Lembrei-me agora de como fui me despertando para o mundo simbólico da poesia. Não aquela poesia "escolar" aprendida no Grupo Escolar Desembargador Drummond, lá de Nova Era, terrinha mineira e simpática às margens do Rio Piracicaba...não. Falo de quando minha cabeça foi se abrindo... [leia o texto integral no Livros & Afins]
Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
04 maio, 2006
Memória x repressão x poesia
Lembrei-me agora de como fui me despertando para o mundo simbólico da poesia. Não aquela poesia "escolar" aprendida no Grupo Escolar Desembargador Drummond, lá de Nova Era, terrinha mineira e simpática às margens do Rio Piracicaba...não. Falo de quando minha cabeça foi se abrindo... [leia o texto integral no Livros & Afins]
30 abril, 2006
Visita especial
- Como assim?
- E quem não conhece o Soié e sua eterna namorada, Aparecida?
- Uai, nunca ouvi falar.
- Pois corra lá no blog dele. Tem cada história...
Pois é, arrancaram-se lá de Nova Era, trazidos pelo mano Clóvis. De quarta-feira a sábado, hospedaram-se na casa do mano. Ontem, pela manhã, vieram para cá, de mala e cuia. São apenas os dois, mas a casa fica cheia: cheia de alegria, conversas, casos imperdíveis como apenas o Soié sabe contar. A "mama" participa de tudo, relembra os tempos em que conheceu o "eterno namorado". Às vezes, nos animamos e, ao piano, acompanho-a enquanto canta as músicas de antigamente, aliás, eternas.

Tê-los junto a nós, com saúde e lucidez, é uma felicidade.
- Uma bênção, emenda minha mãe.
- Isso mesmo, uma bênçao.
Ainda ontem assistimos o grupo folclórico Sarandeiros, da UFMG, que apresenta danças e cantos no espetáculo Gerais de Minas: congado, catira, festas do Rosário, folia de Reis, cantos das lavadeiras, etc. Foi uma "viagem" ao interior de nossa terra, cantigas de outros tempos, procissões, estandartes, referências da cultura afro-religiosa que moldaram os grotões recônditos entre vales e montanhas.- Gostaram?
- Muito, muito, espetacular! exclamou Soié.
Hoje o almoço foi festivo: aniversário dos sobrinhos Fabrício e Lílian, filhos do mano Clóvis. Escolhemos o Rancho do Boi, um belíssimo restaurante situado bem no interior da Mata do Jambreiro, na saída da BR-40, em direção ao Rio. Muita festa, comida, alegria, música ao vivo, bolo e "parabéns pra você", como convém. A picanha maturada argentina grelhada e finalizada pelo garçom na chapa com pasta de alho é um dos pratos principais da casa. Fomos 11 pessoas: Soié, Aparecida, Clovis, Consola, Fabrício, Lílian, Sheila - minha irmã - Ana Letícia e Daniel, Amélia e eu aqui.
Feriadão em família... há muito tempo isso não acontecia. E ainda resta amanhã, segunda, dia do Trabalhador.
Dia do Trabalho rima com Dia de Folga.
- Anh?
- Ninguém é de ferro, uai
24 abril, 2006
Meu imposto de renda e Balzac
Pra mim, é difícil achar atividade mais ingrata, por vários motivos:
1. a própria definição da "coisa": imposto, o que não é voluntário: ou faz ou então...
2. a constatação de que trabalho quase 5 (isso, mesmo, cinco!) meses ao ano para pagar os impostos, tributos, contribuições previdenciárias, iof, ipmf, etc. Sem falar nos impostos embutidos em tudo quanto é produto que a gente compra.
3. a odisséia de procurar os documentos do ano passado, conferir cpfs e cnpjs, olhar recibos de pagamentos efetuados, saldos bancários, etc.
4. constatar que o ítem do tal "evolução patrimonial" continua mirrado, mirrado. Enquanto os bancos lucram bilhões com a nossa contribuição, a gente continua suando a camisa pro arroz e feijão, mais uma ou outra gracinha.
5. descobrir, contra toda a esperança, que NÃO vou ter restituição nenhuma, pelo contrário, vou é contribuir mais e mais.
6. saber - ai, que dor - que dificilmente veremos algum benefício concreto com o imposto pago: as estradas vão continuar esburacadas, as filas vão continuar nos postos de saúde, muitos ficarão sem remédios, as escolas públicas não darão conta do recado - e a gente vai ter mesmo de custear empresários particulares que estão ganhando tubos de dinheiro com suas instituições educacionais (algumas são arapucas, todos sabem)...
