04 setembro, 2006

Jamie Cullum em BH

Quiseram os deuses que eu tenha sido premiado com um par de convites para o show de Jamie Cullum, hoje, no Chevrolet Hall!!!

Já me considerava "abençoado por Deus e bonito por natureza" (desconsiderem a segunda parte, please!) e o destino não me decepcionou: na quinta-feira fiz a inscrição pro sorteio via internet; na sexta-feira a Ana Letícia me liga:
- Paiê, você foi sorteado.
- Sorteado pra que, minha filha?
- Uai, pro show do Jamie Cullum!
- Beleeeeza! e pra pegar os convites?
- Tem de ir na sede do Estado de Minas até 18h de hoje.
- Nossa, minha filha, e agora? Tô aqui no consultório, não vai dar.
Daí a pouco ela telefona de novo:
- Olhaqui, pai, consegui lá que reservassem até 2a. feira.
- Tá bom! Segunda eu pego.
O diálogo não podia ser tão expansivo quanto merecia o assunto, mas é que estava atendendo um cliente, cês compreendem, né?

23:45h - O certo é que acabamos de chegar do show, Amélia e eu - claro!
O rapaz é criativo, espontâneo e muito doido - no melhor sentido da palavra. Teve a coragem de dar roupagem nova a alguns standards do jazz, sem perder a técnica refinadíssima. "Estraçalha" ao piano!

Algumas de suas músicas já tocaram em novelas globais, mas isso não lhe tira o mérito. Concordo com a jornalista Mariana Peixoto, do Caderno de Cultura do EM:

Pop ou jazz? Cullum usa o melhor dos dois mundos. No álbum de estréia, Pointless nostalgic (de 2002, que a Deckdisc, aproveitando a turnê brasileira, lança agora no país), gravou os irmãos Gershwin (It ain’t necessarily so) e Radiohead, hoje a banda mais influente da música pop (High and dry). No segundo, Twentysomething (2003), repetiu o feito, já sob a égide de uma major – a Universal, que lançou em edição nacional seus dois mais recentes CDs. Dessa vez, atacou, de um lado, com o clássico Singin’ in the rain (outra que acabou indo para o horário nobre, na trilha de Senhora do destino), e, do outro, de Jimi Hendrix (The wind cries Mary) e Jeff Buckley (Lover, you should’ve come over). Ter se tornado conhecido por meio de versões de forma alguma tira o mérito de Cullum. Como poucos, ele conseguiu dar frescor a canções bastante conhecidas. Mais do que isso, teve batuta suficiente para dar a sua versão para músicas cujas gravações anteriores pareciam definitivas.

Fiz três filminhos de 90 segundos cada, que colocarei no YouTube quando tiver tempo. Algumas fotos vou mandar pro meu álbum e depois compartilho aqui. Por enquanto, eis aqui o par de convites, muito bem aproveitados:

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