08 junho, 2008

NONADA

Vou falar de vezvez: saímos hoje, Amélia, Ana Letícia e eu sonhejando comer pães-de-queijo e broinhas de fubá no Mercado Central de Belô. Colominhando entre a aravia dos corredores, chegamos logo às barracas de queijo, ainda de mãvazias. Ah! vislivi um canastra meia-cura, provei um pedacim e desmedi satisfação:

- Será pura sonhice ou é existível sabor tão penetrante?

Fechabri os olhos, para melhor sentir, disquirindo sabores e aromas. Pois foi. Amélia suputou quantidades e mandamos pesar um dos:

- É pra preparar uns pãozim-de-queijo...

Desfechei o bolso, pois que carecia pagar. Ela ainda refalou:

- Polvilho bom é Marinez.

Aos pouquinhos, a matlotagem se completou.

Beiradeando os corredores dos botecos, passamos por entre gaiolas onde tintipiava a passarinhada em turbulindo. No Café Dois Irmãos, tradicional ponto de paragem, nãostante ainda com lembranças do almoço, uma pedida:

- Um cafezim com broinha!
- Perfeitamém, ossenhor, perfeitamém.

Pois a mocinha deu e redeu, pois impossível desquerer mais e mais.
- Essezim, sim, que é cafezim, cujo Minas Rio era o nome.

Hora dirembora. Lá fora, o lusfús, a tocar Ave Maria.

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Tudo isso aí é brincadeira pura: arremedo, sim. Embaralhei palavras de João Guimarães Rosa com a ajuda de Marco Aurélio Baggio.
É que a Editora Santa Clara, do amigo ZéMaria, acabou de publicar-lhe "Um abreviado do Grande Sertão:Veredas".

Baratim, baratim: é só pedir pelo telefone 31.3391-0644 ou pelo e-mail: lithera@lithera.com.br

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Se lhe apetece
Guimarães Rosa, visite o blog do João Rosa Neto:
Riobaldo & Diadorim.


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