12 fevereiro, 2008

Peculiaridades: meia dúzia

Meu filho Ângelo acaba de se formar em Medicina Veterinária pela UFMG. Talvez isso seja minha maior aproximação com qualquer espécie de rebanho, seja vacum, seja caprino, seja taurino ou ovino. Também nada tenho a ver com vara de porcos e a manada de veados.
Portanto, não possuo pecus (do latim = gado), não sou pecuarista, nem aqui nem em Santa Rosa do Alto, município desconhecido lá pras ribas de Rio Abaixo.
Pecus (gado) vale muita pecunia (dinheiro). Se é o que me falta, deduz-se que minhas posses pecuniárias são parcas, quase porcas.
É habito de políticos e administradores públicos amealhar pecunia de forma irregular, ilegal, sub-reptícia e até descaradamente desonesta. Conjugam bem o verbo peculiari, principalmente na primeira pessoa do singular (peculior) e são adeptos ao peculato (ato de roubar dinheiro público) e formam, assim, seu peculio (bens particulares, posses, haveres, dinheiro para a velhice e para velhacarias, pois sim!). O dinheiro (pecunia) público, surrupiado (sub-reptum = tirado às escondidas), torna-se peculiar (usado como próprio).
Chegamos, então ao vocábulo em questão: peculiar, que significa inerente, próprio, respectivo. Por extensão, veio a significar o que é predicado de algo ou de alguém, sua peculiaridade.
Dido isso, e esclarecidas quaisquer dúvidas, descubro que não tenho, mesmo, nenhuma peculiaridade. Nada, nadeca, nadinha de peculato, muito menos de pecunia.
De qualquer forma, a Elza pediu, repassando-me um meme, no qual devo descrever meia dúzia de peculiariadades, algo que me seja próprio e me diferencie dos demais. - Ora, direis, tu és Cláudio, nada mais.
Sendo assim, revelo-me:
1a. Não gosto de memes.
2a. Gosto de aprender.
3a. Duvido muito, mas faço.
4a. Quase sempre conto até 10.
5a. Música & fotografia.
6a. Goiabada cascão com queijo canastra.

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