucros estão diminuindo. Quer dizer, poderão diminuir, pois nos últimos anos a gente só tem batido recordes de lucro. Acontece que essa política de diminuir a taxa Selic pode fazer o povo investir mais na Poupança que nos Fundos de Investimento, o que vai levar pro ralo os nossos lucros... Uma hecatombe!
- Hecatombe...
- O senhor sabia que a Poupança já tá valendo a pena? Antes era pra enganar o pobre, agora já está ficando interessante... Tenho de achar uma solução pra isso.
- Hmmm
- Ah! vou parar por aqui, tá bom? Tenho uma reunião agora à tarde. Semana que vem eu volto.
- Estarei aguardando.

_______________
Dia seguinte, nos jornais:

Finanças - Banco quer cortar renda da poupança

Instituições temem que queda de juros leve aplicação mais popular do país a tirar depósitos de fundos de investimentos

Os bancos querem que o governo mude o sistema de remuneração da poupança. Eles temem que, com a queda progressiva da taxa básica de juros (Selic), a remuneração do investimento mais popular do país, com cerca de 70 milhões de aplicadores, fique cada vez mais próxima da dos fundos de investimento, tornando-se uma ameaça para essas aplicações, que oferecem mais lucros para o sistema financeiro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou ao governo uma proposta para mudar o cálculo da rentabilidade da poupança, de forma que a Taxa Referencial (TR), usada na correção mensal, acompanhe a queda da Selic. Hoje, a caderneta tem rendimento de 6% ao ano e correção de 2,5% ao ano da TR, em média. Como a TR é baseada no rendimento de títulos bancários (CDBs e RDBs), mesmo que a Selic caia, o ganho não é tão afetado.

13 novembro, 2006

Acontecências

Dois acontecimentos da crônica policial mineira chamaram-me a atenção, nesta semana:

1. uma mulher, em Montes Claros-MG, levou 6 (seis) tiros na cabeça. Seria mais uma morte causada por um ex-companheiro ciumento, numa prova de que o machismo e a violência contra a mulher (uma coisa muitas vezes é sinônima de outra) se não fosse o desfecho da história: nenhuma bala penetrou no crânio da vítima! Uma e outra emaranharam-se nos cabelos, outras se alojaram entre o couro cabeludo e o osso.

2. num assalto, um entregador de pizza, aqui em Belô, recebe tiro no peito, calibre 38! A bala (ou, segundo os especialistas, o projétil) atingiu o fecho do zíper do agasalho utilizado pelo motoboy. Resultaram apenas leve escoriação e um susto maior que o mundo!

Já ouvi casos de moedas ou medalhas salvarem vidas. Ainda aqui em Belô, há dois anos, um sujeito empurrou a companheira janela abaixo, do alto de um prédio. A vítima caiu sobre um transeunte: ambos se machuraram, ninguém morreu...


Penso eu que a dona Morte dá uma vacilada, vez por outra. Deus protege, o "corpo tá fechado", "não chegou a hora", "o sujeito nasceu de novo"...


Dá vontade de acreditar no tal de 'maktub': está escrito! Ou para o bem, ou para o mal.

Nesses casos, para o bem!

11 novembro, 2006

O sapo e as uvas

Do tamanho de um bago de uva
o sapo surpreende o fotógrafo
e quase vai
goela abaixo.
Apreendido num click
dá um salto
e escapa.

(Foto by Cláudio Costa, nas Vinhas da Serra do Caraça).
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BH by night

Noite chuvosa, ontem.
Nuvens baixas refletem a iluminação da metrópole.
A faixa mais iluminada, no meio da foto, é a Avenida Raja Gabaglia, que serpenteia por 7km do Gutierrez ao BHShopping
Foto batida da casa de um casal amigo, no Alto do Santa Lúcia.
Frio & vento: 10° C em pleno novembro.
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09 novembro, 2006

Vela para os pobres e fogueira para os ricos

Opinião de Leonardo Boff sobre os rumos do II gov. Lula:
"O mais provável é que o governo dê prosseguimento à receita do Banco Mundial: tostões para os pobres e bilhões para os ricos.
Assim, aplaca-se a ira nas duas pontas da estrutura social:
Aos pobres, políticas sociais que exigem, do orçamento do Executivo, cerca de R$ 10 bilhões por ano.
Aos ricos, detentores dos títulos da dívida pública, o Bolsa Fartura que lhes transfere anualmente aproximadamente R$ 100 bilhões.
Tudo parece simples se no porão das contas públicas não houvesse uma bomba prestes a explodir: os limites da relação dívida/PIB.
Quanto mais – em valor e tempo – o governo pode transferir à cornucópia da elite?
A resposta não parece animadora vista do buraco em que anda o pífio crescimento do país. Se o PIB crescer, pode-se suportar relativo crescimento da dívida pública.
Mas como desatar o nó do crescimento sem cortar gastos públicos e reduzir os juros?
O governo quer manter acesa a vela destinada aos pobres e a fogueira que aquece a renda dos ricos. Até agora, a saída que encontrou para agradar uns e outros é aumentar impostos, hoje em 37,37% do PIB, e apertar ainda mais o cinto do ajuste fiscal.
Assim, poderá manter a Bolsa Família e a Bolsa Fartura, e engordar sua poupança no exterior, hoje calculada em US$ 70 bilhões, um recorde comparado às administrações anteriores.
Talvez a opção do novo governo Lula seja mesmo a de manter o Brasil no banho-maria das políticas neoliberais, sem tocar nas estruturas que impedem a redução da desigualdade social e favorecem a multiplicação geométrica da fortuna dos 20% mais ricos da população.
Se assim for, nem é preciso falar em “pacto social” ou “concertação”.
Basta o PT entender-se com o PSDB e oficializar, como nos EUA, a alternância no poder, deixando o PMDB entregue à sua sina de “hay gobierno, soy favorable”.
Os descontentes que se organizem e mobilizem."
_____________________
Trecho extraído da crônica semanal de Leonardo Boff, publicada hoje no EM. Fala quem já esteve por dentro dos palácios, em Brasília.

