Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
22 dezembro, 2008
Blogs'n soup
18 outubro, 2008
Congresso e amenidades
Congressos são para trabalho, estudo, encontros com um milhão de colegas e centenas de ex-alunos, muitos deles espalhados por esse país: Florianópolis, Recife, São Paulo, Juiz de Fora, Ceará, interior de Minas, etc.
Mas vir a Brasília teve outro especial sabor, o sabor dos abraços aos amigos Paulo & Letícia e Valdir & Autinha.
No mais, é correr de uma sala a outra, caminhar meia maratona dentro do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, enorme. Além disso, há os stands da indústria farmacêutica, tal como uma feira de parque de diversões, cada laboratório brigando para atrair a atenção dos congressistas para seus produtos. Distribuem material científico, claro, mas repartem brindes, lanches, sorvetes, bugigangas. Também há utilidades, como livros técnicos, vídeos educativos (na área psiquiátrica) e ilhas de conforto onde nos assentamos com os colegas, descansamos as pernas e combinamos o que fazer, à noite, que ninguém é de ferro.
Tudo isso aconteceu de quarta até hoje. À tarde, encerra-se o evento e amanhã estaremos de volta a Beagá.
O intervalo na rotina diária é, igualmente, outra grande motivação para sair por aí, todo ano, cada vez em uma cidade. Ano que vem o Congresso da Associação Brasileira de Psiquiatria será em Sampa. Depois, em Fortaleza.
A ciranda continua, a engrenagem gira e a lusitana roda.
04 maio, 2008
Viagem afetiva
Temos amigos valiosos na capital federal e queríamos estar perto deles e abraçá-los, para além do virtual internético ou dos telefonemas.
Assim, embornal a tiracolo, fomos num pé e voltamos no outro, mas a alegria dos encontros inundou nossos corações.
Primeiro, conhecemos a netinha meio-brasileira e meio-americana de Maria Auta e Valdir, numa festa de segundo aniversário cheia de brilho, balões, brincadeiras e boa conversa. O papai Guga, que vimos ainda de calças curtas, agora é um jovem empreendedor lá nos States. O tempo passa...
No dia seguinte, hora de abraçarmos mermão Paulo e sua Letícia, de quem falei algumas vezes, em especial neste post de 2004.Não era aniversário, mas também rolou a festa, juntou-se a família, filhos e namorado da filha, pois os laços afetivos são antigos e cultivados com encontros ocasionais, férias em conjunto, etc.
14 outubro, 2007
Travessia
- Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo! – só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada.
É o que acontece nas viagens, antevividas desde o sonho e a preparação, a compra das passagens, o roteiro, a esperança ou o desejo dos encontros. A vida é, igualmente, uma viagem e uma travessia, cheia de mistérios e acontecimentos, alegrias e tristezas. Buscam-se para o viver: explicação, sentido, controle, conhecimento, leveza, memória que preserve os bons momentos por meio de imagens e recordações, fotos e lembranças.
Por isso narramos e descrevemos o acontecido, as peripécias, aventuras e vicissitudes, percepções e impressões. E, no narrar, revivemos...
A viagem que encerramos na madrugada de hoje teve muitos objetivos: participar do Congresso de Psiquiatria, passear pela serra gaúcha, comemorar nosso aniversário de casamento e rever amigos.
Para cada ítem caberá diferente linguajar, mesmo que o narrador seja o mesmo. Fatos serão ressaltados de acordo com a pretensa objetividade (jamais plena, bem o sabemos).
Mas a fidelidade que persigo, agora, é falar com alma e coração do Encontro que venceu o éter cibernético e o écran luminescente dos computadores e se concretizou em convivência de amizade. Na Travessia entre partida, chegada e retorno, tivemos histórias, famílias, amizade.
Falar com alma e coração do que experimentei nesses dias em Porto Alegre é tarefa para poetas, daqueles que ultrapassam o simples manuseio das palavras e transformam o vivido em 'universal', retratando o indizível das travessias que são as experiências cotidianas, encontros e desencontros.
Assim, meus caros Afonso e Milton, guardaremos, Amélia e eu, cada momento de convivência, cada chiste e cada abraço, cada delicadeza e a infinidade de sabores.
Ao Milton e sua Cláudia, nosso muito obrigado: compartilharam a própria casa de tal forma que nos sentimos à vontade, velhos conhecidos, amigos íntimos, simples assim.
A foto abaixo ilustra o clima de amizade, fruto de identificações e liberdade: nossas mãos em seus ombros obedeceram a script ditado pelo afeto:
Tainha na Telha (Mercado Central de Porto Alegre-RS)
Mais fotos e palavras belíssimas sobre nossos encontros foram postados pelo Afonso, aqui.
11 outubro, 2007
Micro-notas
1. Consegui dormir a noite toda, de ontem pra hoje, na cama adrede preparada pelo casal Ribeiro-Antonini, num certo quarto amarelo. O segredo de uma boa noite de sono? Leia aqui.
2. O jantar que Madame Antonini preparou é qualquer coisa que somente grand-chefs conseguem produzir: legítimo risoto de camarão e uma surpreendente salada temperada com quelque chose éxotique... segredos, segredos. Se alguém souber como se deliciar e não engordar, conte-me. Ouvi dizer que o importante é 'comer sem culpa'. Tá bão...
3. O D. Afonso já contou nosso reencontro às margens plácidas do Guaíba, que não se sabe se é rio, lago, baía, enseada ou assemelhados. Tem até photographias.
4. Neste momento, Amélia faz um city-tour, enquanto o maridão assiste palestras (ou tecla estas micro-notas). Ninguém é de ferro.
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Azáfama e adrede são palavras buscadas no baú da memória para fazer jus ao linguajar pampeiro... quem for bagual que o diga.
19 julho, 2007
Balaio de Gatos e Gatas
O encontro foi ontem, plena quarta-feira. Dia útil, e daí? Todo dia é dia de boteco na capital das alterosas!
O local é super simpático, misto de barzinho e bazar de artesanato, badulaques, enfeites, lembranças, antiguidades, quadros, roupas, luminárias. Você acha de um tudo.- Idelber Avelar, nosso professor na Universidade de Tulane (USA), a nos servir o imprescindível O Biscoito Fino e a Massa.
- Ana Maria Gonçalves, nossa grande escritora de Um defeito de cor e das 100 Meias Confissões da Aninha.
- Fernanda (Fefê), que se define como "mãe, mulher e menina" no seu Cria-Minha. Com ela, o jornalista Maurício Lara.
- Juliana Sampaio, uma das duas Mothern, sucesso de blog e TV (GNT).
- Ana Letícia, filhota nossa, representando todas as Mineiras, Uai!
- Letícia Marteleto, nossa professora demógrafa na Universidade de Michigan (USA), descreve suas aventuras no Letícia na Web, além de ser mãe da Helena e esperar mais um filhote do:
- Fernando Lara, também nosso professor na Universidade de Michigan (USA), que ensina arquitetura, fala de espaços e de tudo o mais em Parede de Meia.
- É claro que este que vos fala estava muitíssimo bem acompanhado pela primeira dama do Pras Cabeças, meu bem-querer Amélia.
Eis os gatos e as gatas da noite:

