nós vemos como nós somos."
Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
14 dezembro, 2005
12 dezembro, 2005
“Cansei de ser moderno, agora quero ser eterno"
O mundo contemporâneo direciona o sujeito e sua racionalidade, dominando sua subjetividade e sua natureza. A vida moderna está sendo programada em função de interesses que rompem com o modelo clássico da existência humana. Para tanto, ela requer sujeitos dóceis, que se submetam aos imperativos sistêmicos da tecnoeconomia.
O ser humano poderia viver mais livremente, segundo a psicanalista, na medida em que exerça o fantasiar e o sonhar. Mas adverte:
Para nos tornarmos bons de fantasia, é preciso desejar mais com o coração e menos com o bolso.
Com tantos objetos de consumo oferecidos como garantia de felicidade total, o homem contemporâneo não tem tempo de desejar, apenas de correr atrás, compar, comprar e comprar:
Vivemos o sentido único, o sentido dado pelo mercado, pelo discurso da ciência e do capitalista. O mal-estar hoje está em se deixar contaminar pela narrativa do medo, do individualismo e do dinheiro.
Além disso, marca de nosso tempo, há as promessas de um corpo perfeito, saúde perene, beleza sublime. As academias, os cosméticos e os medicamentos estão aí como qualquer outro produto. Vai querer?
Acredito que quem teme tanto a morte é porque não acredita no poder da vida. Vive a vida de forma fraca, fragmentada. A vida, a idade, tudo vai. Vaidade. Viver a vida com medo da idade é tenebroso. O temor exacerbado da velhice revela a precariedade do ser humano, quando esse se ocupa pouco em explorar os subterrâneos de seu inconsciente, do saber mais de si. A ocupação com o corpo carne aponta para o descaso com o corpo erógeno, o corpo psíquico. Existe uma parte da vida que está sendo abandonada em função da obsessão pelo falso prazer. A vida que deixamos de esculpir com aos livros, romances e contos. A vida que está sendo forjada nas academias e nas drogarias é um pastiche, um simulacro. O eu moderno é perfeito por fora, oco por dentro e pode se perder em qualquer esquina...
Quase não há mais lugar para a poesia em nossas vidas. O ruído das músicas, do tilintar das máquinas conta-níqueis, da televisão e dos anúncios não permite reflexão, tempo de digerir idéias e fruir metáforas:
Acreditamos mais na televisão que nos livros. Nossa poesia é exibir bundas e seios siliconados.
A saída, onde está a saída? Carlos Drummond de Andrade é convocado a responder:
“Cansei de ser moderno, agora quero ser eterno”.
11 dezembro, 2005
De volta pra casa

Por melhor que tenha sido o passeio, o retorno ao habitat proporciona sensação de aconchego, segurança, como um barco que ancora em porto seguro.
Chegar em casa, após uma viagem, tem seus rituais: abraçar os filhos, contar as peripécias, dar notícias dos amigos, desfazer as malas, tomar banho, respirar e suspirar: "lar, doce lar!".
Se, há algum tempo, mandar revelar as fotos adiava o momento de rever as cenas e pessoas encontradas durante o passeio, hoje o comum é correr ao computador e "descarregar" a câmera digital.
São imagens de significado absolutamente pessoal, que nos fazem rememorar momentos significativos, sorrir à lembrança de fatos engraçados, comentários, trocas afetivas, paisagens marcantes.
Somos todos "passageiros" desta vida. As fotos prometem uma permanência impossível, porisso são tão importantes. Como diria o poeta Drummond, numa circunstância outra:
"Nunca me esquecerei destes acontecimentos, na vida de minhas retinas tão fatigadas..."
08 dezembro, 2005
B R A S Í L I A !
Hoje é feriado em B.Horizonte, festa da padroeira da cidade (N.S. da Conceição). Nada como enforcar a 6a. feira, que ninguém é de ferro, né?
Resultado, corremos pro site da BRA e encontramos passagem a R$ 103,00 (!), menos do que se paga pelo ônibus. Resistir, quem há-de? A competição entre as empresas aéreas está derrubando os preços! Pela TAM e GOL, encontrei passagens de R$ 203, a pouco mais de R$ 400.
