04 novembro, 2007

Convicção

O fato é verdadeiro, assegura-me a fonte. Conto o milagre, mas não dou o nome do santo:
Na quarta à noite (31.out), um avião da TAM decolou de Curitiba, lá pelas 23 horas, com destino a Porto Alegre. Logo que saiu do chão, começaram os problemas: o piloto não conseguiu recolher o trem de pouso e decidiu voltar para consertar as tais rodinhas.
- Vamos pousar novamente, avisou o comandante. Antes, porém, voaremos em círculos para gastar todo o combustível, por precaução. Mantenham-se calmos. Espero que não haja problemas.
Os passageiros não contiveram sua apreensão, que logo se transformou em ansiedade e chegou à beira do pânico. Uns reagiram com choro; outros, com terror e um grupo, que parecia ser de uma mesma Empresa, resolveu fazer uma reza coletiva.
Oravam em voz alta. O tempo passava, nada de o avião descer. Lá fora, tudo escuro, nem mesmo as luzes da cidade eram avistadas.
O burburinho aumentava e alguém gritou:
- Calma aí, gente! Vamos fazer uma reza coletiva. Todo o mundo de mãos dadas, que é pra fazer uma corrente de energia positiva! Se a fé remove montanhas, porque não pode segurar um avião no céu?
Tudo ia bem, até que um passageiro recusou-se a dar a mão. Pressionaram o homem:
- Dá a mão, ô ateu, senão quebra a corrente! Você está querendo que aconteça um acidente? Olha lá que Deus castiga!
E o cara firme:
- Não dou, não dou e não dou!
Esqueceram a reza e ficou todo mundo revoltado com o sujeito-que-não-dava-a-mão. Insistiram, insistiram tanto que ele falou:
- Não é porque vamos morrer que vou começar com veadagem.
Gargalhadas explodiram. Esqueceram a reza e as mãos.
Mais alguns minutos, a "aeronave" aterrisou, foi substituida e a viagem recomeçou.
Graças a Deus!

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