06 novembro, 2006

Wikisexypedia

1. Preferência sexual dos brasileiro:
  • hetero: 94,5%
  • homo: 4,2%
  • bi: 1,3%
2. Já transaram com pessoa do mesmo sexo:
  • elas & elas: 4,1%
  • eles & eles: 10,4%
3. Não praticam sexo:
  • elas: 7,7%
  • eles: 2,5%
4. Por que não?
  • convicção
  • falta de opção
  • aversão
5. Hora boa pra sexo:
  • sem hora marcada: 66%
  • só em situações especiais: 7%
6. Bicho de pé:
  • insatisfeitos com a qualidade das próprias ereções: 45,1%
7. Receita de qualidade:
  • atração
  • tempo
  • tranquilidade
  • clima
  • afeto
8. Sentem dor na hora "H":
  • elas: 17,8%
  • eles: 4,5%
9. Não conseguem "ver estrelas":
  • elas: 26,2%
  • eles: 4,9%
10. Tipos de orgasmo:
  • instantâneo
  • demorado
  • único
  • múltiplo
  • discreto
  • escandaloso
  • fingido
  • verdadeiro
  • ejaculado
  • lubrificado
  • a seco
11. O que mais atrapalha:
  • cansaço
  • rotina
  • pouco tempo
  • ansiedade
  • sexo programado
12. O que piora:
  • tabagismo
  • estresse
  • álcool
  • sedentarismo
  • alimentação desbalanceada
  • drogas
___________
Fonte: Sexo pode ser menos mito e mais verdade - Dra. Carmita Abdo. Editora Prestígio. S.P.2006

03 novembro, 2006

Delicadeza: Bom pras cabeças

João Paulo Cunha escreveu, hoje, no caderno Pensar do EM:

A vontade de poder é uma atitude que já foi apontada como regressiva e autoritária. É exatamente o contrário. Nietzsche acreditava tanto na capacidade de realização do indivíduo que não podia aceitar que a vida fosse gasta no exercício inútil de seguir ordens emasculantes. Para o homem que filosofou com o martelo, o que vale é a vida. A tradução do propósito do pensador pode ser tentada nos momentos aparentemente mais simples da existência: o gosto em se dedicar à verdadeira arte; o prazer em conviver independentemente de amarras sociais; a ânsia em aprimorar o mundo pela educação.

Se o pólo da assertividade é fundamental, a dimensão da suavidade pode ser o outro ingrediente da mezinha que vai nos redimir dos achaques decorrentes da perda do tempo e do espaço. O homem perdeu, juntamente com o sentido da história e da familiaridade (outras formas de se definir tempo e espaço), o prazer em ser bom.
A delicadeza, que sempre expressou a civilidade, se tornou defeito no momento em que a competição a todo custo domina a área. Encontrar com pessoas polidas pode ser uma forma de iluminação.




O VIDA EM CENA: GRUPO DE TEATRO ESPONTÂNEO foi criado em março de 1999 com o objetivo de pesquisar,... praticar, ensinar e divulgar o Teatro Espontâneo-TE, em suas diversas modalidades. Apresenta espetáculos desde setembro de 1999, para colégios, faculdades, empresas, grupos comunitários e instituições. Tem promovido cursos e oficinas de TE para jovens, educadores, profissionais de RH, lideres comunitários, pessoas de terceira idade, coordenadores de grupo e outros profissionais. Nos espetáculos atuam de quatro a seis atores, um ou dois músicos e um (a) diretor (a).

TEATRO ESPONTÂNEO:
É uma forma de teatro que se fundamenta na experiência de co-criação entre atores e platéia, aliando improvisação e interatividade. Sua origem remonta ao "Teatro da Espontaneidade", criado por Jacob Levi Moreno, 1921, em Viena, Áustria.

O Vida em Cena pesquisa e aplica as seguintes modalidades de Teatro Espontâneo: Playback Theatre, teatro fórum, teatro debate, sociodrama, jogos teatrais, jogos dramáticos e teatro relâmpago ("esquetes" de teatro interativo).
Estas modalidades podem, também, ser integradas a programas de desenvolvimento, seminários e palestras.

PLAYBACK THEATRE (PB):
É a modalidade de TE mais utilizada pelo Vida em Cena: pessoas do público contam histórias ou momentos de sua vida que são imediatamente encenados pela trupe.
Há uma valorização dos pequenos fatos do dia a dia, da importância de se contar / ouvir / compartilhar as histórias pessoais. Ao verem suas histórias recriadas esteticamente no palco, as pessoas podem perceber novos aspectos e ampliar sua consciência. (Leia mais aqui)

Programa para 2a. feira, dia 6.nov:


ESPETÁCULO DE TEATRO ESPONTÂNEO - “GESTOS DE DELICADEZA...”

Dia 06 de Novembro - Segunda-feira - Início às 19:45h.
VIDA EM CENA: GRUPO DE TEATRO ESPONTÂNEO - O TEATRO DO INESPERADO!
APRESENTA:

"GESTOS DE DELICADEZA..."

Direção: SHEILA COSTA - Voz e Sonoplastia: MARLI ALVES

Atores: CLÓVIS COSTA, CONSOLAÇÃO, CRISTIANE LEITE, JOSÉ CARLOS RODRIGUES, NÉLIA CYPRIANO e ZOÉ VALE.

Dia 06 de Novembro - Segunda-feira - 19:45 h

Local do evento:

CASA: Centro de Atenção à Saúde do Adolescente - FULIBAN.
Rua Tomé de Souza, 67 - 4º andar - Cruzeiro - BHte.

ENTRADA: R$5,00 (cinco reais) + a doação de 1 litro de leite desnatado, ou 1 pacote de 250g de café em pó, ou 1 kg de açúcar cristal.
(Obs: Os alimentos são para atendimento aos adolescentes carentes assistidos pelo "CASA" - FULIBAN).

01 novembro, 2006

Vontade de ser anjo

Além dos atrasos decorrentes da operação padrão desencadeada pelos controladores de vôo, vivenciei uma experiência que não desejo pra ninguém.

14,30h: Ao desembarcar no aeroporto de Confins (Belo Horizonte), enquanto aguardava nossas bagagens (minha e da Amélia) frente à esteira rolante, comentei com outro passageiro:
- Pra mim, a pior hora do vôo é essa espera.
- Por que?
- Porque sempre acho que a minha mala não vai chegar. O melhor é que sempre chega, não?

Havíamos despachado 2 malas e 1 bolsa. Primeiro, veio a bolsa; a seguir, a minha mala! Faltava a da Amélia. Aos poucos, a esteira foi se esvaziando e, no final, deslizava melancolicamente, sem nada por cima... E nós ali, com "cara de tacho".
- Pronto, pensei, minha paranóia até que fazia sentido. Um dia isso iria acontecer!