06 dezembro, 2005
OS BISCOITOS NATALINOS DA AMÉLIA
Hoje, uma pequena amostra de seus dotes artísticos: confeccionou uma série de Biscoitos Natalinos, todos confeitados, nos mais diversos formatos.
Foram para a festa da Ledinha, namorada do Leo.
Se os convivas provaram a delícia produzida pela Amélia, nós podemos compartilhar, aqui, sua beleza.
Com biscoitos tão lindos e deliciosos, impossível não acreditar no Natal...
03 dezembro, 2005
BLOGS EM FAMÍLIA

Vá lá, confira e vote! O filho aqui agradece.
Mais uma do Soié: ele foi homenageado no blog da Meire, Pensamentos e Poesias, com direito a foto e tudo!
A nova guarda do samba, o Chapéu Panamá, na qual tocam meus dois filhotes, Ângelo e Leo, já tem um blog. A turma convida para um show amanhã, domingo, dia 4.12.05, no Pau&Pedra, Av. Getúlio Vargas, esquina com Afonso Pena.
Vai ter samba de qualidade e muita animação a partir das 19h.
"Quem não gosta de samba, bom sujeito não, tá ruim da cabeça ou doente do pé!"
MineirasUai!, produzido por três graciosas mineirinhas, dentre as quais minha filhota AnaLetícia, continua a todo vapor.02 dezembro, 2005
Franz Kafka: Aforismos em Virtual Book
Hoje, descobri, no Virtualbooks do portal Terra, a obra póstuma 28 Aforismos, que pode ser baixado no seu computador ou lido na telinha.
01
O caminho verdadeiro segue por sobre uma corda, que não está esticada no
alto, mas se estende quase rente ao chão. Parece mais determinado a fazer
tropeçar, do que a ser transitável..
02
Todos os erros humanos resultam da impaciência, uma ruptura precoce do
metódico, um aparente bloqueio das coisas aparentes.
03
Há dois pecados humanos capitais, dos quais se derivam todos os outros:
impaciência e indolência. Por impaciência foram os humanos expulsos do Paraíso;
por indolência não regressaram. Entretanto talvez haja somente um pecado
capital: a impaciência. Por impaciência foram expulsos, por impaciência não
regressaram.
04
Muitas sombras de gente já falecida ocupam-se somente em lamber as ondas
do rio dos mortos, porque ele se origina de nós e conserva o gosto salgado de
nossos mares. Então o rio, tomado de nojo, cria uma corrente contrária e empurra
os mortos novamente à vida. Daí eles ficam felizes, entoam canções de
agradecimento e acariciam o rio rebelde.
05
A partir de um certo ponto não há mais retorno. Esse é o ponto que deve ser
alcançado.
Para os fins-de-semana chuvosos, nada melhor do que ler e escutar música, a não ser que você prefira os faustões, pânicos, gugus e ratinhos da TV... (tudo com letra minúscula, de propósito).
29 novembro, 2005
É tempo de balanço
28 novembro, 2005
CULTURA DE ALMANAQUE
- Ah! poderia ter feito isso e aquilo...
- Se eu soubesse...
Imediatamente as promessas de mudar de vida, adquirir novos hábitos vêm atenuar a dor:
- Daqui pra frente tudo vai ser diferente!
- No próximo ano...
Na minha infância, uma das minhas expectativas de final-de-ano era receber o Almanaque Fontoura. Ávido por novidades, divertia-me com a Carta Enigmática, que combinava desenhos, letras e outros sinais gráficos oferecidos à decifração do leitor. Um sol + um dado significava soldado, por exemplo.
Foi há pouco tempo que descobri como surgiu o tal Almanaque:
Cândido Fontoura, farmacêutico formado em 1905, em São Paulo, usou sua curiosidade de pesquisador ao criar um tônico para a sua esposa, que tinha saúde bastante frágil. A fama da bebida se espalhou e motivou outras pessoas a procurá-la. O tônico foi batizado de Biotônico Fontoura, por sugestão de Monteiro Lobato. Na época, a endemia que atacava a população era a ancilostomíase, tão bem caracterizada por Monteiro Lobato no "Almanaque do Jeca Tatu", editado pelo Laboratório do Dr. Fontoura. O biotônico fornecia o ferro necessário à reconstrução da hemoglobina devorada pelo Ancilostomus duodenali, produtor do mal da terra ou amarelão. O almanaque ensinava em palavras simples, como ocorria o ciclo do mal da terra e através do Jeca Tatu...
