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04 julho, 2010

Bairro Santa Lúcia-Belo Horizonte-MG (Photo by Cláudio Costa)
Muito já se disse sobre a localização geográfica de Belo Horizonte. 
Atribui-se à Serra do Curral, aquelas montanhas ao fundo da foto, a capacidade de proteger a cidade de uma possível onda de poeira radioativa, caso o sul do país fosse bombardeado com bombas atômicas! Quanto ao clima, realmente é muito bom - ou melhor, era ameno até chegar desenfreada verticalização. Mas, no geral, devido à altitude média de 900m, conseguimos noites amenas quase todo o ano.
Também se critica muito o traçado quadriculado da malha urbana, que se impõe desde a fundação, independente dos vales e morros. Acontece de nos depararmos com ruas interrompidas por barrancos intransponíveis, ladeiras íngremes e a sucessão de vales e montes: aos poucos, implantaram-se avenidas nos vales, acompanhando o curso de riachos que descem das serras, agora canalizados e recapeados, que nem mesmo os habitantes conhecem. De quando em vez, uma tempestade mostra a realidade: transbordamentos, destruição, barro.
A foto do Bairro Santa Lúcia, aí em cima, mostra a recente expansão morro acima, região sudoeste da cidade, próximo aqui de casa. Lá no alto já temos o Belvedere, onde fica o mais famoso shopping (BH Shopping) e a saída para Nova Lima e Rio de Janeiro (BR-40). Embaixo, São Bento e Barragem Sta. Lúcia. A encosta, íngreme, foi loteada e os prédios já brotaram, da noite para o dia...
Há muito o que mostrar desta cidade que me acolheu. E muito para você ver.

27 junho, 2010

Domingo na praça

Dei uma passadinha na Praça da Liberdade, agora há pouco. Pretendia ver uma feira sobre 'qualidade de vida', algo assim e, de lambuja, assistir ao Marcus Viana com show programado pras 18h.
Não vi nem uma nem outro: a feira estava já com stands desativados enquanto Marcus e banda não compareceram. 
Explicou-me um rapaz da produção que, na sexta-feira, com o grupo pronto pra iniciar a apresentação, o Corpo de Bombeiros interditou o espetáculo. Não soube explicar-me o motivo, mas tanto o público quanto o Marcus ficaram putos da vida. Dou-lhes razão, a não ser que estivesse a jorrar gasolina das fontes luminosoas  e os fumantes jogassem cigarros em brasa nas águas murmurejantes (nunca as vi murmurejar, mas é assim que se diz, não?).
Tempo agradável e ambiente festivo animaram-me a caminhar sob as palmeiras imperiais da alameda central, aquela que termina defronte ao Palácio da Liberdade. Estava iluminado, bem assim:
Palácio da Liberdade-BH (Photo by Cláudio Costa)


O palácio já não é mais a sede do governo de Minas, desde que o ex-governador inaugurou seu legado aos pósteros, a Cidade Administrativa, projetada por Niemeyer. Fica na região norte, às margens da rodovia BH-Confins, onde está o Aeroporto Tancredo Neves, mais conhecido como "o de Confins". 
Passei por lá outrodia. Fiz uma paradinha estratégica no acostamento, saquei da SonyN1 e cometi esta foto aqui:
Cidade Administrativa-BH (Photo by Cláudio Costa)
Como se vê, ao estilo neo-clássico sucedeu o moderno, embora a política em Minas seja mais barroca e tinhosa.
Não seria necessário, porém, uma distância de 10km entre a Praça e a Cidade Administrativa para que o neoclássico se contrastasse ao moderno. Ali mesmo, ao lado do Palácio, Niemeyer marcara sua presença há mais de 50 anos, quando nos deixou o edifício onde o avô do mesmo ex-governador que mandou edificar a tal Cidade. Hoje mesmo, o edifício estava assim:
Praça da Liberdade-BH (Photo by Cláudio Costa)

Como vês, foi um passeio sem feira e sem música, mas rendeu as fotos e este post. O melhor, talvez, tenha sido a chegada em casa, quando tomei um café-au-lait com bolo de banana, aveia, passas  e castanhas, confeccionado pela doce Amélia:
Bolo de Banana com aveia, passas, frutas secas, by Amélia (Photo by Cláudio Costa)

03 setembro, 2009

Serra do Rola Moça


3abr05SerraRolaMoça7, upload feito originalmente por ClaudioCosta.