15,10h: Procuramos o setor de LL (não sei o que significam essas letras) da TAM. Os funcionários me tranquilizaram e disseram:
- Sua bagagem vai chegar no próximo vôo, dentro de 50 minutos. Esse tipo de problema pode acontecer.
Mesmo assim, fizeram uma ocorrência (que chamam de 'processo') e, via computador, entraram em contato com todos os LL do Brasil, principalmente o setor de despacho de Congonhas-SP, ponto de conexão entre Curitiba e Belo Horizonte.

16,00h: O vôo seguinte aterrisou, as bagagens circularam. Cada passageiro pegou a sua e... a nossa mala não veio!

16,30h: - Podem ficar tranquilos, garantiu a funcionária da TAM, isso acontece e, em 99% das vezes, a bagagem é localizada até o final do dia. À noite, certamente, será entregue na casa de vocês, sem ônus.

Fazer o quê?

16,44h: Resolvemos procurar a delegacia da Polícia Civil, no próprio aeroporto e foi lavrada uma ocorrência. Afinal, caso o pior acontecesse, teríamos mais uma instância a acionar, em busca de indenizações.

17,00h: Com "cara de Sexta-Feira da Paixão", tomamos o Executivo para o centro de BH, três horas após o desembarque!
Amélia já fazia o inventário dos pertences 'perdidos': Roupas, bijouterias, presentes pros filhotes, cosméticos... enfim, tudo aquilo que uma mulher bem feminina transporta quando viaja! Minhas palavras eram de solidariedade e consolo:
- Calma, benzim... mais tarde isso vai ser resolvido.
Dentro de mim, porém, um resquício paranóico: e se tivermos sido roubados? Afastava logo o pensamento tão incômodo e prestava atenção às obras da Linha Verde, em construção.

17,30h: Estávamos já a meio caminho entre Confins e BH quando o celular tocou. Pensei:
- Deve ser a nossa filha, Ana Letícia, que ficou de nos esperar no Terminal.
- Alô! disse uma voz feminina. Você esteve num congresso médico?
- Sim, por que?
- E está chegando hoje?
- Isso mesmo?
- Pois é, Dr. Cláudio, meu marido está com sua mala.
- Que boa notícia!
exlamei alvoroçado. Como isso aconteceu?
- Ele a pegou, por engano. Só quando chegou aqui em casa, no Bairro Santo Antônio, descobrimos o erro. A nossa é verde e mesmo assim trouxe a sua, preta.
- Ótimo! Ótimo! Onde posso buscá-la?
- Olhaqui, ele já está de volta ao aeroporto, porque a nossa mala ficou lá...

O desfecho foi o seguinte:

Às 22h chegou-nos a bagagem, intacta, entregue pela companhia aérea.
Foi só então que nos consideramos chegados de viagem.
Em algumas horas passamos do luto à alegria.

Fica-nos, porém, uma questão: como é que pode alguém sair da sala de desembarque carregando uma mala que não lhe pertence? E o ticket de bagagem, quem o confere?

Melhor ser como anjos: viajar pelo espaço com nossas próprias asas, sem lenço nem documento, sem bagagem nem aeroportos... sem controladores de vôo, sem atrasos, sem esteiras onde as malas podem desaparecer.
Ou não.

29 outubro, 2006

O retorno

No vôo JJ3214, de volta a Belo Horizonte,
após 1 semana em Curitiba!
Agora, descansar que ninguém é de ferro...
ou melhor, pegar no batente
daqui a pouquinho: a segunda-feira
nos espera!
C'est la vie!

28 outubro, 2006

Soié & Castelo do Batel

1) Quem visita este pedaço há mais tempo, já sabe que Soié é o meu pai: Ismael. Neste 28out, infelizmente, não poderei abraçá-lo pessoalmente pelo seu aniversário. Faz 83 anos! Com saúde, inteligência, bom humor, savoir-vivre e BLOGUEIRO.

Certamente, lá em Nova Era, haverá encontro da família Costa: filhos e filha, netos, etc. Imagino, daqui, a animação reinante com a casa cheia de gente. Minha mãe, Aparecida, atenta a tudo e a todos, ansiosa por servir um almoço especial. Churrasquinho, cerveja, alegria, fuzarca, brincadeiras e, à noite, sessão de "causos" na varanda.

Para o papai, um grande abraço e PARABÉNS!

2) Castelo do Batel é uma construção em estilo neoclássico francês (os arquitetos que me perdoem, se não for exatamente assim) que pertence à família Lupion, aqui em Curitiba. Fica na esquina da Av.Batel com Rua Teixeira Coelho, no centro de um imenso lote ajardinado. Atualmente funciona como casa de recepçoes. Estivemos lá, ontem à noite, para um jantar oferecido por uma indústria farmacêutica. Ofereceram, antes, uma palestra com o intuito de nos convencer que o antidepressivo deles é o melhor do mundo. A gente já está escolado: não existe a pílula da felicidade!A indústria farmacêutica, como todo sistema capitalista, visa o lucro.

Investem milhões de dólares em pesquisa e 'precisam' vender. É assim. Cabe aos bons profissionais estudarem muito e aprenderem a fazer leituras críticas, filtrar as afirmações, checar as estatísticas. Diz-se que, à indústria, interessa 'realmente' um bom produto, seguro e eficaz, pois venderão mais e não serão processadas por fazerem mal aos usuários (os pacientes, nós mesmos). Se não forem picaretas, até dá pra acreditar.

Por outro lado, nós, os profissionais, também queremos (digo dos honestos) cuidar bem dos pacientes, mitigar o sofrimento e não prejudicar ninguém. Há riscos com a química, todos sabemos. Risco x benefício, eis a questão.

Tudo isso deve estar na mente da gente quando 'aceita' um convite para eventos "científicos" regados a bons jantares, vinhos saborosos e charme. Foi assim, ontem, no Castelo de Batel. (Nossas fotos serão postadas, em breve).
__________________
Amanhã: Belo Horizonte.

27 outubro, 2006

MON

MON é a sigla do Museu Oscar Niemeyer aqui em Curitiba.
O gênio do artista (sei que alguns torcem o nariz pro Niemeyer, mas acho que é pura inveja) se imortalizou em muitas obras. Inventor de formas que surpreendem e desafiam a Lei da Gravidade.
Aqui, o MON é um 'grande olho' que observa a cidade e que pode ser visto de vários lugares: fica numa colina, próximo ao Centro Cívico da cidade.
Trata-se de um espaço espaço, onde predomina a cor branca da construção, contrastando com o verde do bosque adjacente e com o azul cobalto dos vidros que compõem o 'olho'. O site do MON é este
aqui, um link valioso.
Amélia e eu passamos algumas horas admirando as exposições simultâneas: arte de Cuba, fotografia de Cláudia Andujar, Siron Franco e as Santanas da coleção particular da mineira Angela Gutierrez. Falar o quê? Arte se vive, se respira, emociona.
À tarde: Congresso.