Para descansar a cabeça, aliviar o espírito e curtir um pouco o domingo, aceitei a sugestão da filhota Ana Letícia e aluguei um DVD:
Nome do filme: Balzac e a costureirinha chinesa
Título Original: Balzac et la Petite Tailleuse Chinoise
Produção França/China (2002)
Direção: Dai Sijie
O resumo da história:
A história de BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA se passa no fim da década de 60, quando o líder chinês Mao Tse-Tung lança uma campanha que mudaria radicalmente a vida do país: a Revolução Cultural. Entre outras medidas drásticas, o governo expurga das bibliotecas obras consideradas como símbolo da decadência ocidental. Mas, mesmo sob a opressão do Exército Vermelho, uma outra revolução explode na vida de três adolescentes chineses quando, ao abrirem uma velha e empoeirada mala, eles têm as suas vidas invadidas por Balzac, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Rousseau, Dostoievski, Dickens...Os proibidos!
BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA é uma crônica da vida na China durante a revolução de 68. Um romance sobre a felicidade da descoberta da literatura, a liberdade adquirida através dos livros e a fome insaciável pela leitura, numa época em que as universidades foram fechadas e os jovens intelectuais mandados ao campo para serem "reeducados por camponeses pobres".
Entre os que tiveram de abandonar as cidades está o narrador de BALZAC E A COSTUREIRINHA CHINESA e seu melhor amigo, Luo. O destino deles é uma aldeia escondida no topo de uma montanha. A vida não é fácil para a dupla, mas com muita coragem, senso de humor, uma forte imaginação e a companhia da Costureirinha — a menina mais bela da região — o tempo vai passando. Até que descobrem a mala repleta de livros banidos pela Revolução Cultural. As obras, sobretudo Ursule Mirouët, de Balzac, revelam aos adolescentes uma realidade que nunca haviam imaginado. E é por intermédio desse mudo novo além das fronteiras chinesas, e dos grandes mestres da literatura que o narrador, Luo e a Costureirinha compreendem que suas vidas pertencem a algo muito maior.
Minha opinião: trata-se de um filme muito bem feito, reconstituindo o ambiente da década de 60, nas altas montanhas da China. Delicado, romântico, ótima música, "bom pras cabeças".
Valeu!
22 abril, 2006
Saiu no Jornal
Trata-se de reflexão provocada pelo documentário "Falcão - Meninos do Tráfico", de MV Bill e Celso Athaíde, que sacudiu corações e mentes. Como tudo que aparece na TV, o impacto é grande, todo mundo comenta e, depois, cai no limbo do esquecimento.
Assim começa o artigo O futuro é a morte:

Fotograma do documentário - publicada no Jornal Estado de Minas
"Falcão – Meninos do tráfico, documentário de MV Bill e Celso Athayde, reavivou as discussões acerca de uma realidade praticamente negada. A negação não significa desconhecimento, mas um mecanismo de defesa – quase sempre necessário – para suportarmos a vida."
O texto integral você lê AQUI. Se você quiser, deixe seu comentário. A interlocução é benvinda.
19 abril, 2006
Cidadão ou voyeur?
Há algum tempo, João Paulo – editor do caderno Pensar do Estado de Minas escreveu:
- “A curiosidade, que é base do jornalismo, também escora a fofoca”.
A curiosidade é, também, a base do desejo de conhecimento (epistemofilia) que, segundo Freud, pode ser entendido como uma “sublimação” da escopofilia (para o fundador da psicanálise, o termo “escopofilia” se refere ao desejo de ver a nudez e as relações sexuais dos adultos, presente em certa fase do desenvolvimento psicossexual da criança).
É impressionante como a escopofilia (prazer em ver, também chamado de voyeurismo) movimenta milhões de dólares. As bancas, por exemplo, estão cheias de revistas sobre celebridades que vendem cada vez mais todas as vezes que saem reportagens (fofocas) acerca de crises conjugais, flagrantes de adultério, fotos picantes obtidas por paparazzi, etc.
Os canais abertos da TV investem na mesma seara, ocupando a maior parte da grade de programação vespertina em programas voltados à satisfação da curiosidade voyeurística da população. Diante do milionário lucro da TV com os reality shows (tipo Big Brother) o prêmio de 1 milhão de reais para o finalista não passa de gorjeta miúda, é claro!
O filão da pornografia na Internet é outra conseqüência da exploração comercial do voyeurismo, movimentando bilhões de dólares por ano.
Tudo farinha do mesmo caso: reportagens sensacionalistas, pornografia e programas voltados para a “invasão de privacidade”.
O voyeur é insaciável: uma vez tendo satisfeito seu desejo (ver uma cena “proibida”, vislumbrar as partes genitais de alguém, etc), ele pode até se apaziguar por um tempo, para logo buscar novas e novas satisfações. Segundo os manuais de Psiquiatria, apenas uns 7% dos voyeurs partem para um ato sexual violento contra sua vítima (geralmente mulheres).
“Na teoria psicanalítica, a Dra. Phyllis Greenacre associa o fetichismo a um severo complexo de castração em homens e um conjunto mais complicado e menos prontamente estabelecido de reações relacionais no sexo feminino. Para o homem, o fetiche serve a uma função defensiva, um adjunto de reforço para um pênis de potência incerta. O fetiche serve para aumentar a eficiência do órgão (ou seja, do pênis), que não tem bom desempenho sem ele.” [clique aqui para saber mais].