A serra do rola-moça

Mário de Andrade




A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...


Eles eram do outro lado,
vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
o noivo com a noiva dele
cada qual no seu cavalo.


Antes que chegasse a noite
se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
e se puserem de novo
pelos atalhos da serra
cada qual no seu cavalo.


Os dois estavam felizes,
na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.


A Serra do Rola-Moça
não tinha esse nome não.


As tribos rubras da tarde
rapidamente fugiam
e apressadas se escondiam
lá embaixo nos socavões...


Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
cada qual no seu cavalo,
e riam. Como eles riam!


E os risos também casavam
com as risadas dos cascalhos,
que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.


Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.


Faz um silêncio de morte,
na altura tudo era paz ...


Chicoteado o seu cavalo,
no vão do despenhadeiro
o noivo se despenhou.


E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.

14 dezembro, 2008

111

Cento e onze anos completou Belô, dia 12/dez.

Igreja S. Francisco - Pampulha - BH

É uma jovem cidade, com belezas e mazelas, tão nova e tão cheia de problemas: trânsito, falta de transporte público digno, diferenças sociais gritantes. Mas é época de festa e a cidade tem lá seu lado bom, bonito, arrumado, moderno e "mineiríssimo".


Edifício projetado por Oscar Niemeyer - Praça da Liberdade - Belo Horizonte-MG


Acolheu-me há décadas. Aqui me formei, casei, tive filhos. Aqui me sustento. Não diria que já sou belorizontino, pois Nova Era ainda está em mim: menino do interior, carrego lembranças e emoções, saudades do meu pai e minha mãe que lá estão, dos irmãos, parentes.
Mais fotos AQUI.

13 setembro, 2008

Flower at night


Flower at night, upload feito originalmente por ClaudioCosta. Foto: by Cláudio Costa.

No repente: 

um olhar

 uma idéia

uma foto

Sob o negrume do céu
Em cálida noite
a Flor

15 agosto, 2008

Em breve: mais um empreendimento...

Nas últimas semanas observei movimento de pessoas num terreno próximo ao nosso prédio. Estava todo tomado pelo mato, a ponto de servir de pasto para uns cavalos que pertencem a charreteiros que teimam em trabalhar com recursos de outros tempos.

O bairro tem uma parte baixa e uma parte alta, esta que habitamos. Quem mora em cidades planas não imagina o que é nossa rua: íngreme, muito íngreme. Confesso que nunca a subi a pé!

Belo Horizonte sintetiza, assim, a própria geografia do Estado e suas avenidas percorrem vales onde, antes, corriam riachos e ribeirões. As ruas do plano inicial da cidade foram traçadas a régua e esquadro, ignorando totalmente os acidentes geográficos: algumas são intransitáveis! Entretanto, há certa beleza nessa paisagem acidentada e diversa, que alguns comparam com San Francisco-CA, por exemplo.

O certo é que a especulação imobiliária nunca tem fim e prédios são construídos em locais improváveis, já que os recursos de engenharia atendem ao desejo de se habitar bairros mais centrais.

Pois o nosso bairro, o Gutierrez, é assim: começou no fundo de um vale, atendendo à classe média no final da década de 50. Pouco a pouco evoluiu morro acima, onde terrenos valiosos e novos prédios foram erguidos, alguns até luxuosos.

O movimento no terreno ali ao lado, finalmente, fez sentido: eram agrimensores com seus teodolitos e planilhas. Imaginei: vem mais um prédio, aí.

Finalmente, uma incorporadora, qual conquistadores de outrora, fincou suas bandeiras amarelas no perímetro extenso do quarteirão. Teremos vizinhos:

08 junho, 2008

NONADA

Vou falar de vezvez: saímos hoje, Amélia, Ana Letícia e eu sonhejando comer pães-de-queijo e broinhas de fubá no Mercado Central de Belô. Colominhando entre a aravia dos corredores, chegamos logo às barracas de queijo, ainda de mãvazias. Ah! vislivi um canastra meia-cura, provei um pedacim e desmedi satisfação:

- Será pura sonhice ou é existível sabor tão penetrante?

