12 junho, 2012

Transtorno de Conduta em Crianças e Adolescentes

Estrutura de tópicos de palestra feita hoje, 12/6/2012, durante o XIV Congresso Mineiro de Psiquiatria. Nos resumos dos dois casos clínicos citados, os dados de identificação foram modificados para que não se possam associar a pessoas reais.

14 abril, 2012

Ângelo P. Costa ensina Piscicultura em Brasília

Reportagem sobre Piscicultura com meu filho Ângelo, Veterinário na SEAGRI-DF. Ângelo é especialista em Piscicultura e ensina aos produtores as técnicas corretas. Orgulho de pai, rsrsrs

06 setembro, 2011

Transtorno de Déficit de Atenção - Entrevista

Entrevista à TVGloboMinas, programa MGTV, dia 06.setembro.2011.



O TDAH é um transtorno neurobiológico que acomete crianças, adolescentes e adultos, com 3 sintomas principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade. A entrevista focou a desatenção, caracterizada por esquecimentos, falta de concentração, adiamento de tarefas, desorganização. A intensidade pode ser leve, moderada ou grave. Sempre que há prejuízos emocionais, acadêmicos, sociais e profissionais, o tratamento deve ser instituído nas esferas escolar, familiar e pessoal. A abordagem é multidisciplinar. É preconizado o uso de medicamentos, os quais costumam proporcionar redução drástica dos sintomas. O diagnóstico é clínico, ou seja, não há (ainda) exames ou procedimentos laboratoriais definidores.

14 abril, 2011

O homem que claudicava

A notícia:
Um órgão parecido com um coração foi encontrado, no ínicio da tarde desta terça-feira, dentro de um vidro na lixeira de um dos banheiros do terminal de passageiros do Aeroporto de Confins. De acordo com a assessoria de imprensa do aeroporto, o órgão foi encontrado por um passageiro.


O que o jornal não contou é que havia uma carta!

No saguão do aeroporto, eu esperava o Milton Ribeiro que prometera vir de Porto Alegre. Minha atenção foi atraída por um moço a gritar:
- Polícia!
Carregava um saco plástico transparente. Dentro havia um vidro daqueles de boca larga, de guardar biscoito de polvilho. Lá em casa tem vários desses, pensei.

Aproximei-me e distingui o que me pareceu uma peça anatômica. Identifiquei-me como psiquiatra e pedi às pessoas se afastarem um pouco para que pudesse socorrer o moço em crise de histeria.
Foi logo dizendo:
- Dr., toma isso aqui, não aguento nem ver sangue, quanto mais um coração ainda fresco!
- Acalme-se, deve ser doação para transplante. Sou médico e vou levá-lo para o Hospital das Clínicas.

Havia um envelope junto ao recipiente e não hesitei em surrupiá-lo, despistadamente. Pensei: "deve ser a explicação".
Aos seguranças apontei o moço:
- O pacote é dele. Eu vi quando saiu do sanitário masculino.
Levaram-no para a Administração, acho.

Quanto a mim, saí de fininho. Longe de todos, li:

"Se você achou este vidro contendo um coração, não o jogue fora. É o meu. Durante meses amei uma pessoa linda, maravilhosa, alegre e radiante. Ela não me conhecia, mas eu descobri onde morava. Toda manhã estava no mesmo ponto em que ela tomava o ônibus para o centro. Talvez nem me enxergasse, nunca respondeu a um Bom dia! sequer. Pensava nela durante o trabalho, o dia inteiro. Ensaiei muitas vezes chegar perto, identificar-me e declarar meu amor, mas não consegui. Imaginava: Olha, moça, não te conheço, mas quero te dizer que meu coração te pertence. Eu te amo! 

De repente, ela sumiu.
Hoje cedo, vi a aliança em sua mão esquerda. Concluí que se casara, deve ter viajado para lua-de-mel e, agora, voltou. Fui traído covardemente!
Resolvi desaparecer, viajar para longe, sem volta. Antes de embarcar, arranquei do peito meu coração pulsante e  deixei-o bem à vista. Já vou embarcar. Adeus!
Peço a quem encontrar que entregue o vidro e o bilhete na Rua Eng° José Schultz Leonel, s/n. Bairro da Saudade."
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Nas gravações das câmeras de segurança do aeroporto, a polícia constatou a presença de um homem que claudicava em direção à fila para vôo 3341, das 8,30h.
Semblante tranquilo, não chamava a atenção, exceto por ter um imenso buraco no peito.