Você pode ver todas as fotos do Balaio bem aqui.
15 junho, 2007
Novos Amigos
Durou um átimo e devolvi-lhe a ligação:
O grande Milton, porém, de coração grande e alma generosa, prega-me supresa e tanto ao aparecer sorridente, ainda a tempo de entrarmos juntos: decidiram-se a compartilhar conosco o programa de sexta-feira, ele e Cláudia.
Reconhecemo-nos imediatamente e o virtual cedeu ao real. Tal como acontecera, na véspera, quando abracei Dom Afonso e sua família, no aeroporto.
O jantar foi maravilhoso: o bom humor e a espontaneidade do Milton e da Cláudia logo nos contagiaram e posso dizer, sem exagero, que nossa mesa era a mais loquaz, animada e estrepitosamente gargalhante do lugar.

O cardápio? Massas, of course. Precederam-nas os frios, outra marca registrada do lugar. Fui premiado com o Spaghetti Brody, exuberantemente guarnecido de camarões, champignons, ervas, brócolis... 07 junho, 2007
A Condessa e o Plebeu
Pois que tem alma de aventureiro não se intimida.
Arriei e montei no cavalo ao qual eu chamarei de Fokker 100, da raça TAM. Sacode um pouco, tem selas meio apertadas, veio na base do pinga-pinga (Campinas e Curitiba) e apeei no tal reino, ao sul do equador, mais ao sul do trópico. Setentrional, o reino? Não sou afeito a geografias mas voei pelos céus, sobre montanhas e rios, planícies e outros "acidentes geográficos".
Ao desembarcar, eis que sou recebido por uma condessa, a Condessa Clarissa, acolitada pelo papai e pela mamãe, nobres, todos eles muito nobres.


Palavras não há - socorram-me, poetas e trovadores!
Inspirem-me, musas e ninfas!
Forneçam-me significantes para um significado maior do que eu mesmo, plebeu das grimpas das Gerais, sendo recebido por tão ditoso séquito.


