15 agosto, 2008

Em breve: mais um empreendimento...

Nas últimas semanas observei movimento de pessoas num terreno próximo ao nosso prédio. Estava todo tomado pelo mato, a ponto de servir de pasto para uns cavalos que pertencem a charreteiros que teimam em trabalhar com recursos de outros tempos.

O bairro tem uma parte baixa e uma parte alta, esta que habitamos. Quem mora em cidades planas não imagina o que é nossa rua: íngreme, muito íngreme. Confesso que nunca a subi a pé!

Belo Horizonte sintetiza, assim, a própria geografia do Estado e suas avenidas percorrem vales onde, antes, corriam riachos e ribeirões. As ruas do plano inicial da cidade foram traçadas a régua e esquadro, ignorando totalmente os acidentes geográficos: algumas são intransitáveis! Entretanto, há certa beleza nessa paisagem acidentada e diversa, que alguns comparam com San Francisco-CA, por exemplo.

O certo é que a especulação imobiliária nunca tem fim e prédios são construídos em locais improváveis, já que os recursos de engenharia atendem ao desejo de se habitar bairros mais centrais.

Pois o nosso bairro, o Gutierrez, é assim: começou no fundo de um vale, atendendo à classe média no final da década de 50. Pouco a pouco evoluiu morro acima, onde terrenos valiosos e novos prédios foram erguidos, alguns até luxuosos.

O movimento no terreno ali ao lado, finalmente, fez sentido: eram agrimensores com seus teodolitos e planilhas. Imaginei: vem mais um prédio, aí.

Finalmente, uma incorporadora, qual conquistadores de outrora, fincou suas bandeiras amarelas no perímetro extenso do quarteirão. Teremos vizinhos:

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