01 abril, 2011

Tiro ao alvo do Soié

Jamais poderia imaginar que meu pai, Soié, fosse capaz de cometer assassinatos em série.

07 março, 2011

Uma lembrança infantil

As lembranças infantis, ensina-nos a psicanálise, podem referir-se a fatos reais ou imaginários, constructos elaborados ao longo do tempo, fantasias encobridoras ou elaborativas. Podem ser formadas com fiapos de acontecimentos, condensando fragmentos de vivências em uma recordação bem estruturada, porém jamais acontecida como acreditamos que tenha sido.
Por isso, cabe ao analista desconfiar de explicações encontradas pelos analisandos para justificar a origem de seus sofrimentos, quando eles se aferram a tal ou qual lembrança, juram que o fato aconteceu e deduzem que, a partir de então, sofrem do sintoma atual.
Não se pode descartar a memória enxertada, quando se inoculam informações inverídicas a lembranças verdadeiras, a tal ponto que não mais se consegue distingui-las. 
Alguém pode, pois, introduzir falsos elementos para que o recordado tenha linearidade, coerência e completude, principalmente quando faltam detalhes importantes, o que comprometeria a veracidade do relato.
Fala-se de casos em que o adulto enxerta falsidades na mente de outrem, com objetivo de mascarar os reais acontecimentos, principalmente para livrar-se de alguma culpa ou obter certo tipo de vantagem. Por exemplo,   em caso de casais separados, um dos parceiros pode inocular nos filhos ainda pequenos informações desabonadoras sobre a outra parte, numa tentativa de, mais tarde, justificar os próprios erros e garantir boa imagem.
Poderíamos discutir mais os fenômenos psico-emocionais que envolvem nossas lembranças, mas prefiro explorar uma anedota que acompanha minha biografia.  
O fato que relatarei, com as ressalvas enunciadas acima, compõe meu acervo de memórias infantis e foi evocado a partir da foto abaixo:

Foto do album familiar da Família Costa (Nova Era-MG)
Trata-se de fotografia pela qual tenho carinho especial, pois apareço com idade aproximada de 3 anos. Suponho que estivesse na ponta dos pés a estender a mão em busca de alguma guloseima sobre a mesa. Se quisesse  inventar, diria que me esforçava para conseguir um brigadeiro... (é claro, porém, que seria uma lembrança enxertada ou fantasia pura).
Chama-me atenção o fato de ser a única criança a participar de uma refeição de adultos bem mais velhos, que nomearei da esquerda para a direita: meu avô Ilídinho, minha bisavó Mandidina, os tios-avós Otaviano e Sá Nôra, todos da linhagem paterna. Lembro-me com clareza de cada um deles , exceto da bisavó, que teria falecido um ano após esta foto.
Pois bem, a lembrança  que relatarei, na verdade, talvez não seja propriamente uma lembrança, mas tem a força do testemunho de minhas tias e de meus pais. 
Com efeito, são eles que me garantem a veracidade do episódio no qual fui protagonista,  por ocasião do velório de Mandidina.
Lembro-me -já criei memória pessoal- de que acompanhava os preparativos do sepultamento de minha bisavó, quando os adultos (Tia Irani, em especial) enfeitavam o caixão com flores, guirlandas, fitas, etc. Num certo momento,  deram-se conta da falta de barbante para fixar os arranjos florais. 
Ao perceber o impasse, ofereço-me:
- Vou lá na venda (pequeno armazém do Vovô Ilidinho, a pouco mais de 200m) e busco!
De imediato, disparo a correr pela rua estreita e sem calçamento, uma poeira só. Carrego o rolo da loja e chego ofegante:
- Olha o barbante aqui!, exclamo.
Minha tia e as primas, impressionadas com minha presteza em resolver o problema, indo num pé e voltando noutro,  começaram a elogiar-me:
- Que menino prestativo, educado, esse Claudinho...
Fico todo orgulhoso e digo com a maior naturalidade:
- Não se preocupem, quando morrer mais alguém, eu busco mais barbante! 

