13 julho, 2008

À mesa, num domingo

- Teríamos um bom domingo?

Estava frio, pela manhã. A gente ficou naquela preguiça típica do inverno, tentando manter o calor dos cobertores até o sol garantir sua presença.
O café-da-manhã foi degustado sob forma de iogurte com frutas, pão com queijo canastra passado na frigideira, café pelando a língua e otras cositas más.

A natureza foi lembrar-nos do almoço no meio da tarde, quando ainda bezerrávamos placidamente pela casa, meias grossas nos pés, jornais espalhados, tv, computador, música...

Ângelo deu a dica, pegamos a Renatinha e buscamos o Bistrô, que fica pros lados da Pampulha, pertinho do Mineirão e da lagoa.
Sol plácido, ar puro e paisagem tão aprazível formavam o cenário quando estacionamos em frente à Floricultura Verde Essencial. Explico: o local abriga restaurante, flora e atelier:

Acomodamo-nos na varanda.
A seleção de cogumelos frescos grelhados com ervas, azeite e redução de aceto balsâmico foi a entrada sugerida pela chef Heloísa Barreto:A pièce de resistence seria escolha individual.
Quanto a mim, oscilava entre camarões e salmão grelhado. Este último me pareceu mais consistente, já que prometia a leveza do pescado associada à crosta de gergelin e ervas, guarnição de purê de mandioquinha com creme de espinafre, além da sutileza do shimeji:

A tarde ainda nos brindava com sua cálida energia, o que justificou o sorvete de frutas do cerrado, como sobremesa.
O sol, afinal, deslizou preguiçosmente para o outro lado do mundo, talvez fugindo do frio que descia da Serra do Curral.

- E o domingo foi ótimo!

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