Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
11 agosto, 2005
10 agosto, 2005
Quequiéisso?
ontem, no interrogatório do Marcos Valério, quando o assunto era o aluguel de dois andares de um hotel em Brasília, pelo ex-sócio do MV, para festas animadas por garotas de programa, o nobre, ilustre e preclaro deputado, Sua Excelência Romeu Tuma, disse:
- Acho que tem muito deputado com mais medo do Surubão do que do Mensalão!
09 agosto, 2005
(Quase) tudo sobre artes
Penha e sua irmã Lourdes são proprietárias do Hotel Atlântico, na Costa Azul de Rio das Ostras. O Atlântico é coisa fina: tem piscina, jardins, um restaurante com pratos deliciosos (principalmente massas), fica na praia mesmo, onde sopra constantemente a brisa e o marulhar das ondas embala conversas prá lá de culturais: pois as irmãs viajaram meio mundo e têm, nas paredes, quadros de artistas, pôsteres de espetáculos da Brodway e off-Brodway, ingressos de teatros e shows, autógrafos de artistas, etc. Há, ainda, uma sala de leitura, biblioteca de literatura e arte, com uma varandinha anexa e o infinito oceano à sua frente...
(Amélia e eu não nos hospedamos no Hotel Atlântico, mas o visitamos três vezes e lá jantamos, servidos elegantemente pela proprietária Lourdes. Sugeriu-nos um Tagliatelli com ervas e Filé de frango grelhado. Acompanhamos com o Merlot bem encorpado, Reserva Especial. Ah... nem te conto.)
No momento em que o homem cria a arte ele passa a dominar a matéria.
08 agosto, 2005
Salão do Livro - não dá pra perder!
Programa obrigatório a partir desta quinta-feira (11/08) é o VI Salão do Livro de Minas Gerais & Encontro de Literatura. Serão dez (!) dias plenos de atividades culturais. Programação aqui!Amélia e eu sempre participamos, visitando stands, assistindo uma palestra ou outra. Comparecemos a lançamentos de livros. Fuçamos tudo!!! Compramos, também: verdadeiras pechinchas, pois quase tudos os livros são vendidos com desconto.
Tropeça-se com autores e com gente conhecida, gente ligada às artes e à literatura-em-especial.
Desta feita, teremos a participação de BLOGUEIROS ILUSTRES:
No dia 12, às 19h30, a mesa Blogs: a literatura e o espaço virtual aborda as novas linguagens literárias e as interações coletivas pela internet. Participam da discussão o jornalista Alexandre Inagaki (SP), a escritora Fal Azevedo (SP) e o doutor em Literatura Latino-americana, Idelber Avelar (BH). A coordenação é do professor e historiador Afonso Andrade (BH).Na foto, o escriba aqui com o "professor" Idelber, num encontro regado a Bohemia (a prova do crime está aí). Foi na Pizzaria Glutões, com a presença de outros blogueiros: a Cynthia Semíramis, o Túlio, o Guto e a Mônica. Mais detalhes aqui.
Essa Mesa Redonda não podemos perder. Estarei na primeira fila !!!
E vocês?
07 agosto, 2005
Além do que se fala: sexo, machismo e outros preconceitos
Somos seres-da-palavra ("parlêttre"), dizia Lacan. Ainda mais: o nosso inconsciente é estruturado pela linguagem. Somos o que falamos (hommelettre = homem letra) Pensamos porque falamos. Somos atravessados pela palavra. As palavras traem. No princípio era o Verbo. Cometa um lapsus linguae e seu desejo inconsciente estará revelado. Morre-se pelo que se diz.Pois bem, eis aqui alguns exemplos de como as palavras formam nosso juízo moral sobre as coisas, estruturam nossos preconceitos e valores acerca da mulher:
- Em alemão, os substantivos são divididos em três gêneros: masculino, feminino e neutro. Mas não deixa de ser curioso que para os alemães a palavra criança seja neutra. Mas classificar como neutra a palavra (Mädchen) que designa menina ou moça, é estranho, não? O mesmo ocorre para esposa (Weib).
- O órgão sexual da mulher pertence ao gênero feminino em todas as línguas latinas, mas no francês, "le vagin" é masculino!