06 março, 2011

Dourada ao molho mediterrâneo

Esquina de BH durante o Carnaval 2011 (Photo by Claudio Costa)
Pode ser Carnaval, mas a cidade de Belo Horizonte não sabe o que venha a ser 'tríduo momesco'. A prefeitura insiste em oferecer desfile de escolas de samba. Tudo bem, há quem acredite na existência de tais grêmios recreativos por estas bandas e, pior, há quem goste. 
Falam de desfiles a ocorrer em improvisado sambódromo, cuja localização desconheço e de que, por sorte, estou longe.
O silêncio por aqui é um prêmio para quem deixou de viajar, enfrentar horas de engarrafamento e tensão pelas rodovias mortíferas. 
- Estás pessimista, dirão alguns.
- Estou é feliz, retrucarei.


Para enriquecer mais ainda o momento de tranquilidade, resolvemos (Amélia e eu) testar esta receita.
Filé de dourada (Photo by Claudio Costa)
Começamos fatiando filés de dourada (dourada é do mar, dourado é de rio - aprendi) e empaná-los  em farinha de trigo temperada com sal e pimenta-do-reino.

Enquanto o peixe absorvia o tempero, preparamos os ingredientes do molho mediterrâneo: tomatinhos italianos partidos ao meio, azeitonas pretas, champignons, alcaparras, alho, manjericão. Tudo foi refogado rapidamente numa boa porção de azeite extra virgem, corrigindo o tempero com pitadinhas de sal.
Molho Mediterrâneo (Photo by Claudio Costa)

O aroma espalhou-se para além da cozinha, dando-nos a certeza de que atingiríamos o estado-de-arte já na primeira tentativa. 



Hora de "selar" o peixe. 
Depositamos cuidadosamente os nacos empanados de dourada numa frigideira de ferro, bem aquecida com duas colheres de azeite.
Bastaram dois minutos de cada lado para que chegassem ao ponto.

Abrimos um Trumpeter Carbenet Sauvignon, produzido pelos hermanos argentinos. Um bom tinto cujo aroma anunciava ótima qualidade, o que se comprovou na textura aveludada e sabor marcante. 
- Vai harmonizar com o peixe ao molho mediterrâneo, pensei.

Com efeito, o ato seguinte foi atender ao apetite que se aguçara com tantos estímulos:

Dourada ao Molho Mediterrâneo (Foto by Claudio Costa)
A sobremesa (ninguém é de ferro!) ficou por conta da Amélia, que nos serviu  delícia rara: compota de jabuticaba, adquirida no Mercado Central de Belo Horizonte.  Quem quiser que procure por lá, pois os tesouros demandam sacrifícios, dizem os filósofos.
Compota de jabuticaba, servida com sorvete de creme (Foto by Claudio Costa)

08 janeiro, 2011

Personas

Muito interessante.
Clique num personagem e saiba mais sobre ele.
Experimente:
Discussing the Divine Comedy with Dante
Discussing the Divine Comedy with Dante
[Basta procurar "Português" na coluna "Language", à esquerda da Wiki]

04 janeiro, 2011

Pagando mico

Passamos o reveillon no clube do Retiro do Chalé, na ótima companhia dos manos Clóvis e Ilídio, e as respectivas. Festa boa, como convém: banda ao vivo, etc. 
No meio do salão, alguns 'brindes' foram distribuídos: aquelas argolinhas coloridas e luminosas, máscaras e... um chapéu coco! Estava na festa era pra me molhar, ou não?
- Dá cá um chapéu!

Ah, você já viu um chapéu dourado? 
Pois tinha lá, 'made in China', of course, todo purpurinado, uma beleeeeza!
- Lá vai o Cláudio botar chapéu, achando-se.