Até onde a avalanche de notícias sobre o atual escândalo da corrupção política já esgotou sua capacidade de “chocar” o cidadão, não mais produzindo o prazer em saber das “coisas” ocultas, muito menos a mobilização do que comumente se chama “opinião pública” em se manifestar politicamente?
Será que a apatia frente à gravíssimas denúncias de corrupção é uma prova de que o noticiário intenso se tornou apenas fetiche para uma população (da qual fazemos parte) que se sente impotente (tal qual o portador de um pênis “de impotência incerta”?
Vamos continuar votando nos mesmos políticos corruptos, corruptores, mentirosos e falsos, mas que nos garantem “diversão e gozo” pelas suas falcatruas escancaradas diante das TVs, Revistas e Jornais?
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Ah! hoje foi minha estréia no Livros & Afins, com um "conto de natal".
17 abril, 2006
Calligaris: Leitura obrigatória
O verdadeiro petista
A vida moderna é cansativa. Não estou pensando na correria, na
competição forçada, na expectativa constante de crescimento (aprenda mais, ganhe mais, compre mais, namore mais, transe mais, "seja"
mais).
Tudo isso pode, de alguma forma, ser administrado, mas sem grande
resultado: o cansaço permanece. Por quê?
A explicação é simples: não é a vida, é a subjetividade moderna que
é cansativa. Já faz séculos que vivemos, no fundo, sem regras.
Claro, há hábitos morais e princípios nos quais acreditamos, mas,
justamente, eles valem só porque queremos respeitá-los.
Todas nossas escolhas, em última instância, são questões de foro
íntimo; nós devemos decidir, a cada instante, se o que é legal ou
conforme aos costumes coincide com o que NOS parece certo ou justo.
Agir segundo os costumes e a lei não basta para justificar nem para
desculpar. "Fiz assim porque é o que todos fazem ou porque assim
manda a lei", para nós, não é uma razão suficiente, visto que
respeitar os costumes ou a norma é uma escolha nossa.
Na clínica psicoterápica, aliás, constata-se que as culpas dolorosas não são as culpas por ter transgredido leis e costumes, mas as
culpas por ter deixado de escutar nossa voz interior, por ter
deixado de seguir nosso desejo ou nossa consciência moral.
Em suma, o que é extenuante, na modernidade, é ser sujeito.
A esse cansaço responde uma nostalgia de tempos passados, em que as
regras e a tradição se encarregariam de decidir por nós: apelos
aos "valores" perdidos, aspirações a uma vida simples e rural,
vocações monásticas.
Mas a grande "cura" desse cansaço é oferecida pelas paixões de
grupo, que afogam nossa incerteza no funcionamento coeso de uma
coletividade onde esqueceríamos a tarefa de sermos sujeitos para
sermos apenas (alívio) funcionários exemplares.
Uma vez que
estivermos perdidos no grupo, a extenuante pergunta íntima sobre o
bem e o mal poderá ser substituída pela questão, mais
simples: "Agimos ou não como o grupo manda? Fomos ou não seus
instrumentos adequados?".
Os grupos que preenchem essa função estão ao serviço da covardia do
sujeito: "A tarefa de decidir no foro íntimo é cansativa? Pois bem,
há grupos que oferecem férias, férias da subjetividade".
Um exemplo: um bando de torcedores cruza alguém que se aproxima do
estádio com uma bandeira do time oposto. Um torcedor do bando
arranca a bandeira das mãos do "inimigo". Em seu estado normal,
longe do grupo, o torcedor poderia se perguntar: "Quem sou eu? Um
sujeito com história, família, valores, pensamentos próprios? Ou me
defino apenas como um torcedor? Quem dita meus atos é minha complexa subjetividade ou o grupo ao qual pertenço hoje?".
A história fornece exemplos menos inócuos:
Há as palavras de Stálin aos camaradas que mostravam um certo
desconforto na hora de arrancar aos camponeses russos seus míseros
meios de subsistência: elas fazem apelo à necessidade, para os
bolcheviques, de serem, como se dizia, "homens de ferro", ou seja,
homens de palha de um grupo que os aliviava da responsabilidade de
seus atos ("Stálin, a Corte do Czar Vermelho", de Simon Montefiore,
acaba de sair em português; é imperdível).
Há o famoso discurso de Himmler aos oficiais SS que se dedicariam
à "solução final": salienta a necessidade de eles se mostrarem "à
altura" da tarefa genocida, ou seja, de esquecerem os escrúpulos, as compaixões e aquelas "picuinhas" que atormentam e cansam a
subjetividade moderna, para que pudessem "ser" SS e exterminar
sem "fraquezas".
Dediquei meu doutorado à sedução que é exercida pelos grupos que
autorizam seus membros a descansar e a desistir de sua
subjetividade. Mantive a tese inédita talvez porque sua questão
central me parecesse pertencer a uma outra época, à época "passada"
dos totalitarismos.