Fechabri os olhos, para melhor sentir, disquirindo sabores e aromas. Pois foi. Amélia suputou quantidades e mandamos pesar um dos:

- É pra preparar uns pãozim-de-queijo...

Desfechei o bolso, pois que carecia pagar. Ela ainda refalou:

- Polvilho bom é Marinez.

Aos pouquinhos, a matlotagem se completou.

Beiradeando os corredores dos botecos, passamos por entre gaiolas onde tintipiava a passarinhada em turbulindo. No Café Dois Irmãos, tradicional ponto de paragem, nãostante ainda com lembranças do almoço, uma pedida:

- Um cafezim com broinha!
- Perfeitamém, ossenhor, perfeitamém.

Pois a mocinha deu e redeu, pois impossível desquerer mais e mais.
- Essezim, sim, que é cafezim, cujo Minas Rio era o nome.

Hora dirembora. Lá fora, o lusfús, a tocar Ave Maria.

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Tudo isso aí é brincadeira pura: arremedo, sim. Embaralhei palavras de João Guimarães Rosa com a ajuda de Marco Aurélio Baggio.
É que a Editora Santa Clara, do amigo ZéMaria, acabou de publicar-lhe "Um abreviado do Grande Sertão:Veredas".

Baratim, baratim: é só pedir pelo telefone 31.3391-0644 ou pelo e-mail: lithera@lithera.com.br

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Se lhe apetece
Guimarães Rosa, visite o blog do João Rosa Neto:
Riobaldo & Diadorim.


27 fevereiro, 2008

Coisas de Beagá

O fusquinha estacionou em frente ao meu local de trabalho, ontem pela manhã. O dia amanhecera chuvoso, mas o carro estava limpinho, denotando os cuidados dispensados pelo dono. Nunca o vira anteriormente e chamou-me a atenção pela pintura e pelo ano de fabricação. Os passantes dedicavam um minuto de sua pressa para admirar o modelito muito simpático. Lembrou-me a instalação artística com os fuscas do Centro de Arte Contemporânea de Inhotim.


Já a foto abaixo vai rodar meio mundo, não pela ameaça em si, mas pelo inusitado da mídia escolhida: uma faixa defronte à loja do tal Ricardo. Ou seria do Ricardão? O EM de hoje a publicou na coluna de notas sobre a jeunesse dorée belorizontina. Já circula como spam em e-mails. Autoria da foto: MTCorreia/EM. Pág. 3, caderno Cultura, Jornal Estado de Minas. 27.2.08


A pergunta é: o que você faria se fosse o noivo?

22 dezembro, 2007

E F E M É R I D E S

Bolo de chocolate e cerejas, com creme ganache: Arte da Amélia. Foto by Cláudio

1. Ontem foi o aniversário da Ana, filhota. A proximidade com o Natal torna o mês de dezembro mais cheio de festividades. Ana não deixou por menos: festa no trabalho, festa-show na Utópica Marcenaria, com direito a show da Banda Copo Lagoinha e presença de amigos e amigas e, last but least, um almoço aqui em casa, preparado pela Amélia, claro! Vieram: tio Clóvis & Consola, tia Zilah, tia-madrinha Rosa, prima Adélia, amigas Gil, Renata e Manuela, o mano Ângelo & sua Renatinha. Ou seja, o apê se encheu de gente e de alegria. Filhota, parabéns!

2. Outro dia foi a inauguração da "árvore-de-natal-da-Lagoa-da-Pampulha". Parece que já está virando tradição. Começou no Rio -Lagoa Rodrigo de Freitas-; São Paulo construiu a sua no Ibirapuera e, agora, Beagá entra no esquema. Há patrocínio comercial, claro, mas não deixa de ser mais um motivo para a gente circular pelos lados da Igrejinha da Pampulha. Pelas
fotos que vi, parece que a "deles" está mais bonita, mesmo! A vantagem é que essas imensas estruturas são flutuantes e temporárias. A Ana aproveitou uma foto minha e colocou como banner no Mineiras, Uai!. Ficou bonito.