Resultado: dois dias e inúmeros banhos após, o couro cabeludo (nem tão cabeludo, reconheço) estava infestado de purpurina!!! In-fes-ta-do!
Sorte é que tive o sábado e o domingo para só sair de casa coberto por um boné. Por mais escova que usasse, mais xampu na rala cabeleira, mais ducha, talco, secador... tudo em vão: lá estava the man of the golden head!
Olhar-me no espelho era ver uma constelação cintilante, rebrilhos dignos da Via Lactea em noite de lua nova, faíscas douradas a iluminar-me a aura!
Finalmente, eureka! 
Decobri o antídoto: metros e metros de fita crepe. Modo de usar: aos poucos, vá 'colando' a fita em sua cabeça, entre os fios de cabelo, nas dobras da nuca, nas sobrancelhas, pálpebras, reentrâncias das orelhas,  onde for possível. 
O milagre aconteceu: as minúsculas e invisíveis (porém ultrabrilhantes) partículas de purpurina se agarraram à fita e abandonaram o leito pilosodermatológico de minha propriedade!
Finalmente, reencontro a sobriedade que me é peculiar, a discreta e impoluta fisionomia, nem mais bonita nem mais feia, mas aquela que se me faz reconhecer diante do espelho e que, malgrado o  inexorável passar dos anos, ainda ouso apresentar aos contemporâneos. 
No flagrante abaixo, qual um "cavaleiro da triste figura", eis o Mico, a cores:
Mico Chapéu Dourado (Photo by himself)

26 dezembro, 2010

Igrejinha da Pampulha


Mesmo sob chuva, ao longe, a Igrejinha da Pampulha, obra de Niemeyer, com afrescos e Via Sacra de Portinari, é uma beleza. [Foto by Cláudio Costa.]
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Fotos obtidas da janela do carro, às margens da Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte-MG.

Biscoitos natalinos


Biscoitos natalinos, upload feito originalmente por ClaudioCosta.
Do caderno de receitas testadas da Amélia

Biscoitinhos Decorados
Rendimento: + ou – 60 biscoitinhos.

Ingredientes:
- manteiga para untar
- ½ xícara (125g) de manteiga
- ½ xícara (100g) de açúcar
- 1 ovo batido
- ¾ de xícara (50g) de coco ralado
- 1 e ¾ de xícara (250g) de farinha de trigo
- 1 pitada de sal
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
- ½ colher (chá) de fermento em pó (Pó Royal)
- farinha de trigo para polvilhar

Glacê (para decorar):
- 1 xícara (200g) de açúcar de confeiteiro
- 3 colheres (sopa) de suco de limão

Modo de fazer:
Bater na batedeira: manteiga, açúcar, até ficar cremoso.
Juntar o ovo batido e essência de baunilha.
Bater até obter uma mistura homogênea.
Juntar o coco ralado, a farinha de trigo, o sal e o fermento, trabalhando a massa com as mãos até ficar macia.
Abrir a massa com um rolo de cozinha até atingir 3mm de espessura, numa superfície polvilhada com farinha de trigo.
Cortar a massa com os cortadores em formas variadas, e dispor em assadeiras untadas com manteiga.
Levar ao forno pré-aquecido (temperatura média, 180 ºC) por aproximadamente 15 minutos ou até ficarem dourados.
Após assados, retirar os biscoitos e deixá-los esfriar preferencialmente sobre uma grade.
Enquanto isso, preparar o glacê (colocar o açúcar e o suco de limão numa tijela e bater com uma colher até obter uma pasta. Pode-se contornar os biscoitinhos com o glacê utilizando-se de saquinhos de plástico com pequeno corte numa extremidade ou simplesmente cobrir todo o biscoito com glacê. Outra sugestão é banhar os biscoitos até a metade, com cobertura de chocolate derretida em banho maria.
Para conservar os biscoitos, utilize latas bem fechadas, por até 2 semanas.

16 dezembro, 2010

A um passo da (in)felicidade

Copiei e colei (o que não gosto de fazer, mas... fazer o quê?