Pois bem, acho que vou mudar de idéia graças ao deputado Jorge
Bittar, que, nestes dias, mostrou-me que a questão continua viva e
urgente. A tentação de sacrificar "escrúpulos" morais, de esquecer o foro íntimo e deixar o grupo decidir por nós não é coisa do passado.
Está dormindo num canto, esperando momentos propícios.
Jorge Bittar, deputado do PT, não gostou do relatório da CPI dos
Correios (ou seja, achou que o relatório não era partidário como ele queria que fosse) e xingou o senador Delcídio Amaral, presidente da
dita CPI, também do PT. Além das palavras chulas -as quais
substituem uma violência que, num Estado democrático, não pode ser
física (não dá para eliminar Delcídio, eh?)-, ele disse (frase
impagável) que o senador não se portou "como um verdadeiro petista".
Para quem desiste de ser sujeito para se fazer instrumento do grupo, o outro, o que escuta seu foro íntimo, é um "traidor".
Não é a Câmara, mas o PT que deve condenar oficialmente as palavras
de Jorge Bittar. Ou então deveremos entender que o PT é um daqueles
grupos que oferecem férias à subjetividade de seus membros, ou seja, que pedem que eles ajam não segundo a complexidade da consciência,
não segundo o que lhes parece certo ou errado, mas só como
instrumentos ao serviço do partido.
14 abril, 2006
Outras praças...
1. Bombordo: o primeiro post é este aqui.
2. Livros & Afins: eu, por mim mesmo, aqui.
Vamos perambular, também?
12 abril, 2006
Pirataria? Atire a primeira pedra...
| Uma pesquisa divulgada, nesta quarta-feira, revela que 84% dos belo-horizontinos já compraram ou compram com frequência produtos pirateados. De acordo com o estudo, realizado pelo Ibope em todo o país, o valor ultrapassa o de estados como o Rio de Janeiro, onde 78% da população reconheceu adquirir produtos falsificados, e São Paulo, onde o índice chega a 69% dos entrevistados. Metade dos entrevistados revelou que costuma comprar CDs, DVDs, roupas e brinquedos no comércio clandestino. Os números preocupam empresários e o governo pelos prejuízos que provocam. Dos que assumiram adquirir tais produtos, 67% afirmaram saber diferenciar a cópia do produto original, o que piora ainda mais a situação. |
A Prefeitura de BH conseguiu uma proeza e tanto: retirou da rua quase todos os camelôs - conhecidos entre nós como "toreros" - os ambulantes que se especializaram em se esquivar os ataques dos fiscais, tal como fazem os toreadores de Madrid. (Música de fundo: A habanera, da ópera Carmen, de Bizet).
Eu seu site oficial, o Prefeito Pimentel (PT-MG) conta vantagem:
Pimentel afirmou ver satisfação nos camelôs do Shopping Oiapoque em trabalhar de forma legal e segura. Disse ainda que a retirada dos ambulantes da área central foi responsável pelo registro profissional de muitos deles.
Há alguns meses, escrevi um post sobre o mais famoso deles, o famoso Shopping Oiapoque, carinhosamente chamado de Shopping Oi (clique aqui para ver o site oficial do empreendimento). Leia aqui: Do Sahara ao Oiapoque...
Tenho um conhecido que é dono de algumas lojas legalizadas - paga impostos, alvarás, só compra com nota fiscal, etc. - e que possui, igualmente, lojas em shoppings populares. Explica:
- Tenho de fazer concorrência comigo mesmo, para não perder venda. Nas minhas lojas tradicionais, o preço é normal, pois repasso os impostos ao consumidor. Nos populares, vendo os mesmos produtos muito mais barato, pois compro no mercado paralelo, não dou nota fiscal, não aceito cheque, só dinheiro vivo. E mais: estou tendo mais lucro com o produto genérico (outro eufemismo) do que com o original.
Alguns produtos - acredito - são quase impossíveis de falsificar: câmeras fotográficas, por exemplo. E os preços, realmente, são convidativos. Há DVDs, CDs de MP3, roupas, bonés, perfumes (estes são falsificadíssimos!).
Não vou dizer, aqui, que já comprei algo por lá. Não, isso não vou dizer. Não digo mesmo. (E não tenho caseiro pra me dedurar...).
E você?
Atire a primeira pedra...
___________________
Em tempo: mais uma do Soié, que acaba de postar Porco ou suíno?