26 outubro, 2006

Arame e Pasta

A Ópera de Arame é algo de arrepiar. O link leva a uma foto achada na internet. Quando voltar a BH, postarei as minhas.
Estivemos lá, ontem. Trata-se de um teatro de armação de ferro, com paredes de vidro, suspenso sobre um lago, num anfiteatro de rocha e floresta. Entendeu?
Um passeio imperdível, não só pelo inusitado da construção, mas porque demonstra o valor dado às artes nesta Curitiba que ora visitamos.
Ao lado, um espaço natural, muito bem tratado, onde fica a "Pedreira", local de shows ao ar livre: rock, festivais de música, etc.
Mas hoje o Congresso está a pleno vapor e, até agora (17,30h), estou por conta de palestras, mesas redondas, etc. O tempo é curto.
À noite, já programamos um jantar no Bairro Santa Felicidade, reduto italiano que se caracteriza (provavelmente mais por interesses turísticos) pela sucessão quase infinita de restaurantes, trattorias, tarantellas e muita 'macarronada'. Tutti pasta!
Até à noite, no "Porta Romana"!
Salute!

24 outubro, 2006

Graciosa

A Serra do Mar se ergue como um paredão verde lá longe, após os descampados do planalto curitibano. Tomamos a rodovia 116 (Curitiba-SPaulo), não sem umas voltas desnecessárias, já que o motorista aqui se perdeu. Nada desesperador, apenas aumentou a vontade de chegar logo à Estrada da Graciosa.
A "Graciosa", como chamam por aqui, é a antiga ligação entre o planalto e o litoral. Serpenteia por entre a vegetação preservada da Serra do Mar, pedaço de Mata Atlântica que ainda resta. Estreitinha, ora asfaltada ora pavimentada com paralelepídedos. Riachos, pequenas cachoeiras, pontes, amuradas de pedras e muitas, muitas hortências transformam a viagem em um passeio pelo jardim.
A certa altura, temos um mirante. Uma parada e... já se avista a baía de Paranaguá, lá embaixo, meio que entre as brumas de uma terça-feira ainda meio nublada.
Descemos devagar, sentindo o cheiro de mato e escutando pássaros, mil pássaros. Eram duas graciosas: a estrada e a companhia ao meu lado: Amélia.
Em Morretes, nosso destino, caminhamos pelas margens do Rio Nhundiquara, sobre o qual se debruçam alguns restaurantes avarandados. A especialidade do local é o "Barreado", uma carne preparada com toucinho ou bacon, muita cebola, cominho, louro. A tampa da panela é selada com uma massa de mandioca e farinha de trigo e, segundo a tradição, deve-se deixar cozinhar por 24h. Após, "soca-se" a carne e tem-se um caldo grosso, com aquelas fibras bem macias, com cheiro apetitoso.
Nossa escolha, porém, foi um linguado grelhado com alcaparras, acompanhado de rica e abundante salada. Não fosse a viagem de volta e o sol inclemente, uma taça de vinho seria ótima pedida.
Morretes é cidade antiga, onde tem uma estação da linha férrea, ponto final da "litorina", um ou dois vagões que descem a serra através da mais incrível ferrovia: abismos por sobre florestas, deslumbrante. Fizemos este passeio há anos e preferimos, agora, a Graciosa. Valeu.
À tardinha, já em Curitiba, visitamos o Jardim Botânico, muito bonito. Tudo "cartão postal", o que demonstra como vale a pena investir no embelezamento: ótimo para os cidadãos, atração para os turistas, apaziguamento em meio às turbulências do viver.
Amanhã começa o Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Como ninguém é de ferro, sempre haverá tempo para mais alguns passeios.

23 outubro, 2006

Curitiba - dia 1

Viagem ótima de BH a Curitiba. O transponder do Airbus 320 ficou ligado o tempo todo, deu pra sentir. Céu lindo, na saída de BH, com um mar de nuvens abaixo dos 30 mil pés, com o sol da tarde dourando as cristas das ondas - ou seja, das nuvens. Filmei e vou colocar no YouTube.
Escala em Congonhas. Durante 3h caminhamos pra lá e pra cá: desta vez o mar era de camisas vermelhas, agasalhos vermelhos, bonés vermelhos: o povo que foi assistir à Fórmula 1, vitória do Massa, estava de volta às cidades de origem. Impressionante a força deste evento! Corredores, lojas, restaurantes, salas de embarque, tudo lotado de fãs da Ferrari. Um ou outro vestido do azul da Renault, do Alonso Campeão. Agora que o Felipe Massa ganhou aqui, com certeza mais gente vai usar o vermelho da Ferrari. Acho.
Às 22h aterrisamos no Aeroporto Afonso Pena, em S.J. dos Pinhais, na grande Curitiba. Ótima impressão: uma van (Sprinter) só por nossa conta, cujo motorista havia sido camioneiro e, segundo disse, "rodara pelo Brasil inteiro". Não sei se foi para nos agradar, mas garantiu que, de todos os lugares e pessoas, mais gostou foi de Minas e dos mineiros! Acreditamos, claro! Se não foi sincero, mesmo assim a gente fica feliz: boas palavras são sempre bem recebidas.
O Quality Hotel fica no Bairro do Batel, região nobre. Já rodamos (a pé) pelos arredores, incluindo a belíssima Praça do Japão. Descemos (sempre caminhando) até Centro. Não pode faltar a visita básica à Rua 24 Horas (dizem que está perdendo o charme, mas vale uma passadinha lá). À tarde: giro calmo pelo Shopping Estação, em cujo Convention Center será o Congresso da ABP que se iniciará na4a. feira. Por lá almoçamos.
Volta pro hotel foi de 'articulado', um busão sanfonado, enorme. Deu pra sentir como o investimento no transporte coletivo pode resolver muitos problemas de trânsito. Pena que em Belo Horizonte a gente esteja tão atrasado e o transporte público é inviável.
À noite, faremos um passeiozinho.
Amanhã tem mais!

22 outubro, 2006

Rumo ao Sul

Às 17,15h de hoje, Amélia & eu decolaremos de Confins, o aeroporto urbano de Belo Horizonte, com destino a Curitiba, escala em Sampa.
Já tomamos algumas providências, dentre as quais, a mais importante: levaremos, na bagagem de mão, um
transponder portátil, que ficará permanentemente ligado. Ninguém sabe se o do avião vai funcionar, né?

