
Foi quando estudávamos no pré-vestibular que nos conhecemos. Há tempos, mas o sorriso daquele primeiro encontro ainda permanece em minhas retinas e balança meu coração.
Aos poucos, como em uma novela, a vida nos foi enlaçando. Se há uma frase do Vinícius da qual não duvido, é esta: "A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida":
Eu tinha namorada. Ela também namorava. Éramos apenas amigos, antes de tudo o que viria depois.
O ano terminou, era hora de despedida. Já da escada, escuto aquela "pequetita" de cabelos negros a me chamar, abraçada com o seu namorado: queria o número de meu telefone, para saber se eu seria aprovado no vestibular. Ficou ali, escrito com caneta Bic, na palma de sua mão! Disse-me depois:
-Pensava que nunca mais te veria!
Faculdades diferentes: ela, Psicologia; eu, Farmácia & Bioquímica. Mas os deuses estavam a nosso favor: o curso de Anatomia era comum, no Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Surpresa. Reencontro. Alegria! Os amores rompidos nos permitiram a aproximação cada vez mais explícita.
Resolvi mudar para Medicina. Outro vestibular. Éramos amigos e fui para sua casa esperar o resultado. Estávamos juntos, na varanda, bem ali na Rua Maria Inês, Floresta, quando escutamos meu nome no rádio: foi um abraço de mútuo contentamento e... um beijo - o primeiro! - selou nosso destino. Era amor, cultivado ao longo de dois anos de admiração mútua, amizade profunda, compartilhamento de dúvidas, incertezas, emoções, risos...
Não havia, ainda, o "ficar", mas a gente "ficou", e muuuuito! Falava-se em "amizade colorida" - gíria inocente de um tempo de descobertas... Virou namoro, aquela amizade tão especial.
Ah! e os bilhetes delicadíssimos que me enviava? Os cartões mais criativos, bem-humorados, carinhosos? Até que um dia, lá de Nova Era, envio-lhe uma carta. Escutava Vincent no radio e a carta seguiu com um fiapo da letra: "Now I understand, what You try to say to me..."
Crescíamos juntos, descobrindo possibilidades, construindo o futuro. Animava-nos o desejo de estar sempre juntos. Se havia distância e pouco dinheiro, nem por isso desanimávamos: ah! lá ia eu, de guarda-chuva - o amor tudo pode! - caminhando feliz ao encontro dela: fora das telas, eu protagonizava um "singing in the rain" belorizontino, aspirando o aroma das damas-da-noite e dos jasmins plantados nas calçadas. Alegria pura, pois com tanto amor, resistir quem há de?
Hoje, tão felizes quanto sempre. Juntos, cumprindo uma promessa - não pela promessa, mas pelo desejo mesmo: "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença".
Pois Amélia ainda me deu os três maiores presentes de minha vida: Ana Letícia, Ângelo e Leonardo:
Aos poucos, como em uma novela, a vida nos foi enlaçando. Se há uma frase do Vinícius da qual não duvido, é esta: "A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida":
Eu tinha namorada. Ela também namorava. Éramos apenas amigos, antes de tudo o que viria depois.
O ano terminou, era hora de despedida. Já da escada, escuto aquela "pequetita" de cabelos negros a me chamar, abraçada com o seu namorado: queria o número de meu telefone, para saber se eu seria aprovado no vestibular. Ficou ali, escrito com caneta Bic, na palma de sua mão! Disse-me depois:
-Pensava que nunca mais te veria!
Faculdades diferentes: ela, Psicologia; eu, Farmácia & Bioquímica. Mas os deuses estavam a nosso favor: o curso de Anatomia era comum, no Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. Surpresa. Reencontro. Alegria! Os amores rompidos nos permitiram a aproximação cada vez mais explícita.
Resolvi mudar para Medicina. Outro vestibular. Éramos amigos e fui para sua casa esperar o resultado. Estávamos juntos, na varanda, bem ali na Rua Maria Inês, Floresta, quando escutamos meu nome no rádio: foi um abraço de mútuo contentamento e... um beijo - o primeiro! - selou nosso destino. Era amor, cultivado ao longo de dois anos de admiração mútua, amizade profunda, compartilhamento de dúvidas, incertezas, emoções, risos...
Não havia, ainda, o "ficar", mas a gente "ficou", e muuuuito! Falava-se em "amizade colorida" - gíria inocente de um tempo de descobertas... Virou namoro, aquela amizade tão especial.
Ah! e os bilhetes delicadíssimos que me enviava? Os cartões mais criativos, bem-humorados, carinhosos? Até que um dia, lá de Nova Era, envio-lhe uma carta. Escutava Vincent no radio e a carta seguiu com um fiapo da letra: "Now I understand, what You try to say to me..."
Crescíamos juntos, descobrindo possibilidades, construindo o futuro. Animava-nos o desejo de estar sempre juntos. Se havia distância e pouco dinheiro, nem por isso desanimávamos: ah! lá ia eu, de guarda-chuva - o amor tudo pode! - caminhando feliz ao encontro dela: fora das telas, eu protagonizava um "singing in the rain" belorizontino, aspirando o aroma das damas-da-noite e dos jasmins plantados nas calçadas. Alegria pura, pois com tanto amor, resistir quem há de?
Hoje, tão felizes quanto sempre. Juntos, cumprindo uma promessa - não pela promessa, mas pelo desejo mesmo: "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença".
Pois Amélia ainda me deu os três maiores presentes de minha vida: Ana Letícia, Ângelo e Leonardo:
Dia 07 de junho de 2005, na lançamento da Revista de Psiquiatria & Psicanálise com Crianças & Adolescentes, todos nós juntos.
São tantos os momentos bons, tanta cumplicidade, tanto respeito, tanta liberdade...
Prá você, meu bem Amélia, um beijo neste Dia dos Namorados.
Outro amanhã.
Depois.
Sempre...
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