Havia previsão do tempo, receitas, conselhos, propaganda dos medicamentos produzidos pelo Laboratório Fontoura, histórias em quadrinhos, diversões, palavras cruzadas, etc. Sua distribuição era gratúita, atingindo a muitas pessoas, que passavam a se utilizar dos conhecimentos adquiridos em suas páginas. Daí a expressão: cultura de almanaque.
As curiosidades divulgadas pelo Almanaque Fontoura eram motivo para discussões, apostas, demonstração de conhecimento:
- Qual a montanha mais alta do mundo?
- Qual o homem mais alto?
- Quantas corcovas tem o camelo?
25 novembro, 2005
DIA INTERNACIONAL DE NÃO-VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Hoje é o
Dia Nacional Internacional
de Não-Violência Contra a Mulher.
Denise Arcoverde organizou postagem coletiva sobre o tema.
Há muitos links e depoimentos importantíssimos.
Visite o blog da Denise Arcoverde!
24 novembro, 2005
Atualização: Show Cancelado!
O DAAB CANCELOU O SHOW...
Convite aos blogueiros de BH (*) e adjacências:
22 novembro, 2005
Cultuar o corpo: desafio para a "mulher-de-meia-idade"
Quando se fala em culto ao corpo, pensa-se logo no massacre que as mulheres adultas sofrem diante dos modelos de beleza e saúde propostos pela mídia. Tudo gira em torno da beleza física, em detrimento de outros valores.
Há uma verdadeira enxurrada de publicações, out-doors, propagandas televisas e espetáculos do show business nos quais os corpos jovens, magros, belíssimos são presença constante em todos os veículos de comunicação.
O mundo das aparências e do espetáculo para o qual as mulheres são convidadas a participar, sob pena de não serem reconhecidas como "pessoas existentes" é cruel. Basta acompanhar a "troca" das beldades expostas nas capas das revistas "masculinas": a cada mês surgem novas divas da beleza, classificadas sempre como "a mulher mais sexy do mundo"... Algumas semanas depois e nem nos lembramos mais de quem foi a capa da Playboy anterior: vem aí nova edição, e mais outra. Tudo descartável.
Na Revista de Cirurgia Plástica Estética (Aesthetic Plastic Surgery) de outubro/2004 os cirurgiões plásticos mexicanos Ramon Cuenca-Guerra e Jorge Quezada descrevem 5 tipos de defeitos nas "bundas" femininas e se propõem a consertá-las para obter "volume e projeção proporcionais ao resto do corpo". Nome do artigo: O que torna um traseiro bonito? (What makes buttocks beautiful?)
Criou-se um mercado bilionário, quase um shopping a vender consertos por meio de tecnologia médica, quer seja por depilação a laser, injeções de botox, liftings químicos e cirúrgicos da face/pescoço, quer seja por correções do nariz, implantes de mama, cirurgia para correção da região glútea e lipoaspiração.
Aquilo que seria a evolução natural da natureza tem sido visto como defeito a ser consertado, a partir de um modelo de normalidade baseado na aparência das adolescentes em flor.
Deve-se reconhecer, é lógico, que alguns pressupostos do que chamamos culto ao corpo têm imenso valor na qualidade de vida de todos: alimentação saudável e exercícios físicos como fatores de melhor qualidade de vida. A manutenção e conquista de um corpo saudável é mesmo de uma necessidade contemporânea, em face do sedentarismo e sobrepeso de grande número de pessoas. Mas esse argumento sucumbe diante dos imperativos da beleza.
As mulheres adultas - "mulheres-de-meia-idade" (seja lá o que isso quer dizer) - estão vivendo preocupações excessivas com dietas e cirurgias plásticas.
Pode parecer preocupação descabida numa sociedadade tão desigual, em que grande parte dos cidadãos vive abaixo da linha de pobreza e não se podem dar ao luxo de escolher o que comer.
Entretanto...
Existe, já, um problema de saúde pública, epidemiologicamente importante, com os seguintes indicadores:
• Aproximadamente 43 milhões de mulheres adultas, nos Estados Unidos, estão fazendo dieta para perder peso em algum dado momento; outros 26 milhões estão fazendo dieta para manter o peso. A insatisfação com a imagem corporal na meia-idade aumentou dramaticamente, mais do que duplicou, de 25%, em 1972, para 56%, em 1997.