- Na cerimônia de casamento, sempre há recomendações aos noivos: Na Alemanha, o noivo recebe instruções de "amar e honrar" a esposa. Em hebraico, recomenda-se que a noiva "ame, acalente e obedeça" ao marido. No casamento grego, o papel da mulher está bem explícito: "Esta mulher submeter-se-á a este homem". Já na Espanha, o feminismo venceu: "Eu lhe dou uma esposa, mas não uma escrava!"
- Já a lei islâmica dá ao homem o direito de desposar quatro esposas de cada vez, com uma vantagem: para se divorciar, basta que o homem pronuncie, três vezes, a seguinte fórmula: "Taaleka wallahi wa billahi wa tallahi" [Por Alá os laços estão dissolvidos]. Esta fórmula não pode ser usada pela mulher...
- Em espanhol, você não pode usar a palavra "madre" para se referir à mãe de alguém. As expressões "la madre" ou "tu madre" sugerem um insulto, que remete a práticas sexuais questionáveis por parte da mãe da pessoa com quem se fala... Por isso, quando você quiser se referir respeitosamente à mãe de seu interlocutor, não se esqueça de falar "su señora madre" (a senhora sua mãe). Aqui no Brasil, a gente é mais direto e grita logo: "Filho de uma p***!"
- Mas se você quiser externar sua indignação em espanhol - menos em conversas polidas, é claro - grite: "carajo!". "Carajo" é a palavra que indica o membro viril do touro. Antigamente, este apêndice era transformado em chicote para açoitar escravos...
- Agora, se você quiser chamar seu amor de forma poliglota, aprenda:
- Em alemão: mein Schatz = meu tesouro
- Em espanhol: mi sangre = meu sangue (bem dramático, não?)
- Em francês: mon petit chou = meu repolhindo (vai uma saladinha, aí?)
- Em italiano: gioia mia = minha alegria
- Em russo: golubchik = meu pombinho
- Em japonês: tamago kato no kao = um ovo com olhos
- Já o italiano, quando quer lançar um gracejo para uma mulher mais madura, não hesita em dizer: "Vechia ma ancora buona!" = velha, mas ainda boa! (Por nossas bandas, já se cantou: "Não interessa se ela é coroa, panela velha é que dá comida boa!")
Onde aprendi isso? Lendo e me divertindo demais com o livro "As línguas do mundo", de Charles Berlitz. Super interessante! Tenho a 3a. edição da Nova Fronteira, de 1988, há anos e, de vez em quando, abro aleatoriamente e vou lendo. Charles Belitz é neto do famoso fundador das Escolas Berlitz, embora não tanha mais vínculo nenhum com essa instituição.
06 agosto, 2005
Três, quatro ou cinco blogs para começar bem este sábado:
1 - Lúcia Malla - em suas Viagens Virtuais carregando uma Malla pelo Mundo, a gente aprende e aprende...
2- Soié - (foto ao lado) após várias semanas atarefado com as visitas dos filhos e netos e reformando o quintal, meu pai Soié apareceu com novo "causo". Vai lá na década de 50 e recupera um momento pitoresco de sua vida com a eterna namorada, Aparecida... [ A Rosinha Monkees visitou o Soié e deixou este comentário no blog dela: "Ainda falando em idade: o número não importa, o que importa é o estado de espírito. Além do bom exemplo da senhora no café colonial, tive uma surpresa agradável quando cheguei em casa e li os comentários que chegaram ao meu blog. Cláudio Costa, lá de MG, comentou sobre o blog do pai dele, o Sr. Ismael Cirilo, mais conhecido como "Soié"... gente, ele tem 81 anos e bloga!!!!! Eu visitei o blog dele e adorei, parece uma conversa entre amigos... super gracinha!!" O filho, corujão, agradece! ]
3- Nós por nós - a Yvonne fez um post-colagem com os nomes de alguns blogs e blogueiros. Ficou "doido" demais (como dizem). Coisa "pras cabeças", como diz ela... (O nome do blog é: "nospornos". Por isso o computador da instituição onde trabalho não permite que o link seja acessado: o firewall bloqueia qualquer coisa que cheire a porno-grafia!)
4- MineirasUai! da filha Ana Letícia + duas colegas: causos das "meninas" boas de cabeça, etc. e tal.
5- Doidivana - a Ivana tem um jeito todo especial para contar seus casos... o de hoje está ótimo!
Enquanto isso, o presidente da CPI do Mensalão quer mudar o nome para CPI do Suborno. Segundo o gajo, "mensalão é pejorativo", melhor falar "suborno". Pois é, é melhor ser corrupto do que dependente de malas...