Se pensarmos bem, nos esforçamos mais para sermos infelizes do que o contrário. Nos apegamos e nos conformamos com atitudes que não nos levam para um caminho mais feliz, mais alegre, melhor. O óbvio precisa ser lembrado.
P.S. Não tenha como regra, apenas NÃO FAÇA!
75 maneiras de ser infeliz:
1. Viver no passado.
2. Se obcecar com o futuro.
3. Reclamar dos problemas em vez de resolvê-las.
4. Medo e resistência a mudanças.
5. Trabalhar muito, fazer o seu melhor e, em seguida, condenar-se por não alcançar a perfeição.
6. Se menosprezar.
7. Estar com pessoas que te menosprezam.
8. Tentar controlar tudo e depois se preocupar com as coisas que você não pode controlar.
9. Mentir para si mesmo e aqueles à sua volta.
10. Fazer a mesma coisa o tempo todo.
11. Ser preguiçoso e seguir o caminho mais fácil.
12. Sentir raiva. Nunca perdoar.
13. Querer estar sempre certo.
14. Sempre achar que os outros são mais bem sucedidos.
15. Deixar pequenos problemas se transformarem em grandes problemas.
16. Nunca aprender algo novo.
17. Nunca assumir a responsabilidade pelas suas ações.
18. Culpar todos ao seu redor.
19. Não pedir informações e não fazer perguntas.
20. Não deixar ninguém lhe ajudar.
21. Desistir quando as coisas ficam difíceis.
22. Não confiar em ninguém.
23. Dormir pouco todas as noites e se convencer de que isso é suficiente.
24. Nunca se desfazer daquilo que não tem utilidade.
25. Dizer “sim” para todos.
26. Tentar ser amigo de todo mundo.
27. Querer fazer tudo de uma vez.
28. Nunca passar algum tempo sozinho.
29. Não ajudar os outros a não ser que você precise. Fazer somente o que te trás benefício.
30. Estar com pessoas que reclamam de tudo.
31. Pensar naquilo que você não quer que aconteça.
32. Ter medo das coisas que não entendemos completamente.
33. Não se considerar bom o suficiente a não ser que alguém te diga isto.
34. Levar a vida muito a sério.
35. Passar a vida trabalhando com algo que não apaixonado.
36. Focar em problemas.
37. Pensar em tudo que você não tem.
38. Ler muitas notícias deprimentes.
39. Estabeleçer metas arrojadas para si e nunca fazer nada para alcançá-las.
40. Nunca fazer exercício.
41. Comer somente porcarias.
42. Nunca se importar com sua saúde.
43. Viver em torno do dinheiro.
44. Gastar mais do que você ganha e acumular dívidas.
45. Não falar o que você pensa. Não pensar o que você fala.
46. Fazer cara-feia o tempo todo.
47. Nunca contar a ninguém o que sente ou o que você está pensando.
48. Garantir que tudo que você faça tem que impressionar alguém.
49. Se colocar em segundo plano.
50. Fazer o proplema das outras pessoas os seus.
51. Fazer alguém se sentir mal consigo mesmo.
52. Assistir TV por várias horas todos os dias.
53. Apostar com freqüência.
54. Ficar no mesmo lugar. Não viajar.
55. Não se divertir, só trabalhar.
56. Não ter hobbies.
57. Perder seus contatos próximos.
58. Não terminar o que começou.
59. Levar tudo pro lado pessoal.
60. Usar várias drogas. Beber muito álcool.
61. Nunca dizer “desculpa”. Nunca dizer “eu te amo”.
62. Não se esforçar em nada.
63. Sempre eseprar até o último minuto.
64. Sempre achar que você tem direito a tudo.
65. Deixar os outros decidirem por você.
66. Lembrar-se dos insultos. Esqueçer os elogios.
67. Deixar tudo debaixo do tapete.
68. Depender dos outros para tudo.
69. Não planejar.
70. Não sonhar.
71. Não pensar no futuro.
72. Sempre desconsiderar as opiniões e sugestões alheias.
73. Fazer promessas que não pode cumprir.
74. Não tomar decisões.
75. Apenas ir, ir e ir. E nunca parar.

-Texto traduzido e adaptado do original 75 ways to stay unhappy forever.

28 novembro, 2010

O todo e as partes

Assim escreveu Dr. Marcos Klar, psiquiatra e psicanalista:

Primeiro movimento. Allegro giusto.