• Quando perguntadas sobre o que as incomoda em seu corpo, um grupo de mulheres, com idades de 61 a 92 anos, identificou o peso como a maior preocupação;
• Mais de 20% das mulheres com 70 anos ou mais estavam fazendo dieta, embora o peso mais alto traga um risco mais baixo de morte naquela idade e a perda de peso possa realmente ser prejudicial;
• em 2003, um terço das internações em centro de tratamento especializado para transtornos alimentares era de mulheres com mais de 30 anos de idade;
• Sessenta por cento das mulheres adultas se envolvem em controle patológico do peso;
- 40% restringem sua alimentação;
- 40% comem em demasia;
- somente 20% são “comedoras” instintivas;
- 50% dizem que sua alimentação é desprovida de prazer e lhes causa sentimento de culpa;
Esses dados demonstram que "a pressão para buscar o corpo perfeito persiste funcinando para distrair as mulheres de questões mais significativas da vida".
As consequências danosas são detectadas no aumento de doenças relacionadas com a auto-estima, ao humor (depressão) e ao relacionamento interpessoal. Já se pode falar numa "crise da meia idade" análoga à "crise da adolescência". As mulheres enfrentam desafios novos:
- competição pelo mercado de trabalho;
- desempenho concomitante das tarefas tradicionalmente femininas;
- realização da pulsão sexual (como se manter sedutora? como despertar o desejo masculino?).
Reduz-se, cada vez mais, a questão da qualidade de vida (saúde plena, paz emocional) para a questão da aparência.
Leia mais neste site: NeuroPsicoNews, patrocinado pela Libbs.
21 novembro, 2005
Um arraso total! Gente saindo pelo ladrão do Black Diamond: juventude bonita, sambando ao som do verdadeiro samba de raiz. E os papais aqui, babando, babando... Amélia e eu orgulhosos do filhotes Ângelo e Leonardo. Ana Letícia tietando os manos.
Olhaí as fotos:

18 novembro, 2005
B o b a g e m ?
16 novembro, 2005
Guia prático para resolver TODOS os problemas
Provavelmente, este é o catecismo pelo qual rezam todos os depoentes nas CPIs.Os salafrários cometem suas estripulias e escondem. Até que alguém os denuncia e vão parar nas páginas marrons da Veja ou da Isto É. Negam peremptoriamente:
- "Tenho absoluta convicção de que isso não é verdade!".
Mas as provas aparecem:
- "Não fui eu, foi o Marcos Valério".
Este, por sua vez, recomeça a ciranda de mentiras:
- "Tudo foi empréstimo para o PT.".
Os políticos emendam:
- "Usei caixa dois, mas quem não usou?".
Você?
Nós?
15 novembro, 2005
A arte da convivência
Uma delas é a forma como ele se comunica com os outros, o que acontece através do cheiro e das mudanças das expressões facial e corporal.
Num primeiro contato, é comum que ele cheire o bumbum do outro. É esse cheirinho que os identifica e determina se o relacionamento será amigável. Geralmente, isso ocorre entre aqueles que ainda não chegaram na puberdade.
Se por alguma razão o cheiro não agradar, um tenta ameaçar o outro. E se um dos dois se sentir dominado, abaixa a cabeça ou vira de costas e expõe a genitália.
Isso demonstra que não se quer brigar. Quando um concorda com a rendição do outro, o relacionamento pode ser amigável.
Fique ligado nessas reações. A sua interferência, nesse momento, não é aconselhável e pode precipitar uma briga.
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Neste site você tem boas dicas para o bom relacionamento. Por que será que os humanos não aprendem com os cães?
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Ontem, 14nov, foi o Dia Internacional do Diabetes.
Lucia Malla, do outro lado do mundo, tem um post excelente sobre o tema, além de dar links preciosos.
| Diabéticos passam juntos o fim de semana para trocar experiências. É permitido até comer chocolates, sob o olhar cuidadoso dos médicos |
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13 novembro, 2005
C y b e r a d d i c t i o n
No meu consultório, tenho recebido pessoas que passam horas diante do micro em suas horas de lazer, quando estão em casa. Existem aqueles cuja fissura é tão irresistível a ponto de deixarem de lado o convívio familiar ou social. Alguns se dedicam aos games, outros aos chats (MSN), ao surf ininterrupto pela web, etc.