04 agosto, 2005
Os corruptos: interface entre a Polícia e a Psiquiatria?
Como se caracterizam essas pessoas ?
Caracteriza-se pelo padrão social de comportamento irresponsável, explorador e insensível constatado pela ausência de remorsos. Essas pessoas não se ajustam às leis do Estado simplesmente por não quererem, riem-se delas, freqüentemente têm problemas legais e criminais por isso. Mesmo assim não se ajustam. Freqüentemente manipulam os outros em proveito próprio, dificilmente mantêm um emprego ou um casamento por muito tempo.
Aspectos essenciais
- Insensibilidade aos sentimentos alheios;
- Atitude aberta de desrespeito por normas, regras e obrigações sociais de forma persistente;
- Estabelece relacionamentos com facilidade, principalmente quando é do seu interesse, mas dificilmente é capaz de mantê-los;
- Baixa tolerância à frustração e facilmente explode em atitudes agressivas e violentas;
- Incapacidade de assumir a culpa do que fez de errado, ou de aprender com as punições;
- Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos, porém improváveis.
Os portadores deste transtorno de personalidade anti-social têm uma característica muito interessante e que lhes convém: a forma aloplástica de defesa adotada diante dos fatores estressantes. Ou seja: tais indivíduos tendem a reagir com frieza, buscando mudar o ambiente ao invés de se transformarem, de buscarem mudanças internas. Assim, atribuem ao meio (aos outros, ao costume, às contingências) os motivos para seu comportamento. Não sofrem e não reconhecem a necessidade de ajuda. Quando se arrependem, fazem-no pelo que "deu de errado" e pelas "consequências" (castigos que porventura recebam), jamais pelo dano causado a outrem ou à sociedade. De maneira geral, são pessoas bastante espertas e inteligentes, com capacidade para urdir tramas, estabelecer vínculos proveitosos e lucrar sempre.
É muito difícil estabelecer um limite nítido entre o que seria uma personalidade "normal" e uma personalidade "anti-social", a ponto de muitos estudiosos defenderem a extinção dessa categoria diagnóstica. Dizem: "é necessário despsiquiatrizar a falta de limite, o crime, a sem-vergonhice. Com efeito, não existem os elementos fundamentais para uma conceituação rigorosa, do ponto de vista do modelo científico adotado pela medicina:
- etiologia (causa do problema): não detectada biológicamente; imprevisível do ponto de vista de antecedentes familiares, psicossociais, educacionais;
- tratamento: não existem medicações específicas para o suposto transtorno;
- substrato neuro-anatômico, neuro-funcional, neuro-hormonal: não existem.
Seja qual for a conclusão, merecem cadeia ou hospício. Se forem para os manicômios, temo pela sanidade e integridade dos loucos.
03 agosto, 2005
É proibido proibir
Copiei e transcrevo o texto abaixo, atribuído ao Paulo Coelho. Não sou lá um admirador do "Mago", mas também não sou cego a ponto de desconsiderar a pertinência de algumas "lições" do auto-intitulado mestre (!). Às vezes, as utopias servem apenas como "sinais" (olha o Paulo Coelho aí!) a indicarem uma direção. Chegar lá pode não ser possível, mas pelo menos alguém se põe a trabalho. "Quando o proibido é proibido
LOGO DEPOIS DE UMA PALESTRA EM Haia, na Holanda, um grupo de leitores se aproximou. Eles queriam que visitasse a cidade onde vivem, já que, garantiam-me, ali estavam fazendo uma experiência única na Europa.
Estou vacinado contra “experiências únicas no mundo”, mas, ao mesmo tempo, adoro conversar com desconhecidos. Marcamos para o dia seguinte cedo, pois meu vôo para Paris saía apenas no final da tarde.
Os leitores — duas moças e quatro rapazes, que se comprometeram a me deixar no aeroporto assim que eu tivesse visto algo “único na Europa” — levaram-me até a cidade de Drachten. Saímos do carro, eles beberam cerveja, eu tomei um café. Olhavam-me surpresos, mas eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Depois de algum tempo, um deles perguntou:
— Não reparou nada diferente?
Uma cidade pequena, bonita, com gente andando pela rua, em um outono que ainda parecia verão. Fora isso, igual a todas as outras cidades que conheço no mundo. Eles pagaram a conta, atravessamos a rua para ir a outro bar, pediram que olhasse de novo — e continuei achando Drachten muito simpática, e muito igual ao resto da Europa.
