06 março, 2011

Dourada ao molho mediterrâneo

Esquina de BH durante o Carnaval 2011 (Photo by Claudio Costa)
Pode ser Carnaval, mas a cidade de Belo Horizonte não sabe o que venha a ser 'tríduo momesco'. A prefeitura insiste em oferecer desfile de escolas de samba. Tudo bem, há quem acredite na existência de tais grêmios recreativos por estas bandas e, pior, há quem goste. 
Falam de desfiles a ocorrer em improvisado sambódromo, cuja localização desconheço e de que, por sorte, estou longe.
O silêncio por aqui é um prêmio para quem deixou de viajar, enfrentar horas de engarrafamento e tensão pelas rodovias mortíferas. 
- Estás pessimista, dirão alguns.
- Estou é feliz, retrucarei.


Para enriquecer mais ainda o momento de tranquilidade, resolvemos (Amélia e eu) testar esta receita.
Filé de dourada (Photo by Claudio Costa)
Começamos fatiando filés de dourada (dourada é do mar, dourado é de rio - aprendi) e empaná-los  em farinha de trigo temperada com sal e pimenta-do-reino.

Enquanto o peixe absorvia o tempero, preparamos os ingredientes do molho mediterrâneo: tomatinhos italianos partidos ao meio, azeitonas pretas, champignons, alcaparras, alho, manjericão. Tudo foi refogado rapidamente numa boa porção de azeite extra virgem, corrigindo o tempero com pitadinhas de sal.
Molho Mediterrâneo (Photo by Claudio Costa)

O aroma espalhou-se para além da cozinha, dando-nos a certeza de que atingiríamos o estado-de-arte já na primeira tentativa. 



Hora de "selar" o peixe. 
Depositamos cuidadosamente os nacos empanados de dourada numa frigideira de ferro, bem aquecida com duas colheres de azeite.
Bastaram dois minutos de cada lado para que chegassem ao ponto.

Abrimos um Trumpeter Carbenet Sauvignon, produzido pelos hermanos argentinos. Um bom tinto cujo aroma anunciava ótima qualidade, o que se comprovou na textura aveludada e sabor marcante. 
- Vai harmonizar com o peixe ao molho mediterrâneo, pensei.

Com efeito, o ato seguinte foi atender ao apetite que se aguçara com tantos estímulos:

Dourada ao Molho Mediterrâneo (Foto by Claudio Costa)
A sobremesa (ninguém é de ferro!) ficou por conta da Amélia, que nos serviu  delícia rara: compota de jabuticaba, adquirida no Mercado Central de Belo Horizonte.  Quem quiser que procure por lá, pois os tesouros demandam sacrifícios, dizem os filósofos.
Compota de jabuticaba, servida com sorvete de creme (Foto by Claudio Costa)

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