Um de meus clientes perdia aulas na faculdade e deixava de ir a festas com amigos para entreter-se no Orkut. Apavorado com a possibilidade de perder o semestre pelo número de faltas, resolveu:
- Doutor, estou muito feliz, decidi me suicidar.
- Como assim? Que aconteceu?
- Vai ser hoje à noite, já avisei aos meus 364 amigos...
- ???
- É, vou fechar minha conta no Orkut, doutor. Vou fazer meu orkuticídio.
- Ah!, bom!
- Estou tão feliz... não foi uma decisão fácil, mas perdia tempo demais.
- Pois que seja feliz, meu caro.
- Será que resisto?
Ano passado, a FolhaOnLine publicou um mini-teste para você saber se é um cyberaddicted, um viciado em internet:
Teste: Veja se você é viciado em internet
- Apresentar tolerância (necessidade de aumentar cada vez mais o tempo de uso da internet para obter a mesma satisfação)
- Apresentar abstinência (após diminuir ou cessar o uso, sentir efeitos como ansiedade, tremores, agitação, movimentos voluntários ou involuntários dos dedos, pensamento obsessivo sobre o que está acontecendo na internet, fantasias ou sonhos sobre a internet)
- Usar a internet para aliviar ou evitar os sintomas da abstinência
- Usar a internet mais freqüentemente ou por mais tempo do que havia planejado
- Gastar tempo significante com atividades relacionadas à internet (ler livros on-line, descobrir novas páginas, fazer compras, reservar ingressos de cinema --o mundo parece só funcionar por meio da internet)
- Desistir ou reduzir atividades recreativas, sociais ou profissionais por causa da internet
- Correr o risco de perder relações significantes, trabalho ou oportunidades na carreira e aulas por causa do uso excessivo da internet
* Teste desenvolvido pela Associação Psiquiátrica Americana
Para ser considerado um dependente de internet é preciso apresentar três ou mais desses critérios por pelo menos um ano
Pesquisas mais recentes apontam novos sintomas: cansaço ou irritabilidade, utilizar a internet como forma de escapar de problemas, mentir para familiares e amigos sobre o grau de envolvimento com a internet.
O tratamento consiste em algumas medidas comportamentais:
1. reconhecimento da pessoa de que é um cyberviciado;
2. afastamento dos ambientes desencadeadores da compulsão;
3. redução progressiva do tempo de exposição ao computador;
4. apoio familiar;
5. busca de atividades gratificantes fora do ambiente habitual;
6. perseverança.
Em casos mais difíceis:
1. Psicoterapia
2. Uso de medicamentos para ansiedade e/ou depressão.
_______......oooooo)))OOOOOO(((oooooo......________
PS1: agradeço a D. Afonso pela dica. Seu blog é visita obrigatória!
11 novembro, 2005
É melhor ser alegre do que triste
- Eu? eu sou duro, não sei dançar....
Não saber dançar era exatamente o motivo que eu teria, não?
Fui, pois, assistir à segunda aula, no salão do Barroca Tênis Clube, bem em frente ao apartamento onde morávamos. Contagiaram-me a animação do grupo e o som balançante dos boleros tradicionais, executados pelas orquestras gravadas ainda nos discos de vinil e remasterados nos CDs: "Billy Vaughn", "Ivalnildo, Sax de Ouro", "Xavier Cugat", "Glenn Miller", "Românticos de Cuba", "Ray Conniff", "Orquestra Tabajara" entre outros. Era muita breguice... mas era delicioso! Aderi imediatamente e aquela atividade se tornou lazer semanal, compromisso inadiável e insubstituível.
Aos amigos que se espantavam e, não sem ironia, interrogavam-me a respeito de minha animação, respondia:
- Marido de mulher-que-dança, se não dança, dança!
Com efeito, Amélia era e ainda é dançarina de primeira categoria, disputada pelos professores e pelos colegas do grupo.