— Você me decepcionou — disse uma das moças. — Achei que acreditava em sinais.
— Claro que acredito.
— E você viu algum sinal aqui?
— Não.
— Pois é justamente isso! Drachten é uma cidade sem qualquer sinal!
Seu namorado completou:
— De tráfego!
De repente, dei-me conta que eles tinham absoluta razão: não havia a famosa placa “stop”, as faixas de pedestre, as marcas de cruzamento e de “ceda a passagem”. Não havia um só aparelho daqueles que chamamos de sinais, ou semáforos, com suas luzes vermelhas, amarelas e verdes! E, para minha surpresa, nem sequer existia a divisão entre a calçada e a rua. O movimento estava longe de ser pequeno: caminhões, carros, bicicletas (onipresentes na Holanda), pedestres, todos pareciam estar perfeitamente organizados no meio de um lugar onde não havia nada para colocar ordem no trânsito. Em momento algum ouvi um impropério, escutei freadas súbitas ou buzinas ensurdecedoras.
No caminho para o aeroporto, eles me contaram um pouco mais sobre a experiência, que — preciso concordar — é realmente singular. A idéia nasceu de um engenheiro, Hans Mondermann (site em inglês). Ele trabalhava para o governo holandês na década de 70, quando começou a pensar que a única maneira de diminuir o crescimento constante de acidentes era dar ao motorista total responsabilidade pelo que fazia.
Sua primeira providência foi diminuir a largura das estradas que passavam por vilarejos, usar tijolos vermelhos em vez de asfalto, tirar a linha central que separa as duas mãos, destruir os meio-fios, e encher as alamedas com fontes e paisagens relaxantes — de modo que as pessoas, presas em engarrafamentos, pudessem distrair-se enquanto esperavam. Logo em seguida veio a decisão radical: tirar os sinais de trânsito e acabar com um limite de velocidade.
Ao entrarem na cidade, os seis mil motoristas que passavam ali por dia ficavam assustados: onde posso dobrar? De quem é a via preferencial? E, assim, passavam a prestar o dobro de atenção ao que acontecia em volta. Duas semanas depois, a velocidade média era abaixo dos 30 km/h permitidos em locais como Drachten. Monderman (nota em português) apostava alto: “Se um pedestre vai atravessar a rua, claro que o carro terá que parar: nossos avós nos ensinaram as regras de cortesia.” Até o momento, isso tem dado certo. Cheguei no aeroporto pensando que Mondermann não fez apenas uma experiência de trânsito, mas algo muito mais profundo. Afinal, é sua a frase: “Se você tratar uma pessoa como idiota, ela se comporta conforme o regulamento e nada mais. Mas, se você lhe der responsabilidade, ela saberá usá-la”. "
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Fonte: aqui e aqui também.
02 agosto, 2005
Ao lado do shopping de artesanato, "Tocolândia", há esta escultura de uma baleia. Não resisti.Como todo turista, fotografei. Modéstia à parte, mereço um prêmio... Ou não?

01 agosto, 2005


Ah! um recadinho: neste mês o MineirasUai! (da minha filha AnaLetícia e + duas colegas) completa aniversário. Visitem-na. O "papai aqui" agradece.
29 julho, 2005
Uma noite das Arábias
Amélia e eu resolvemos passar a quinta (ontem) e a sexta (hoje) em Teresópolis. Deixamos para trás a baixada fluminense, após derivarmos à direita, na Via Lagos, via Itaboraí, depois Guapimirim, já no entroncamento com a BR-116, no sopé da Serra dos Órgãos. Daí, serpenteamos serra acima, por entre penhascos, à sombra da Mata Atlântica, em sua exuberância preservada (pena que dela reste tão pouco!).

A cidade recebeu o nome de Teresópolis - cidade da Teresa - em homenagem à D. Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II. Este já havia criado a vizinha Petrópolis - a qual nomeou com seu próprio nome. Coisas do Imperador...
À chegada, um mirante nos proporciona o espetacular panorama do famoso "Dedo de Deus" e de outros picos. Dali, descortina-se, lá embaixo, parte da cidade do Rio de Janeiro e da baía da Guanabara (à noite, as luzes brilham como num céu estrelado,só que aos nossos pés!).