10 abril, 2006
Decálogo (F)útil, com Leis (F)úteis, mais do que (In)úteis
1. Lei de Peer : A solução do problema muda o problema.
2. Fundamento de Lyall: A perna mais importante de uma mesa de três pernas é aquela que está faltando.
3. Pronunciamento de Gerrold : A diferença entre um político e uma lesma é que a lesma deixa um rastro gosmento.
4. Primeiro postulado do isomurfismo : As coisas que não são iguais a coisa nenhuma são iguais entre si.
5. Postulado de Harrison : Para cada ação existe uma crítica igual e no sentido contrário.
6. Lei da retroação de Stewart7. Observação de Horngreen: O mundo real é uma excessão.
9. Lei de Shirley
10: Aforisma do Cláudio, ou seja, meu mesmo (até prova em contrário):
Um blog é um blog é um blog.
________________________________
Mais do mesmo: Procure aqui e ache.
09 abril, 2006
O futuro é a morte

05 abril, 2006
Crianças também sentem dor

A convite dos atores, escrevi o capítulo "Aspectos Psiquiátricos e Psicológicos da Dor Infantil", o que não deixa de ser uma honra e uma grande responsabilidade, pois se trata de obra de referência para pediatras e para todo o staff que se dedica a cuidar de crianças que padecem de dor.
Um resumo do meu capítulo:
Por muito tempo, a concepção que se tinha da infância relegou as crianças a um lugar secundário nas considerações sobre suas capacidades sensoriais, emocionais e expressivas.
Com efeito, a etimologia do termo ‘infância’ nos remete a uma impossibilidade: o não-falar. A palavra se origina do latim: infantia-ae, que significa 'dificuldade ou incapacidade de falar, mudez; infância, meninice'.
Realmente, se já é difícil medir a intensidade da dor no adulto, tanto mais será nos recém nascidos. Nestes, costuma-se até ignora-la...
Se não tem voz, não reclama. Se não reclama, é porque não sente. Este pensamento, embora não expresso de forma tão explícita, permeava a compreensão que se tinha a respeito das capacidades das crianças, principalmente dos recém-nascidos e dos bebês, às vezes se estendendo até mais ou menos a idade de 3 anos.
O choro foi a primeira manifestação reconhecida como expressão dolorosa presente desde o nascimento, apesar de que os procedimentos e cuidados com o recém nascido, de maneira geral, neguem essa evidência.
A compreensão e a escuta do que “falam” os infantes se concretizam, principalmente, a partir dos estudos de observação de bebês desenvolvidos por psicanalistas, desde Sigmund Freud: Anna Freud, Melanie Klein, Donald Winnicott, John Bowlby, Esther Bick.
A capacidade de experimentar prazer e desprazer (dor) faz parte do arsenal de sobrevivência de todo ser vivo e já se manifesta desde o nascimento.
O choro, mais do que reação indiferenciada, já teria uma função de ‘comunicação’ sobre estados dolorosos. As pesquisas de Lester & Boukydis demonstraram que o choro de dor pode ser diferenciado daqueles provocados por outros tipos de situações, o que proporciona o uso da resposta de choro como medida da intensidade dolorosa e como evidência de que recém-nascidos experienciam dor.
Por um viés neurofisiológico, vislumbra-se a precoce constituição da subjetividade do ser humano, deduzida de suas manifestações de júbilo diante do prazer e de sofrimento diante da dor. Não se trata de atribuir intencionalidade aos recém-nascidos que choram durante os procedimentos perinatais. O que se comprova é a sofisticada capacidade sensoperceptual desenvolvida desde o período pré-natal e os recursos utilizados pelo recém-nascido para ‘comunicar’ o que se passa. Isso é extremamente necessário para um organismo altricial (dependente de cuidados parentais para sua sobrevivência, em oposição aos organismos precoces, que apresentam grande autonomia logo após o nascimento). Como a sobrevivência do filhote de homem depende totalmente de cuidados, os seres humanos já nascem equipados para interações funcionais com o ambiente e cuidadores. A diversidade de manifestações diante de cada situação vivida ultrapassa os simples reflexos.
Os sinais de sofrimento emitidos pelos bebês e crianças pequenas diante da vivência dolorosa (orgânica ou emocional) dependem, portanto, do grau de desenvolvimento neuro-psicomotor e cognitivo. Existem várias escalas para que se avalie a intensidade de dor sofrida pelo bebê e pela criança.
Nas fases iniciais da vida, por excelência, é impossível a distinção entre dor física e sofrimento emocional, entre somático e psíquico. (Nos adultos também essa dicotomia é insustentável, como demonstra a Medicina Psicossomática). “Em relação ao bebê, as dificuldades são muito grandes, uma vez que, ao se apresentar como um ser sensório motor, a sintomatologia observada prende-se, na maioria das vezes, eminentemente na avaliação reflexa que, embora importante na detecção das grandes síndromes neurológicas e psiquiátricas, é pouco sensível na suspeita de quadros psiquiátricos que comprometem freqüentemente o padrão interacional e lingüístico do indivíduo afetado, refletindo a possibilidade adaptativa desse indivíduo”.
É muito importante considerar que a percepção dolorosa e a intensidade da dor não dependem unicamente do sistema nociceptivo. Ou seja, não basta a existência dos terminais sensoriais e a transmissão ao cérebro de informações sobre a presença e qualidade dos estímulos dolorosos ou agressivos, já que a experiência da dor é simultaneamente física e psíquica.