Dois motivos nos animam a alçar vôo:

1. nossa comemoração pelo aniversário de casamento (civil: 21.out/religioso: 28/out). É ou não é um bom motivo pra sair por aí igual passarim, voando pelos céus do Brasil? (ficou meio ufanista, mas fazer o quê?). Uma semana inteirinha por nossa conta: eu & ela, ela & eu.


2. participarei de uma Mesa Redonda no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, entre 25 e 28, lá mesmo em Curitiba. Não deixa de ser um bom pretexto pra sair daqui das Alterosas. Entre uma palestra e outra, uma descida pela estrada da Graciosa, visita à Ópera de Arame... alguém sugere mais alguma coisa? Ficaremos hospedados ali mesmo, no bairro Batel.

Caso haja tempo e disposição, vou postar alguma notícia de lá...

18 outubro, 2006

Pra quem acredita em reencarnação

Uma notícia auspiciosa (alguém se lembra desta palavra?) pra quem acredita em reencarnação: o ano 3000 vai encontrar homens e mulheres "muito melhores" do que são hoje! O assunto está na última página do primeiro caderno de hoje do EM.
Um cientista inglês (ah! esses ingleses...) prevê, baseado em pesquisas (ah! essas pesquisas...) que daqui a 1000 anos (O tempora, o mores...) homens e mulheres serão muito mais bonitos e saudáveis. Diz o cabra que as pessoas terão de 1,80m a 2,20m.
O homem terá um pênis (ah! esse complexo de castração...) maior e a mulher terá seios maiores (ah! esse complexo de Édipo...) Mais ainda: o homem padrão será moreno, alto, bonito e sensual (ah! já escutei uma música que fala exatamente isso...)
O futurólogo (ah! esses futurólogos...) prevê que, mais uns mil anos e tudo vai entrar em decadência: as pessoas estarão mais fracas, pois a medicina (ah! esses médicos...) tratará tão precocemente cada problema que não haverá mais correção genética pela seleção natural. Além disso, todos estarão completamente dependentes das máquinas (ah! esses cyberaddicted....) e haverá duas raças humanas distintas: os bonitos e saudáveis, genéticamente perfeitos e os outros.
Como serão esses outros? Explica o cientista lá das Inglaterras: "os outros serão uma raça de troncudos, baixinhos, barrigudos".
É aí que me incluiria. Melhor não ter reencarnação. Agradeço!

14 outubro, 2006

Desejos...

  • Era uma vez Erasmo Carlos, compositor da Jovem Guarda, que embalou muitos adolescentes enamorados pela coleguinha com os seguintes versos:

Eu queria ser o seu caderninho / Pra poder ficar juntinho de você
Inclusive na escola / Eu iria com você entrar
E na volta juntinho ao teu corpo eu iria ficar
E em casa então / Você me abriria para me estudar
E se assustaria ao ver revelado em seu caderninho
Meu rosto olhando, dizendo baixinho:
"benzinho, eu não posso viver longe de você"

  • Tempos depois, no Reino da Inglaterra, um príncipe chamado Charles, já casado com a linda princesa Diana, arranjou uma amante. Chamava-se Camila. Alguém grampeou (já era moda) o telefone dela e gravou a seguinte declaração do nobre Charles:

"Meu bem, eu queria ser seu Tampax."

Diana morreu (sniff) e Charles desposou Camila. Coisas da realeza!

  • Agora, um jornalzinho do Bairro Betânia, aqui em Belo Horizonte, conta que a professora de uma escola pública pediu aos alunos que redigissem uma redação com o seguinte tema: "O que você quer que Deus faça com você". Uma criança escreveu:

“Senhor, lhe peço algo especial: me transforme em um televisor. Quero ocupar seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar es pecial pra mim e reunir minha família ao meu redor.

Ser levado a sério quando eu falo. Quero ser o centro das atenções e falar sem ser interrompido. Quero receber o mesmo cuidado que a TV recebe quando não funciona. Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo cansado. E que minha mãe me procure quando ela estiver sozinha , em vez de me ignorar. E ainda que meus irmãos briguem para estar comigo.”

E você, queria ser o quê?

12 outubro, 2006

No Stress - No Problem - A Panacéia

Pra quem tem: ziquizira, candonga, inhaca, olho-gordo, dor-de-cotovelo, unha encravada, dente ciso, triglicérides lá no alto e auto-estima lá embaixo, varizes, estrias, brochadas, falta de energia, farol baixo, celulite, lumbago, desgosto, urucubaca, hepatomegalia, coceira na perseguida, genuvalgo e genuvaro, espinhela caída, coração sincopado, vesânia e desvario, trique-trique, mazelas e achaques de todo tipo;
Pra quem está meio que abilolado, zureta, mentecapto ou desatinado, aluado ou aloprado, pinel, mouco ou biruta, cheio de leseira ou lelé;
Pra quem tá achando que já-já vai abotoar o paletó e está a caminho do beleléu;
Pra quem quiser se prevenir contra todos os males, amém!

Eis a solução:

Onde?
No Mercado Central, em Belo Horizonte.
Se não matar, engorda!

11 outubro, 2006

A Dália Negra de Brian DePalma

Algo inusitado é 'achar tempo' para ir ao cinema durante a semana. Ontem, porém, mais uma vez os deuses conspiraram a meu favor: ganhei convites para o filme "A Dália Negra", dirigido por Brian DePalma. O filme estreou em setembro deste ano nos EUA e já está passando aqui em BH.
Trata-se de uma produção primorosa, desde a escolha do elenco, o figurino, a trilha sonora, a ambientação na LosAngeles da década de 40.
É o que se pode chamar de um autêntico
film noir: enredo intrincado, personagens ambíguos, sombras, traição, prostitutas, traficantes, policiais corruptos, fumaça de cigarros...
O roteiro se baseou em fatos reais, em torno da investigação do assassinato de Elizabeth Short, uma aspirante a atriz, cujos cabelos negros lhe emolduravam um rosto bonito, sorridente e sedutor.