Nos finais de semana íamos a algum lugar que tivesse baile e nos esbaldávamos! De minha parte, com as professoras e, principalmente, com Amélia, meu par constante, fui me aperfeiçoando. Modéstia à parte, cheguei a ser considerado um pé-de-valsa (hehehe).
Dois pra lá, dois pra cá era o passo básico: aprendi a rodopiar, a jogar a dama para cima, fazer volteios e muitos outros.
No meu aniversário, organizamos a festa com o nome de Brega's Night Club, na qual os colegas do curso, juntamente com os professores, demos um show: Amélia foi a "dançarina" da noite, um sucesso que muito me orgulhou. Alegria, animação, música e dança... dançar é, realmente, uma terapia.
Belo Horizonte, na época, abrigava duas "gafieiras" tradicionais: o Elite e o Estrela. Frequentávamos ambas.
Amigos de outros estados e até estrangeiros, que por aqui passaram, conduzi ao Estrela, principalmente, para assistirem aos shows dos dançarinos "da casa".
Certa vez, o reitor da Univesidade de Barcelona (Espanha) e o diretor da sua Faculdade de Psicologia, que ciceroneei por aqui, ficaram de queixo caído. Vibraram!
Outra vez, ao retornar de um Congresso de Psicodrama em Juiz de Fora, encontro em meu apartamento o casal amigo (o Fernando e a Walkíria), recém chegados de João Pessoa-PB para passar uns dias conosco. Amélia, ao me abraçar, disse-me:
- Nossa, como você emagreceu nestes 5 dias!
De pronto respondi:
- Também pudera, dancei todas as noites!
- Com quem você dançou?, perguntou o Fernando, se Amélia ficou aqui?
- Com as colegas do congresso... umas dezessete!
O casal ficou assustadíssimo e perguntou à minha mulher se não tinha ciúmes. Logo expliquei:
- Quem dança com dezessete não fica com nenhuma!
Dançar é um ato de prazer compartilhado: enlaçados e imersos na música de rítmos bem marcados (samba, bolero, fox-trot, twist, cha-cha-cha...) temos momentos de felicidade, alegria, bom humor, relaxamento. Alguém definiu a dança como o pretexto para um longo amplexo!
É isso aí, "é melhor ser alegre do que triste", nos ensinou Vinícius de Moraes no Samba da Bênção!
10 novembro, 2005
Três conselhos, dois adendos e uma ordem

1. Nunca tome atalhos: Atalhos escondem perigos e armadilhas que podem ser mortais.
2. Nunca tenha curiosidade sobre o mal: Suas descobertas podem ser fatais.
3. Nunca tome decisões sob forte emoção: Suas decisões podem acarretar consequências terríveis.
Adendos: 1. Desconfie dos conselhos e dos conselheiros: Conselhos são fáceis de dar, difíceis de praticar e a responsabilidade por seus efeitos são de quem os segue, não de quem os dá.
2. Confie em Deus. Mas tranque o carro.
Ordem: Seja livre! Faça o que quiser com os ítens anteriores.
09 novembro, 2005
À mesa com os chefs europeus
- O Daniel (namorado) e eu queremos almoçar aí hoje... o que tem para o almoço?
Explicamos que já era quase meio-dia.
- Não tem problema, também nos levantamos agora.
- Pois venham, lá pelas 16h.
Amélia me pergunta:
- O que faremos?
- Não tenho a melhor idéia...
Foi aí que ela se lembrou dos filés de atum que aguardavam ocasião especial. Os chefes europeus nos socorreram: filé de atum com vinagre balsâmico, acompanhado de vagens, azeitonas pretas e tomates em gomos.
Entusiasta do jovem inglês Jamie Oliver, cujos truques culinários faz sucesso no GNT, Leo - o caçula - ajudou-nos a grelhar os medalhões de atum.
A iguaria foi servida sobre uma cama de batatas. Agregamos um ramo de alecrim, cultivado na floreira de nosso apartamento.
Acompanhou-nos um encorpado Trivento 2003; demi-sec, argentino, blend de shiraz com malbec, 13,5°.Daniel e Ana adoraram. Amélia se deliciou. Sou suspeito pra falar, mas reconheço que acertamos!
Já está virando tradição essa mania de fazer um prato mais elaborado aos domingos. Quase todos participam e a refeição tem-se tornado um verdadeiro ágape.