As respostas são tanto comportamentais quanto fisiológicas, tais como choro, enrijecimento, expressão facial típica, sudorese e taquicardia. [Veja aqui fotos de bebês e sua expressão de dor.]
Assim, um bebê em sofrimento expressará qualquer desconforto através de sintomas biopsicológicos: a dor desencadeará mal-estar, irritabilidade, inquietação, distúrbios do apetite e do sono, além da intensificação do comportamento do apego (protesto, desespero e indiferença). Comportamentos regressivos se tornam presentes, na forma de perda de funções já adquiridas (enurese, encoprese, sucção dos dedos, etc). A cronificação do quadro leva à passividade, desânimo, sentimentos de impotência, marasmo e agravamento dos sintomas físicos.
O comportamento da criança diante da dor está intimamente relacionado com outras variáveis, além da causalidade física, tamanho e localização das lesões, etc. Trata-se de uma experiência subjetiva, como o é no adulto.
Você sabia...que estamos na Década contra a Dor e
que existe um Dia Mundial contra a Dor Infantil ?
__________
01 abril, 2006
Meu queixo caiu! O link é este mesmo.
30 março, 2006
28 março, 2006
Lembrete ao Guido Mantega
Se não por humanidade, por isonomia: acontece que seu predecessor "desonerou" os investidores estrangeiros, poupando-os de pagar CPMF e impostos quando "investirem" na Bolsa, aqui no Brasil. Eles podem ganhar dinheiro sem produzir, né? Se algum outro país oferecer condições melhores, não hesitarão de retirar as verdinhas. Migram como gafanhotos: onde tem pastagem, lá estão eles, até esgostarem a última folha verde, o último grão.
E então? Continuaremos a pagar os 35% de imposto sobre medicamentos?
De qualquer forma, quem sabe o Ministério da fazenda poderia divulgar este meu recado de utilidade pública, dando dicas de como economizar? É só preferir outros "bens" ao invés de ficarmos comprando remédio...
“A carga tributária é tão desigual que há a ironia no mercado que diz que a pessoa que entra mugindo em uma farmácia gasta menos do que tossindo. É uma incoerência de política pública”, afirma Amaral. Segundo o estudo, os medicamentos veterinários pagam 14,3% menos tributo do que os humanos."

Pois então: a dica de economia é a seguinte:
- não vá ao médico: vá ao veterinário;
- não vá à farmácia: vá a uma drogaria veterinária;
- não compre remédio: compre um iate, arroz & feijão, ração pra cachorro. Compre até mesmo um avião!
- não diga ao balconista da sua drogaria que o remédio é para você. Jure, de pé junto, que aquele remedinho pro estômago é pro seu gatinho ou pro seu papagaio;
- mas o melhor mesmo é: não adoeça nunca!
Ao final de um ano você verá a economia conseguida.
É ou não é uma boa dica de economia?
Ah! não se esqueça de me enviar 20% da economia que você fizer: afinal, eu não sou veterinário, mas também não sou bobo!
25 março, 2006
S.A.B. Síndrome de Abstinência Blogueira
Agora está meio que sofrendo de umas coceirinhas nos dedos. Sua mente, que parecia lúcida, só pensa naquilo. Ou seja: anda pela casa tendo mil idéias e murmurando: "isso dá um belo post". Vê notícias na TV e a obsessão aferroa-lhe a alma: "vou fazer um post sobre essa manchete". Ao passear pelas margens do Lago Sul ou descobrir mais uma fofoca na côrte federal, suas entranhas exigem: "faça um post! faça um post!"
2 - O Idelber fechou seu Biscoito Fino e a Massa. Mais do que imperdível, seu blog é necessário!
Deve ter passado pelos mesmos sintomas do Smart: calafrios, tremores, uma ou outra alucinose blogológica. Provavelmente, em suas aulas de Literatura em Tulane (New Orleans), fala pros alunos, recomenda livros, faz palestras mas sua cabeça devia martelar: "Biscoito! Biscoito! Quero Biscoito!". Viria uma aluna com donuts ou cookies: "Eat this, please!" Escutaria a resposta: "Não, não é esse aí que eu quero. Quero é um biscoito fino."
Pois Idelber não resistiu à sua síndrome de abstinência. Para nosso gáudio (epa!), anunciou: "Vou voltar... sei que ainda vou voltar". Marcou a data pra 31 de março. Tá chegando, tá chegando...
3 - O Milton Ribeiro não fechou seu Milton Ribeiro. Mais do que imperdível, seu blog é necessário!
Milton já fez um post inteiro provocando o Smart. Nomeou-o o melhor blogueiro do Brasil. Anunciou que o Idelber já está voltando. Só faltou gritar - e eu faria coro: "Volta Smart! Volta!"