» Direção: Brian De Palma
» Origem: Alemanha/Estados Unidos
» Gênero: Drama/Musical/Suspense
» Duração: 120 minutos
» Trailer: Clique aqui
» Site Oficial: Clique aqui

Sinopse: 'Dália Negra' é uma história de obsessão, amor, corrupção, cobiça e devassidão, baseada na história real de um violento crime que chocou e fascinou os Estados Unidos em 1947.caso que permanece até hoje sem solução. Os detetives e ex-boxeadores Lee Blanchard e Bucky Bleichert são encarregados da investigação do brutal assassinato da aspirante a estrela Elizabeth Short, conhecida como a 'Dália Negra'. A obsessão que os dois desenvolvem por ela acaba por arruinar suas vidas. Baseado no best-seller homônimo de James Ellroy, o filme foi exibido em competição no Festival de Veneza de 2006. (informações tiradas daqui)

» Elenco Principal: Aaron Eckhart, Fiona Shaw, Gregg Henry, Hilary Swank, Josh Hartnett, Mia Kirshner, Mike Starr, Rachel Miner, Rose McGowan, Scarlett Johansson, Troy Evans

Gostei muito, recomendo. Talvez um pouco longo, mas não cansa. A trilha sonora é espetacular, com clássicos da década de 40 em orquestrações pertinentes, criando o clima noir do filme.

Ah! Scarlett Johansson, a atriz de Moça com Brinco de Pérola e de Match Point está sensacional.

09 outubro, 2006

Verdade (?)

Conforme previa no post de ontem, o debate entre os dois candidatos à Presidência foi uma luta de cego no escuro, com faca, facão, foice, titica de galinha, etc.
Foi um verdadeiro festival de acusações mútuas, sem espaço para que alguma proposta mais clara fosse apresentada e discutida.
O que mais se usou foi o 'último estratagema' da Erística:

Último estratagema: quando percebemos que o adversário é superior e que acabará por não nos dar razão, então nos tornemos pessoalmente ofensivos, insultuosos e grosseiro. Ataquemos a honra do outro - esqueçamos seus argumentos, já que não temos mais chance de refutá-los!

Quem venceu?
Melhor perguntar:
- 'quem perdeu?'
Respondo logo:
- 'nós, os eleitores, os cidadãos, o país.'
Parece que, mais uma vez, a escolha será de acordo com a miopia de cada um, ou sua ilusão, ou seu capricho:

Verdade

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

08 outubro, 2006

Como Vencer um Debate ...sem Precisar Ter Razão

O domingo amanheceu nublado, quase chuvoso, em Belo Horizonte. Algumas manchetes de jornais relembram que, hoje à noite, haverá o primeiro debate entre Alckmin e Lula. Este, busca a reeleição - perdida por pouquíssimos votos. Aquele, animado pela improvável chegada ao segundo turno, repete bordões.
Propostas de governo? É o que menos importa. Agora, é guerra, como descreve o lead da notícia no EM de hoje:

As armas para a primeira batalha
Certos de que o primeiro debate hoje na TV será cartada decisiva na acirrada disputa pela Presidência da República, os dois candidatos ao segundo turno, o presidente Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), passaram os últimos dias preparando as armas para o confronto. Serão apresentadas propostas e exibidas realizações, mas também não deverão faltar acusações de parte a parte.

Já que é 'guerra', o importante é vencer, parece.

Meu amigo Lucas Monteiro de Castro, neuropediatra de alta estirpe, formado em Direito, expert em Filosofia (ufa!), recomendou-me e me emprestou o livro de Arthur Schopenhauer: Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão (Editora TopBooks).
O subtítulo explica: Em 38 estratagemas(1): dialética erística(2).

(1) Estratagema: s.m. (1559 CDP VIII 151) 1 mil manobra, plano empr. ger. em guerras para enganar, confundir o inimigo 2 p.ext. plano, esquema etc. previamente estudado e posto em prática para atingir determinado objetivo 3 p.ext. qualquer ato ardiloso; subterfúgio ¤ etim gr. stratêgéma,atos 'manobra de guerra, estratagema, astúcia, artifício de guerra'.

(2) Erística: s.f. (1873 cf. DV) fil 1 na antiguidade grega, arte ou técnica da disputa argumentativa no debate filosófico, desenvolvida sobretudo pelos sofistas, e baseada em habilidade verbal e acuidade de raciocínio 1.1 pej. em Platão (427-348 a.C.), argumentação que, buscando unicamente a vitória em um debate, abandona qualquer preocupação com a verdade ¤ etim substv. do gr. eristikê subentendido tékhné

Há um sentido pejorativo (cf. acepção 1.1) para Erística, provavelmente adotado por Platão, ao afirmar que, em busca da vitória, não importa a verdade na argumentação. Muitas vezes, sua marca registrada é o sofisma(3).

(3) Sofisma: s.m. (sXIV cf. FichIVPM) 1 lóg argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa 2 lóg argumentação que aparenta verossimilhança ou veridicidade, mas que comete involuntariamente incorreções lógicas; paralogismo

Poder-se-ia pensar que, por isso, tais debates entre candidatos não devem ser levados muito a sério, já que aos debatedores interessa vencer a qualquer preço, inclusive às custas da verdade.

Ora, conhecendo as 'artimanhas' da Erística, o eleitor poderá ficar mais atento às distorções e estratagemas de cada um dos presentes à cena do duelo verbal, incluindo-se o(s) entrevistador(es). Estes têm um grande poder de sedução, pois ao grande público aparecem como imparciais, quando, na verdade, não o são: geralmente fazem perguntas capciosas quando querem 'derrubar' o entrevistado pelo qual (seus patrões) não têm simpatia ou, ao contrário, 'levantam a bola' para o candidato do seu (patrão).

Os debates na esfera política (e em muitas outras, evidentemente) são caracterizados pela necessidade de vitória sobre o outro, custe o que custar. Isso contraria as propostas da dialética de Aristóteles e de Sóprates por exemplo, que propõe uma disputa limpa, sem truques, cujo exercício leva à 'verdade', objetivo único a ser perseguido: 'arte da controvérsia, da argumentação sutil' "Pela decomposição e investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade."

Ah... mundo ideal...

Schopenhauer, no Intróito do seu livro, já define assim a tal de Dialética Erística: é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a vencer, e isto per fas et per nefas (por meios lícitos ou ilícitos).

