12 outubro, 2009

Pièrre Barouh em BH

Iniciou-se, neste longo fim-de-semana, a Festa da Música, aqui em BH.
Ontem à noite, fui assistir o baixista Rômulo Marques e o cantor francês Pièrre Barouh. Marques é mineiro, radicado no França há anos e formou uma banda especial para os shows daqui, formando com Chico Amaral (sax e flauta transversa), Beto Lopes (guitarra e violão), além de bateria e piano.
Pièrre Barouh tornou-se famoso no final dos anos 60, quando participou do filme "Um homem, uma mulher", de Claude Lelouch.
O romance entre Anouk Aimée and Jean-Louis Trintignant arrebatou corações, o filme foi um sucesso, ganhou o Oscar e a Palma de Ouro em Cannes e se chamou a atenção para a produção musical brasileira, especialmente por causa do "Samba da Bênção", cantado por Pièrre Barouh, com o nome de Saravah.
Aos 74 anos, o então charmoso ator Pièrre Barouh enfrentou a platéia belorizontina, cantou sucessos antigos e, claro, empolgou a todos com o "Saravah".
Muito espontâneo, desceu do palco, circulou entre o povo, ganhou aplausos e distribuiu simpatia. Os mais jovens, claro, se admiraram com muitos cinquentões e sessentões na platéia que acompanharam o galã de tanto tempo atrás, ainda charmoso com sua cabeleira branca, sorridente e informal.
Pièrre Barouh cumprimenta a platéia na Praça do Papa, em BH - Foto by Cláudio Costa.



Talvez a grande contribuição de Pièrre Barouh tenha sido a 'descoberta' da música brasileira, registrada no documentário maravilhoso que fez, em 1969. Aparece até o Pixiguinha.



Trecho do documentário Saravah:

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