Palavras nascem em opostos.
O que se conhece se conhece por ter diferenças quanto ao que se preconcebeu ser.
Palavras nascem gêmeas não idênticas, sexos diferentes.
Uma coisa é a multidisciplinaridade.
Que se opõe à unidisciplinaridade.
Outra é a interdisciplinaridade.
Contraposta à ideologia.
Causalidade contraposta a efeitos formais.
Não se perguntar: de onde veio isso?
Mas: o que fazer para evitar ter de passar por isso de novo?
A interdisciplinaridade responde;
A Medicina separa joiosos e trigosos.
Há o risco grave e o risco baixo.
Há profissionais da saúde que não são habilitados a atender em alto risco.
(risco estatístico de morte associada a diagnósticos médicos)
Há locais sem condições para emergência,
sendo mais asilos ou parques que
propriamente hospedagem para amparar tecnologicamente
de modo moderno
quem está á beira de uma grande
encrenca.
E qual a realidade das grandes encrencas na Psiquiatria?
Parecem grosseiras como uma fratura exposta?
Ou uma traiçoeiramente discreta concussão cerebral?
Médicos!

Segundo movimento. Adagio mesto.

A Ciência, em verdade, não é ciência pura, 
pois é infectada pela Política,
que decide na base do vulgo
o quê é melhor que o quê, em curto prazo
mas a Medicina,
que nada mais é que 
uma arte moral,
que atos e
palavras
se equivalem;
pois que vale é o consolo;
aí, nasceu a medicina das palavras,
a psicoterapia, a psiquiatria,
a iatrogenia psicológica.

Há um saber necessário,
a todo mundo, na verdade,
mas fundamental aos psiquiatras
e muito importante aos demais colegas de psicoterapia lato sensu.

Há o saber médico da mente
Que às vezes foge à intuição comum,
E magoa mais que o câncer,
Machuca mais que o trauma,
Desespera mais que a peste.
La maladie mentale.

Terceiro movimento. Andantino casi allegretto.

Saúde Mental é uma coisa.
Doença mental, outra.
Saúde natural é fortuita. 
Saúde, certeira mesmo,
é cuidados salutares.
É ato humano, não sorte ou 
algo só espontâneo.

Saúde Mental não pode ter o sentido falsamente generalista
que borras as fronteiras entre as diversas disciplinas e enfraquece seus conteúdos
[tirar diferenças é dessaber]

Firmar bem as diferenças entre as áreas distintas,
não áreas dentro da pessoa estudada
mas nos princípios e nos meios.
E mesmos fins, respeitadas as diversidades.
Essa é a interdisciplinaridade.
Onde quem decide o que é prioritário é o médico
(pois não só envolve conhecimento necessário,
mas atitude necessária diante dos estados de alto risco)
É decorrente do modelo médico.
(biotecnológico)

A cruel e injusta multidisciplinaridade
amontoando pessoas, minimizando o saber,
pela tirânica exclusividade falsamente humanitária
de 'acolhimento-e-inclusão'.
Destruindo o especializado,
pelo minimalismo pragmático
ideológico,
Rosa de Hiroshima.

... decorrentes de uma atitude puramente oligárquica
que tolhem do pacientes
 o direito pétreo de ter algum futuro.

Só o ato terapêutico médico,
tem a capacidade real de extrair o prognóstico,
não livros de diagnósticos médicos legíveis a leigos.
Voltemos a alguns milhões de anos atrás.

15 outubro, 2010

Sobre a Escola (Entrevista)

Eis as respostas que ofereci a uma jornalista de uma rede de escolas daqui de BH. Dirigiu-se a mim com o seguinte tema: 
- Gostaria de entrevistá-lo. A ideia é falar um pouco sobre a responsabilidade dos pais na escolha da escola e também sobre a importância da troca de expreiências entre os pais dos alunos, uma vez que hoje, muitas vezes, os grupos familiares são pequenos.