Árvore de Natal na Lagoa da Pampulha-BH. Fotos & composição by Cláudio Costa. Ver mais.

09 dezembro, 2007

Oscar Niemeyer e eu

As comemorações do centenário de Oscar Niemeyer se fizeram ao longo deste ano. Mesmo quem não tem interesse especial em arquitetura se depara, cotidianamente, com referências às obras do aclamadíssimo arquiteto.

Foi Juscelino Kubitschek, prefeito da capital mineira na década de 40, quem abriu espaço para Niemeyer, entre nós: convocou-o para transformar a Lagoa da Pampulha em atração turística. Oscar projetou, então, o Iate Clube, o Cassino, a Casa do Baile e a Capela de São Francisco de Assis. Dez anos depois, já governador, JK faz outro mutirão de obras e, novamente, convoca o já consagrado arquiteto. Novas obras são construídas: o Colégio Estadual de Minas Gerais (1954), a Biblioteca Pública (só terminada mais tarde), o Edifício Niemeyer (1955), o Banco Mineiro da Produção, hoje Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), a Escola Técnica da Gameleira e o Conjunto JK. (Veja o vídeo desta reportagem (8min) da GloboMinas). Para ver fotos, plantas e descrição das obras em BH, clique aqui.

Niemeyer, entretanto, não é unanimidade. Alguns criticam a repetição de fórmulas ou mesmo o que chamam de hostilidade do ambiente de moradia e trabalho e, até mesmo, o uso que dele fazem alguns políticos: ao invés de promoverem concursos fazem a contratação direta do arquiteto e se blindam contra críticas.

Quando universitário, morei por quatro anos num apartamento criado pelo Oscar Niemeyer! Uma caixa de vidro e cimento, com janelões voltados para o norte, inundada de sol durante o inverno e de luminosidade ofuscante o ano inteiro. Os corredores imensos, totalmente dependentes de iluminação artificial, são desafio para os claustrofóbicos. Trata-se do enorme Conjunto JK, uma "cidade" com 5.000 habitantes! Habitei o nono andar do bloco mais baixo (24 andares). O espigão tem 36. A foto abaixo fala por si:



Apesar disso, gosto muito das 'invenções' de Niemeyer e me surpreendo cada vez que me deparo com suas obras. Em Curitiba, visitei o Museu Oscar Niemeyer de onde recebi, outro dia, um pedido inusitado: querem reproduzir algumas fotos minhas da Igrejinha da Pampulha. Viram-nas no meu álbum do Flickr, disseram que estão ótimas e ilustrarão uma revista especial sobre Niemeyer! Claro que autorizei e aguardo, ansioso, receber um exemplar.

Àqueles que visitarem nossa cidade, fica o convite: além do pão-de-queijo, do quiabo-com-angu e de muita prosa, conheçam também a BH de Niemeyer.

31 outubro, 2007

A Town Where All the World Is a Bar

Os belorizontinos têm orgulho de descrever sua cidade como a "capital brasileira do bar" - the bar capital of Brazil, no dizer da reportagem do caderno Travel, do New York Times:

O artigo de SETH KUGEL provocou reações ambivalentes em muitos de nós, pois fala com todas as letras que Beagá é quase completamente desconhecida fora do Brasil, apesar de ser uma metrópole. Assim explica a desimportância da capital de Minas:

Its international anonymity was born of no coastline and thus no beaches, no famous Carnival and thus no February madness, and no big attractions save a few buildings designed by Oscar Niemeyer that pale next to his famous works in Brasília.

A gente não tem praia, não tem Carnaval e nem grandes atrações, a não ser uns poucos edifícios projetados por Niemeyer! Caramba! como é ruim escutar/ler isso no NYT. A gente quer só elogios, a gente às vezes se acha... Quequiéisso? Yes, nós temos barzinhos, botecos, Mineirão, Pampulha, serras, cachoeiras, museus... Mas o dedinho na ferida tá doendo: - Vocês não têm praia! - O carnaval em BH não existe! (tudo verdade, sniff, sniff).