A seguir, distingue que ter razão nem sempre significa que se tem a verdade:

Assim ocorre, por exemplo, quando o adversário refuta minha prova e isto é tomado como uma refutação da tese mesma, em cujo favor se poderiam aduzir outras provas. Neste caso, naturalmente, a situação do adversário é inversa àquela que mencionamos: ele parece ter ração, ainda que objetivamente não a tenha. Por conseguinte, são duas coisas distintas a verdade objetiva de uma proposição e sua validade na aprovação dos contendores e ouvintes.
Dentre os 38 estratagemas descritos por Arthur Schopenhauer, enumero alguns mais comuns:

  • Ampliação indevida: levar a afirmação do adversário para além de seus limites naturais, interpretá-la do modo mais geral possível, tomá-la no sentido mais amplo possível e exagerá-la. (Quanto mais geral uma afirmação se torna, tanto mais ataques se podem dirigir a ela!).
  • Mudança de modo: tomar uma afirmação relativa como se fosse absoluta e refutá-la neste segundo contexto.
  • Pré-silogismos: quando se quer chegar a uma certa conclusão, evita-se que esta seja prevista, de tal modo que o adversário, sem o perceber, admita as premissas uma de cada vez e dispersas, sem ordem.
  • Perguntar em desordem: Fazer, de uma só vez, várias perguntas pormenorizadas e, assim, ocultar o que, na verdade, queremos que seja admitido. Confundir o outro, eis a questão.
  • Encolerizar o adversário: provoque a cólera do adversário para que, em sua fúria, ele não seja capaz de raciocinar corretamente e perceber sua própria vantagem. Como? Tratando-o com insolência, fazendo ofensas, humilhando-o e acusando-o injustamente!
  • Alternativa falsa: induza o adversário a aceitar uma tese apresentando-lhe a tese contrária, ressaltando essa oposição com estridência, de tal forma que ele tenha que se decidir pela nossa tese, em comparação com a outra (falsa).
  • Proclamar-se, precocemente, vitorioso: trata-se de um golpe descarado, principalmente diante de um adversário tolo ou tímido.
  • Impelir o adversário ao exagero: quando o pato cair no exagero, explore isso, refutando-o e expondo-o ao ridículo.
  • Falsa redução ao absurdo: extraia conseqüências absurdas das afirmações do adversários, distorcendo-as perante a platéia.
  • Argumento de autoridade: apele para a própria sabedoria ou à sabedoria de alguém tido como conhecedor do assunto, ao mesmo tempo que minimiza o conhecimento do adversário.
  • Ironia: finja incompetência e se declare incompetente para compreender o que o outro diz. Insinue que a afirmação do outro é tão incompreensível e insensata, que escapa à compreensão!
  • Discurso incompreensível: desconcerte o adversário com um caudal de palavras sem sentido.
  • Último estratagema: quando percebemos que o adversário é superior e que acabará por não nos dar razão, então nos tornemos pessoalmente ofensivos, insultuosos e grosseiro. Ataquemos a honra do outro - esqueçamos seus argumentos, já que não temos mais chance de refutá-los!

A tudo isto estarei atento, hoje.
Se conseguir dormir depois, será por exaustão!
(Exaustão, esta, que espero não tenha atingido meus dois ou três leitores deste post 'quase' filosófico...)

04 outubro, 2006

Confit de carne-de-sol

Fomos convidados para uma "boca-livre" de lançamento imobiliário, perto daqui de Belo Horizonte. Programinha descompromissado, sábado pela manhã, em meio à natureza.
A incorporadora caprichou: montou um mega-toldo, muito bem decorado, com flores e música ambiente. Recepcionistas, vendedores, garçons: vender é preciso!
Se o negócio extrapolou nossa pobre conta bancária, nem por isso nos excusamos de degustar os comes-e-bebes... afinal, mineiro que é mineiro não faz desfeita com o dono da casa!
Uma amostrinha tá aqui na foto: confit de carne-de-sol com creme de mandioca e couve frita.
Vem servido numa mega colherinha de porcelana. Sem intenção de marketing: produção do Bouquet Garni.
Como dizia o mais famoso colunista social do Brasil, Ibrahim Sued: sorry, periferia!

02 outubro, 2006

Vá pro 2° turno "sabendo das coisas" ou Como se curar da Síndrome de William Moreira

1 - CURSO "Para mandar um palerma para o 2° turno":
"Para mandar um palerma para o segundo turno é preciso, antes de mais nada, contar com o apoio de uma mídia imparcial. Ou seja, como o nome bem indica, uma mídia que tome partido. Mas não o partido dos jornalistas, evidentemente. Afinal, os profissionais de imprensa precisam ser honestos, quer dizer, reproduzir honestamente a opinião dos seus patrões." - continue aqui

2 - A RELATIVIDADE DOS VOTOS:
"Há muito o que pensar sobre a vontade do povo. Muito mesmo. Especulações e análises apressadas, feitas no calor do resultado das eleições de domingo, não permitem decifrar com segurança a exata tradução do recado das urnas. São muitas as traduções e, por certo, elas sugerem relativizar as certezas. E, desde já, inclusive os supostos efeitos da questão ética no destino de vencedores e perdedores do pleito, mesmo que tenha virado objeto de uso político, cantada e decantada por falsos arautos da moralidade." - continue aqui

3 - O DESTINO DA ESQUERDA:
"Um desafio para todas as esquerdas, inclusive a esquerda da esquerda: se elas não recompuserem uma frente comum a partir de agora, em função da reeleição de Lula na disputa federal e dos candidatos progressistas nas disputas estaduais, é isto que nela vai virar: coadjuvante de tucano." - continue aqui

4 - O QUE ESTÁ EM CAUSA:
"Os adversários de Lula e do povo neste 2º turno serão os senhores do poder econômico, que controlam a maioria dos meios de comunicação. Esses tradicionais donos do Brasil farão de tudo para impedir a continuidade do processo de construção de uma nova cidadania no país." - continue aqui

5 - PLAY IT AGAIN, JANGO!
"Morri no exílio, na província argentina de Corrientes, em 6 de dezembro de 1976, sozinho, vítima de ataque cardíaco, numa fazenda da fronteira. Tentava voltar para o Brasil, de onde me expulsaram com o Golpe Militar depois que anunciei, no dia 13 de março de 1964 num comício para 150 mil pessoas na Central do Brasil que iria fazer a Reforma Agrária, Urbana, as reformas na Educação, a Reforma Eleitoral, Tributária..." - continue lendo

6 - NÃO SEJA IMBECIL, VOTE CONSCIENTE:
"Ah, quer dizer que você acha que todo político é ladrão e que se você votar nulo e deixar de participar do "corrompido processo eleitoral" estará ajudando o Brasil a se tornar um país melhor? Com o devido respeito, não posso deixar de expressar minha opinião: você é uma besta." - continue aqui

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Dá um trabalho danado a gente ficar sabendo das coisas.
É mais fácil assistir o J.N. e contrair a síndrome de William Moreira...