- O momento da escolha da escola muitas vezes gera uma insegurança dos pais em relação aos seus próprios papéis.
Realmente é momento de angústia, pois a sociedade atribui um valor muito grande (não sem razão!) ao processo de inserção dos filhos no mundo da cultura. A saída do círculo familiar para espaços cada vez mais amplos se inicia com a escola. 
No primeiro momento, a função dos dispositivos escolares é muito mais desenvolver as capacidades de convívio social iniciadas já dentro do pequeno mundo familiar.   A escola descobrirá, muito cedo, que grande parte das dificuldades infantis expressam as dificuldades dos pais. Há um aforisma psicanalítico que diz: 'a patologia da criança é expressão da patologia parental'. Isso é muito pesado e não deve ser entendido como uma culpabilização dos pais, mas um reconhecimento de que todos somos imperfeitos e, por isso, a "entrada" no mundo social exigirá o polimento de muitas arestas.

Por que é importante para as crianças que os pais consigam fazer essa escolha? O que eles devemos procurar passar para os filhos nesse momento? Que fatores devem ser levados em conta nessa escolha?

Em função das considerações anteriores, pode-se deduzir que a escolha da 'escola ideal' refletirá convicções e expectativas de cada família. Na verdade, creio que muito poucas famílias têm condições de 'realmente' escolher, pois há enormes limitações para a maioria da população, sejam de ordem socioeconômica, sejam de ordem geográfica e até mesmo de oferta. É preciso lembrar que nosso país carece de uma rede completa de ensino e será sempre um privilégio poder escolher. Há situações limites em que o simples fato de uma escola oferecer merenda já se constitui como razão para enviar os filhos!
 
- Qual o papel da escola na hora de assessorar os pais?

Se a escola se coloca como extensão do processo educacional iniciado pela família, a primeira coisa que deve ficar claro é aquilo que se poderia chamar de 'filosofia da educação' praticada pela instituição. Não é fácil definir essa filosofia, já que há fatores inconscientes que a influenciam, fatores mercadológicos e ideológicos. Deve ser bem claro para os pais que a escola não é o substituto da família no processo educacional, mas uma extensão que permita os aportes de conhecimento e de ferramentas para se adquirir mais e mais conhecimento.
Assim como a família, a escola participa do processo de educação. Se buscarmos a origem da palavra educar, veremos que se trata da junção do prefixo latino ex- ao verbo ducere, significando "conduzir para fora". Como assim? Para fora de que? Educar é retirar o filhote do ser humano do mundo da natureza, das necessidades, da dominação instintiva e introduzí-lo no mundo da cultura, da construção, do esforço pelo crescimento, no domínio da linguagem, etc. Não é tarefa simples nem fácil, a ponto de o próprio Freud, criador da psicanálise, ter dito: "Educar, governar e psicanalizar, três tarefas impossíveis, mas que não podemos deixar de fazer!".
Por isso, a grande função do Educador se assemelha à função do Pai, que é mostrar à criança a necessidade de controlar os próprios impulsos, um preço que se paga para entrar na cultura, no convívio social. Daí se deduz que a escola não pode ser apenas um lugar de transmissão de conhecimentos científicos, mas também um lugar de conscientização, sociabilização, responsabilização. Há também uma dimensão política: formação para a cidadania, para o respeito às diferenças, para a sustentabilidade.... é muita coisa!


- Atualmente, os grupos familiares muitas vezes são pequenos e os pais se veêm sem o apoio até do grupo familiar de origem. A turma da escola, os outros pais, podem ajudar a compor essa família? Em que sentido? A formação desse novo grupo social é importante, por exemplo, para que os pais possam trocar experiências sobre a educação dos filhos? E de que maneira a formação dessa rede pode ser positiva para a criança?

No meu entender, a escola deveria ser o centro catalizador das experiências de sociabilização das crianças e adolescentes, da interação familiar, da comunidade. Se bem observarmos, os prédios escolares costumam ser os mais amplos dos bairros, principalmente na periferia. Há grandes espaços ociosos disponíveis em fins de semana e à noite. Fica tudo fechado, como se a escola fosse apenas um estabelecimento comercial, só funcionante em dias úteis. Há as quadras, há salas, computadores. Imaginemos toda esta infraestrutura funcionando como catalizador de ações comunitárias! O país seria outro. Mas, para que tal aconteça, será necessário um enorme avanço na interação entre pais e escola e, ora vejam,  de certo grau de democracia institucional, o que não é nada fácil.