4 - Lúcia Malla não fechou seu Uma malla pelo Mundo. Mais do que imperdível, seu blog é necessário!
Lúcia viu o tratamento que propus pro Smart curar sua síndrome de abstinência e me disse: "Adorei essas dicas. Por que não publica no seu blog para "eterniza-las" blogosfericamente?".
5 - Elenara também não fechou seu Imaginação ao Poder. Mais do que imperdível, seu blog é necessário!
Elenara foi outra que gostou da receita, apoiou a Lúcia, aplaudiu Idelber e lamentou o bloguicídio do Smart.
Foi uma dica e tanto. Aqui vai:
a) Retirar-se da droga - do blog! -progressivamente: faça um post a cada 5 dias; aumentar o intervalo até conseguir um post a cada 150 anos.
b) Substituir a droga - ou melhor, o blog - e começar a escrever no Bombordo - [Esta o SSoB já tá fazendo. E muito bem. Confira.]
c) Dar suas idéias de posts maravilhosos aos colegas blogueiros que a gente aproveita, escreve e dá um "créditozinho". Você vai ficar feliz e espalhar pelo mundo: "Idéia minha! Idéia minha!"
d) Visitar os blogs alheios e comentar tudo, até receita de pudim de leite condensado.
e) Essa é infalível: internar-se num resort à beira mar, com muitas caipirinhas, piscina, sol, mar, areia, água de coco, passeio de jet-ski, ultra leve e outras mordomias mais.
Mas, atenção: é preciso me levar como acompanhante terapêutico (no caso, não cobro honorários, só a hospedagem no mesmo resort).
Se não curar o paciente, pelo menos eu descanso um pouco!
O Smart já respondeu dizendo que tem outras idéias a respeito de quem levaria para um resort. Bom, para evitar mal-entendidos eu gostaria de esclarecer que minha co-terapeuta é a Amélia... e não abro mão!
E você, já escolheu o resort aonde nós vamos?
20 março, 2006
PEGA NA MENTIRA
- A mentira da criança: falta de senso de realidade e medo de ser punido;
- A mentira do mitômano: "A mitomania pode ser considerada patológica quando leva a um encerramento na necessidade de repetição", explica o professor Philippe Jeammet (Institut Mutualiste Montsouris, em Paris). "De um lado, o mitômano sempre sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas ele também sabe que isso deve ser verdadeiro para que lhe garanta um equilíbrio interior suficiente. Em determinado momento, o sujeito prefere acreditar mais em sua realidade do que na realidade objetiva exterior. Ele tem necessidade de contar essa história para se sentir tranqüilizado e de acordo consigo mesmo."
- A mentira do psicótico/delirante: na verdade, não se trata bem de mentira, mas de um delírio (transtorno de juízo sobre a realidade), como no exemplo do post anterior: "Revelação", no qual relato o caso de uma pessoa que está realmente delirante, não domina sua mente nem quer mentir.
- A mentira do portador de "personalidade antisocial": este mente com propósito de causar danos à sociedade, para ocultar um crime, etc. Tratam-se de mentiras bem diferentes daquela do mitômano (v. acima). A mentira do mentiroso ou do fraudador tem finalidades práticas e desonestas. Para estes, o objetivo não é a mentira, sendo esta apenas um meio para fins excusos. Jamais se arrependem do que tenham feito (apenas lamentam "ter dado errado", quando presos, por exemplo). Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social não se conformam às normas pertinentes a um comportamento dentro de parâmetros legais. Eles podem realizar repetidos atos que constituem motivo de detenção (quer sejam presos ou não), tais como destruir propriedade alheia, importunar os outros, roubar ou dedicar-se à contravenção. As pessoas com este transtorno desrespeitam os desejos, direitos ou sentimentos alheios. Freqüentemente enganam ou manipulam os outros, a fim de obter vantagens pessoais ou prazer (por ex., para obter dinheiro, sexo ou poder). Podem mentir repetidamente, usar nomes falsos, ludibriar ou fingir.
Estes últimos parecem-se com certos políticos, não? Melhor dizer logo: muitos políticos são mesmo psicopatas... argh!
Daqui a pouco, teremos mais uma novidade: um teste para pegar os blogueiros mentirosos. Verdade pura, eu juro de pés juntos e dedos cruzados.
Alguém aí se habilita a ser cobaia?
17 março, 2006
R e v e l a ç ã o
A cabeleira e o rosto hirsuto evocavam a figura de um dos profetas esculpidos por Aleijadinho, perenes em sua pétrea consistência no adro da Basílica Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas.
Puxei conversa, falei do tempo, quis saber o que o trouxera ali. Olhou-me como teria olhado Cristo para seus algozes, lá do alto da cruz ("Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem") e, apenas, sorriu.
Eu já sabia todas as respostas àquelas perguntas de praxe, pois lera seu prontuário antes de entrevistá-lo. Com certeza ele sabia disso e o demonstrara com um sorriso que destilava zombaria misturada a compaixão e uma pitada de sentimento de superioridade.
