10 agosto, 2006

Sopa ou salada?

Até um deputado banana consegue um assessor que aceita ser laranja. Recebe o tutu, sem mesmo corar as maçãs de seu rosto. O povo que pague o pato: que vá às favas! Além do mais, tem de aturar propaganda política, osso duro de roer. Candidatos falam batatas, prometem pão, prometem circo. Tudo farinha do mesmo saco. Difícil escolher.

Aécio e Alckmin reprisam a política do café-com-leite, puxando a sardinha pro PSDB. Dão entrevistas, pomposos, mas se questionados, enchem linguiça, inventam firulas, como quiabo escorregam, inventam mentiras rocambolescas e gato por lebre nos querem vender. Douram a pílula, mas o que se vê é picolé de chuchu. Ou lula requentada, por que não? O certo é que essa política está um angu-de-caroço, intragável! Embananam tudo, fazem marmeladas, atolam o pé na jaca e, ao final, nos servem pizza! É um prato muito indigesto, ora pois!

A moça da TV tem lábios de mel. É mesmo uma uva e com olhos de amêndoa oferece produtos a cada intervalo. Pipocam ofertas e logo compramos. Depois, o que resta? Um tremendo abacaxi: pagar as contas do cartão de crédito, não é? O operário, coitado, come o pão que o diabo amassou. Do salário não sobra sequer um tostão. Se não pagar: cana!

E eu por aqui, queimando o tutano. Não tenho recurso senão inventar: misturo as palavras, invento bobagens, não sei se é salada ou sopa de letras.

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