E agora? penso eu: como vou convencer os gaúchos Milton e Afonso a retribuir minha visita aos pampas? Como vou alardear meu bairrismo pros quatro cantos do mundo? E tantos outros blogueiros que sonham em vir provar de nossas delícias, da "comida di buteco", do queijo canastra, da pinguinha da roça?

Ah! mas o SETH KUGEL, ressalta a menina-dos-olhos do belorizontino, o Mercado Central. É, realmente, imperdível. Cita o nome de alguns barzinhos e faz recomendação especial à região de Macacos.

Finalmente, aos que se abalarem do hemisfério norte para conhecer a "capital dos bares", há um minidicionário básico, pra gringo nenhum ficar sem sua geladinha:

Cerveja (sare-VAY-zha): beer;

Garrafa (ga-HAHF-ah): bottle;

Chopp (SHO-pee): draft beer;

Mais uma!: I’ll have another!;

Desce mais uma rodada: One more round;

Saideira (sah-ee-DARE-a): One last round.

Sugiro que esta conversa continue regada a uma cervejinha com tira-gosto mineiro em um dos 12 mil bares da cidade. Ou já são 15 mil?

15 agosto, 2007

BH by night


BH by night
Upload feito originalmente por ClaudioCosta
Um jantar na Churrascaria Porcão já é um acontecimento. Dizer que minha atenção se dividiu entre as iguarias e a paisagem noturna não é um exagero. Bem embaixo, o bairro São Bento. À esquerda, Sion. A via iluminada que vai da esquerda para a direita é antiga BR-3, que liga BH ao RJ.
E a vida continua...

31 julho, 2007

Amanhecer sobre Pampulha



O sol explodiu prateado sobre as águas calmas da Lagoa da Pampulha,
nesta manhã de terça-feira.

Nada relembra o agito da metrópole.

As flores acordam rubras e detêm meu olhar.

Impossível ficar indiferente diante de tanta beleza.

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Mais fotos aqui.

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E aproveitando o inverno, que tal seguir esta receita de Bette Keefer, publicada pelo Itiro?

Ontem à noite, na festa de confraternização da Olimpíada dos Veteranos, no Centro de Convenções que fica no Holiday Inn, em Sheridan, uma das atletas homenageadas foi Bette Keefer, uma simpática senhora de Windsor, Colorado, de 93 anos, a participante mais idosa dos jogos. Ela participou nos 100 m rasos e no boliche. Ela caminhou até a mesa de prêmios, toda sorridente e elegante, de saltos (!) e quando perguntada sobre o segredo de sua longevidade, respondeu toda faceira e com um sorriso malicioso: Chocolate (de preferência Dark Chocolate) e sexo!

Se você pretende seguir a receita, não se esqueça que antes do chocolate e do sexo você tem nadar 100m rasos e jogar boliche...

29 julho, 2007

Passeio por Belo Horizonte



A manhã fria (18 °C), porém ensolarada, convidou-nos (Amélia e eu) a um passeio por Belo Horizonte. Caminhamos contra o vento, sem lenço nem documento. Acompanhe-nos, por aqui.

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Updates:

Domingo à noite --------------------------------- Hoje, segunda, pela manhã:

19 julho, 2007

Balaio de Gatos e Gatas

Que Belo Horizonte é a capital mundial dos botecos, todo mundo sabe. Aqui acontece, há anos, o festival gastronômico Comida di Buteco, que movimenta a saudável boemia dos sem-praia: programa garantido é ir a um barzinho.

A palavra barzinho concentra todo e qualquer estabelecimento com mesas internas ou espalhadas na calçada e uma infinita variedade de tira-gostos, para todos os gostos e bolsos. A cerveja tem de estar geladíssima, o atendimento tem de ser de primeira e a comida é atração especial de cada um.

Natural, pois, que o Idelber e Ana Maria Gonçalves nos convocassem para o encontro dos blogueiros no Balaio de Gato. Éramos blogueiros e blogueiras, daí já me considerei um gato e saltei dentro do balaio.