Não o enfrentei. Demonstrei sincero interesse em conhecer-lhe a história. Afinal, a relação médico-paciente pode ser ocasião de aprendizagem mútua. Com humor e, às vezes, com total razão, diz-se que a diferença entre um e outro pode ser denotada por quem possui a chave da porta de saída.
Ele percebeu minha "boa disposição":
- Se o senhor quer mesmo saber, tenho uma revelação a fazer.
- Como, assim, uma revelação?
- Minhas últimas descobertas que, ainda, mantenho em segredo.
- Que descobertas?
- Pesquisas científicas iluminadas pela Divina Providência.
- Além de tudo, o senhor é cientista?
- Isso e muito mais. Tenho a Luz!
- Anh...
Enquanto dialogávamos, apalpou o surrado paletó e, de um dos bolsos internos, retirou um papel cuidadosamente dobrado. Olhou para um lado e para outro, a certificar-se de que ninguém o observava e o entregou a mim:
- O senhor é médico, mas sua ciência é apenas humana. Eu não estudei na faculdade mas meu mestre é Aquele lá de cima. Tenho contato direto com Ele. Fui escolhido para transmitir à humanidade toda a onisciência do universo.
Principiei a desdobrar a folha manuscrita. Interropeu-me:
- Não, doutor. Aqui não. O senhor vá para casa, leia com atenção e, caso não entenda alguma coisa, amanhã posso explicar.
Levantou-se com a segurança de que era ele quem comandava a entrevista.
Tranquei o consultório e comecei a ler:
O Ser Humano, quando sai no esperma, já é portador desses 82 elementos. Entretanto, deve-se observar que, além do átomo, há ainda 14 mil classificações de sub-matéria.
Mas isso pode estar em desequilíbrio se o filho, que está dentro do organismo da mãe, mover-se em sentido contrário no seu corpo, descentrando as forças e desorganizando o universo interior. Poderá acontecer uma lesão que, fatalmente, se estenderá a outra parte das células, provocando o câncer. Explico: enquanto o corpo do feto, obedecendo a ordens foto-elétricas do cérebro faz tin-don, o universo canceroso está a fazer tin-tin.
O câncer nada mais é do que um universo estranho entranhado no todo universal, ou kaeeme, que é o corpo humano em sua plenitude.
Há um tipo de câncer, por exemplo, que adquirimos ao mantermos relações com uma prostituta. Cito um artigo do Reader's Digest no qual um professor universitário disse para um atleta de 105 kg que, se seus átomos fossem comprimidos, o seu corpo - ou núcleo - pesaria e teria o volume de um grão de pó, mesmo assim contendo todo o universo. Conclui-se, então, que uma gota de blenorragia adquirida de uma prostituta pode conter vários universos.
Todas essas explanações foram conjuradas ao meu Luminoso, após ter sido eu encarregado de isolar o Ser Humano de doenças ancestrais. A doença atinge a humanidade há 2 bilhões de anos retró.
Mas não vou estender mais considerações, apenas indicar o principal, ou seja, a solução:
Por que sangue de morcego?
Porque o sangue de morcego não move suas moléculas como o do Ser Humano. Ele é classificado pela Ciência da Nave como "o lídimo", o "legítimo". Por isso se aproveita de outros animais, sugando-lhes o sangue para que sobreviva e seja sustentado em seu componente hétero-esotérico, no interior de seu carma.
Se a humanidade quiser saber mais, que leia meu livro: "Os deuses não tocaram"
16 março, 2006

Chapéu Panamá, a nova guarda do samba!
Blogueiros daqui e de alhures, vamos? Alô Márcio Candiani, sei que você gosta...
O Jequitibar fica logo ali, depois do Viaduto Sta. Tereza, no início da subida da Av. Assis Chateaubriand, à direita. Não tem erro.
Quem não gosta de samba
bom sujeito não é:
Tá ruim da cabeça
ou doente do pé!
15 março, 2006
Zarpou!
A cada dia, um artigo diferente sobre temas atuais. É um coletivo, fruto do desejo de alguns, da utopia de outros, da disposição de provocar e dialogar de todos. Sem unanimidades. Mas no mesmo barco... clique na figura ou aqui.
13 março, 2006
Panis et circenses
A mídia berra a todo instante "O Maior Show de Todos os Tempos", anunciando o espetáculo promovido pelo Governo de Minas "para todos os mineiros"!
Demagogia confessada:
"Responsável pela produção dos shows do U2, em São Paulo, Alexandre Accioly confessa que só aceitou trazer o encontro de Roberto Carlos e Pavarotti para Minas por insistência do governador Aécio Neves. Os organizadores não estão autorizados a detalhar valores, mas garantem que 100% dos investimentos vieram da iniciativa privada (Fiat, Bradesco, Oi FM, Cia Vale do Rio Doce e Fiemg)."
Pois é!
15.MAR.06 - UP DATE: CANCELADO O SHOW!