28 setembro, 2006

Que tipo de brasileiro vai às urnas?

Caráter geral do brasileiro

  • Os brasileiros são entusiastas de um belo ideal, amigos da sua liberdade, e mal sofrem perder as regalias que uma vez adquiriram.
  • Obedientes ao justo, inimigos do arbitrário, suportam melhor o roubo que o vilipêndio; ignorantes por falta de instrução, mas cheios de talento por natureza; de imaginação brilhante, e por isso amigos de novidades que prometem perfeição e enobrecimento; generosos, mas com bazófia; capazes de grandes ações, contanto que não exijam atenção aturada, e não requeiram trabalho assíduo e monotônico; apaixonados do sexo por clima, vida e educação.
  • Empreendem muito, acabam pouco.
  • Sendo os atenienses da América, se não forem comprimidos e tiranizados pelo despotismo.
  • Avulsos, os brasileiros mostram altivez nas baixezas, amor-próprio nas bagatelas, e obstinação em puerilidades.
  • Congonhar, fumar e cavalhotar são as três felicidades dos paulistas de serra acima.
  • Falsidade e dissimulação fazem o caráter geral dos brasileiros - curiosos e inquietos, mas não ativos, nem aplicados.
  • No Brasil a natureza é amiga do homem; mas o homem é ingrato às meiguices da natureza; e todavia o homem vive aqui mais com a natureza do que com os outros homens.
  • No Brasil, a virtude, quando existe, é heróica, porque tem que lutar com a opinião, e o governo.
  • A maior corrupção se acha onde a maior pobreza está ao lado da maior riqueza.
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Os textos curtos que você acaba de ler foram escritos por José Bonifácio (o patriarca da Independência) no exílio, como anotações pessoais, entre 1823 e 1829.
Provavelmente não visavam à publicação. O título é do próprio autor. Versão conforme o livro "Projetos para o Brasil", da coleção "Retratos do Brasil", da Companhia das Letras, editado em 1998 e organizado por Míriam Dolhnikoff. Sob o subtítulo "Avulsos", estão incluídas outras anotações dispersas de JB sobre os brasileiros.

26 setembro, 2006

A Nova Guarda do Samba

TerSamba no Reciclo Asmare de BH


Toda terça-feira é dia de TerSamba no Reciclo Asmare Cultural, em Belo Horizonte.
E hoje, 26/09, é dia de Chapéu Panamá.(link do blog)


Estaremos lá, a partir das 20:30h, para curtir uma roda de samba com nossos dois filhotes, o Ângelo e Leo, integrantes da banda. Afinal, a família que samba unida jamais será vencida!

O Reciclo Asmare é um centro de ajuda a catadores de papel, que recicla todo o material coletado nas ruas. A decoração do bar, que fica na Av. Contorno, 10564, é toda feita de produtos da própria Asmare.

Release:
O Samba, mais do que nunca, mora em Belo Horizonte. Formado por universitários amantes da música brasileira, o grupo Chapéu Panamá trabalha atualmente no projeto "O Samba mora aqui", que intitula uma das mais conhecidas músicas do grupo. Em suas apresentações o Chapéu Panamá oferece à capital mineira a oportunidade de relembrar e reverenciar grandes clássicos do Samba.

O grupo nasceu no início de 2005 em encontros na casa de Matheus Brant. "A idéia surgiu quando amigos se encontravam para tocar e conversar sobre música, partilhar canções e descobrir o que é realmente o Samba", conta o percussionista Dudu. Mas o talento do grupo não poderia ficar restrito aos integrantes, amigos e familiares...

Usando o característico chapéu que virou marca dos mestres imortais do estilo, Matheus Brant, Renato Rosa, Thiago Prata, Dudu Faleiro, Bruno Sant`Anna, Gelo Procópio, Cacá, Léo Procópio e Entusiasta, passaram a se apresentar em diversos eventos do meio universitário e casas de Samba em BH.

O repertório da banda é variado, indo de Jorge Ben Jor à Adoniran Barbosa. "Procuramos tocar músicas menos conhecidas de sambistas famosos e composições próprias" , explica o vocalista Renato Rosa. Agradando, ao mesmo tempo, àqueles que gostam do tradicional samba de raiz e aos que esperam pela renovação do estilo, os jovens integrantes do Chapéu Panamá vêm conquistando, dia a dia, seu espaço no tradicional cenário do Samba.

O papai e a mamãe aqui vestem a camisa da banda!
Foto durante o Festival de Música de Belo Horizonte, na Praça Duque de Caxias, no Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.

24 setembro, 2006

Viagem ao interior

Fim-de-semana de viagem ao interior. Se BH já é 'interior" (estamos a mais de 400km do litoral), imagine o 'interior' das Minas Gerais.

Enfrentamos a BR262, direção leste, até o km 70. Depois, à esquerda, mais 70km até Santa Maria de Itabira (região à direita da Serra do Cipó: Itabira, Ipoema, Itambé, Ferros...). Estrada Real.
Êta Minas infinita, sô!

Da viagem, três imagens:

1 - Conselho amigo: Tome Decisão!

2- Problemas? Remédio caseiro!

3- Fome? Pães e bolos da Tia (da Amélia) Nhanhá!

20 setembro, 2006

ZOOPOLÍTICA

Brizola afirmou que Lula era um 'sapo barbudo'.
Lula é animal marinho: octópode? cefalópode?
Lula diz que ACM é o 'hamster do nordeste'.
Alckmin foi o indicado dos 'tucanos'.
Newton Cardoso, de MG, é conhecido como 'porcão'.
Muitos candidatos são 'raposas políticas'.
Em toda foto de político tem um 'papagaio de pirata' querendo aparecer.
O Congresso está infestado pela máfia das 'sanguessugas'.
Heloísa Helena já foi apelidada de 'gralha nordestina'.
Mauro 'Lobo' é candidato a deputado, aqui em Minas.
Os petistas próximos ao Presidente são verdadeiros 'amigos-da-onça'.
Sarney escreveu 'Marimbondos de fogo' e entrou pra Academia.
Os projetos de interesse nacional andam a passos de 'tartaruga'.

O dinheiro das campanhas vem dos 'tubarões'.
Muitos congressistas agem como 'aves de rapina'.

A política virou 'gatunagem'.
E o eleitor paga o 'pato'!

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Espero não ser processado pela Sociedade Protetora dos Animais por ofender as espécies. Muito menos pelo Ibama