O encontro foi ontem, plena quarta-feira. Dia útil, e daí? Todo dia é dia de boteco na capital das alterosas!

O local é super simpático, misto de barzinho e bazar de artesanato, badulaques, enfeites, lembranças, antiguidades, quadros, roupas, luminárias. Você acha de um tudo.





Quando chegamos, Amélia e eu, a mesa já estava composta dos gatos e gatas, blogueiros mineiros: Idelber e Ana Maria Gonçalves, Letícia e Fernando Lara, Juliana Mothern Sampaio, Fernanda Fefê e Maurício. Pouco depois chegou Ana do MineirasUai!
Então, estávamos lá:
  • Juliana Sampaio, uma das duas Mothern, sucesso de blog e TV (GNT).
  • Ana Letícia, filhota nossa, representando todas as Mineiras, Uai!

  • Letícia Marteleto, nossa professora demógrafa na Universidade de Michigan (USA), descreve suas aventuras no Letícia na Web, além de ser mãe da Helena e esperar mais um filhote do:

  • Fernando Lara, também nosso professor na Universidade de Michigan (USA), que ensina arquitetura, fala de espaços e de tudo o mais em Parede de Meia.

  • É claro que este que vos fala estava muitíssimo bem acompanhado pela primeira dama do Pras Cabeças, meu bem-querer Amélia.
Foi um encontro delicioso: a empatia e camaradagem nos irmanaram imediatamente. Em minutos, já estávamos íntimos, quase que descobrindo parentescos. Descobrimos amigos e referências comuns, confirmando, mais uma vez, que este mundo é muito pequeno. Mas nossa alma, ah!, nossa alma é enorme!

Eis os gatos e as gatas da noite:

Você pode ver todas as fotos do Balaio bem aqui.

08 julho, 2007

BH by night

BH by night por ClaudioCosta

Vista noturna de Belo Horizonte, a partir da casa de uma colega, no Alto Santa Lúcia.

No centro da foto vê-se a avenida Raja Gabaglia, que parte do Bairro Santo Agostinho até o Belvedere: são 7km de avenida, sempre subindo, até chegar ao BHShopping, na saída para o Rio de Janeiro.

Agorinha mesmo, Amélia e eu acabamos de descer por esta avenida, vindos do Salão Chevals, feira de artesanato e decoração no Vale do Sol.

Pra quem está a fim de um bom programa neste julho, um convite: BH tem programação demais, muita cultura, jazz, artesanato, comida boa, frio suportável e o jeito mineiro de ser.

É bom demais ou não?


17 fevereiro, 2007

São Francisco da Pampulha



Pousada às margens da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, a igrejinha de S. Francisco. Quedo-me, mudo.
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11 fevereiro, 2007

Turista em casa


Amélia e eu resolvemos fazer um tour por nossa Belo Horizonte: ontem, à tarde; hoje, pela manhã.

Aproveitamos a caminhada diária (o coração agradece!) e visitamos locais por onde passamos, de carro, com destino e hora determinados.

Pelas janelas do automóvel, as paisagens desfilam céleres . Mesmo que quiséssemos usufruí-las, o estresse do trânsito não nos permitiria reduzir a velocidade, fotografar, respirar cultura. Qual nada! Ficamos de olho na pista, nos retrovisores, atentos aos sinais. É preciso suportar até os mal educados.

Vez por outra um comentário:
- Olha! como está bonita a Pampulha!
- Vamos trazer nossas visitas aqui, um dia...
- Como Belo Horizonte cresceu!
- Que pena, quanta sujeira, quanta pichação nas casas...
O diálogo pontua o caleidoscópio intinerante, nem sempre agradável de se ver.

Muitas vezes, somos surpreendidos pela tonalidade das copas das árvores, pelo colorido das florzinhas amarelas de sibipurunas ou pela explosão dos ipês - roxos, amarelos, rosas!

Após dias de chuva, como é gostoso deixar-se levar pelo azul do céu, no qual as nuvens brincam de assumir formas infinitas, ora carneirinhos, ora monstros medonhos, ora fiapos de lã prateada pelo sol poente.

- Vamos passear?
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