28 março, 2006

Lembrete ao Guido Mantega

Toma posse, hoje, o novo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Entre outras providências, Sr. Ministro, que tal desonerar também os medicamentos?

Se não por humanidade, por isonomia: acontece que seu predecessor "desonerou" os investidores estrangeiros, poupando-os de pagar CPMF e impostos quando "investirem" na Bolsa, aqui no Brasil. Eles podem ganhar dinheiro sem produzir, né? Se algum outro país oferecer condições melhores, não hesitarão de retirar as verdinhas. Migram como gafanhotos: onde tem pastagem, lá estão eles, até esgostarem a última folha verde, o último grão.

E então? Continuaremos a pagar os 35% de imposto sobre medicamentos?

De qualquer forma, quem sabe o Ministério da fazenda poderia divulgar este meu recado de utilidade pública, dando dicas de como economizar? É só preferir outros "bens" ao invés de ficarmos comprando remédio...

"Economize, irmão, economize!"

Olhaí a nota publicada no Estado de Minas de sábado passado:

O consumidor paga R$ 35 de imposto em cada R$ 100 desembolsados com remédios nas drogarias brasileiras. A conclusão é de estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT)."

Continua a notícia:

O levantamento mostrou que a tributação sobre os medicamentos no Brasil é a mais alta do mundo. Em outros países, como os Estados Unidos, a taxação é de 5%; no Canadá de 7%; no México, 15% e na Alemanha e Espanha, 16%. Se for comparar a carga tributária incidente no preço final dos medicamentos com outros produtos essenciais à população, principalmente itens da cesta básica e insumos agrícolas, a tributação nos remédios surpreende, segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT.

“A carga tributária é tão desigual que há a ironia no mercado que diz que a pessoa que entra mugindo em uma farmácia gasta menos do que tossindo. É uma incoerência de política pública”, afirma Amaral. Segundo o estudo, os medicamentos veterinários pagam 14,3% menos tributo do que os humanos."


Pois então: a dica de economia é a seguinte:


  1. não vá ao médico: vá ao veterinário;
  2. não vá à farmácia: vá a uma drogaria veterinária;
  3. não compre remédio: compre um iate, arroz & feijão, ração pra cachorro. Compre até mesmo um avião!
  4. não diga ao balconista da sua drogaria que o remédio é para você. Jure, de pé junto, que aquele remedinho pro estômago é pro seu gatinho ou pro seu papagaio;
  5. mas o melhor mesmo é: não adoeça nunca!

Ao final de um ano você verá a economia conseguida.

É ou não é uma boa dica de economia?

Ah! não se esqueça de me enviar 20% da economia que você fizer: afinal, eu não sou veterinário, mas também não sou bobo!

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