Ao anoitecer, buscamos a pousada que a mocinha do bureau de turismo nos recomendara. Por sorte, ficava bem próxima do mirante.
As trevas já encobriam florestas e montes quando, orientados por uma placa, adentramos uma alameda de paralelepípedos em curva ascendente, em direção a uma casa enorme, totalmente às escuras. Nenhum carro no estacionamento, nenhuma alma viva. Silêncio absoluto. Hesitamos um pouco até que estacionamos.

- Parece casa abandonada, foi o comentário da Amélia.
- É, acho que não tem ninguém aí, vou verificar, murmurei.
Um balcão, com aqueles aparelhos de cartão de crédito, era o único mobiliário do que deveria ser a recepção...
Entramos devagarinho, ressabiados. Descobri um interruptor e a luz se fez, revelando o vulto a descer silenciosamente uma escada de madeira: era franzino, de tez amorenada, olhos vivos. O diálogo inicio-se quase por monossílabos, enquanto nos sondávamos mutuamente.
Amélia, eu e o sujeito:
- Boa noite, vamos entrar?
- Isto aqui é a pousada?
- Sim, subam para conhecer.
- No escuro?
- Vou acender.
- Onde está o proprietário?
- Sou eu.
- E os hóspedes?
- Chegam amanhã, já tive 14 telefonemas...
- E os empregados?
- Moro aqui. Sozinho.
- Você arrendou a casa?
- Não, é minha. Moro aqui.
A sala de cima era enorme, com lareira, sofás. Tudo muito amplo. Nossas vozes ecoavam e os passos escandiam as poucas palavras. O sotaque do moço era nitidamente estrangeiro.
- De onde é você?
- Líbano.
- Um sheik árabe? Um magnata do petróleo? tentei brincar, para quebrar o clima ainda tenso.
A resposta foi contida e séria:
- Não, não, nada disso. Minha família está no Líbano. Moro aqui há algum tempo e resolvi abrir minha casa como pousada. Abri em janeiro, mas não apareceu ninguém para se hospedar. Somente agora, em junho, com a temporada de inverno, descobriram aqui. Primeiro, um casal. Depois, outro. Amanhã, como já disse, estaremos lotados.
Os quartos eram amplos, decorados sobriamente. Os cobertores sobre as camas, porém, destoavam de tão coloridos, com estampas florais.
Enquanto o libanês se afastou para buscar a chave de um dos cômodos, Amélia sussurou:
- Benzinho, isso aqui parece a pousada do filme "Psicose", do Hitchcock. O homem parece o Anthony Perkins...
A impressão dela quase se concretizou, diante da cortina de plástico que pendia no box do banheiro, tal e qual. Agora só faltava o facão!!!
[Com efeito, na minha cabeça, revi as cenas do mais famoso filme de Alfred Hitchcock, no qual uma jovem foge com o dinheiro da imobiliária onde trabalha e planeja encontrar o namorado, que mora em outra cidade, mas interrompe a viagem para dormir num velho motel administrado por um estranho rapaz (o psicótico Alan Bates) e sua mãe.]
Seria aquele homem uma réplica de Anthony Perkins? Um clone do perturbado Norman Bates? Esta "velha casa escura", transformada em pousada, não seria exatamente o local apropriado para se passar uma noite tranqüila... A "cena do chuveiro" iria se repetir?
- Quer procurar outra pousada?, perguntei.
- Agora a gente já está aqui... resignou-se minha Janet Leigh.
Fechada a porta do apartamento 05, Amélia cai no riso, incontrolavelmente alto, exclamando:
- Hitchcock, Hitchcock...
- Psiu! ria mais baixo! O homem deve estar escutando tudo!
Era um misto de espanto, perplexidade, tensão, comédia... Mas não havia retorno. Lá estávamos, numa mansão isolada, sozinhos. Éramos hóspedes de um excêntrico? Haveria um cômodo com a "mãe do rapaz?"
Tomei banho primeiro e deixei Amélia sozinha. Enquanto ela se banhava e se aprontava para o jantar, fui "conhecer" melhor o dono da pousada. Respirei aliviado quando descobri que seu nome não era Alan Bates, mas 'Haldun.
- 'Haldun? , tentei reproduzir o sotaque.
- Mais ou menos, vocês brasileiros não conseguem falar o som aspirado, próprio de nossa língua, disse.
- 'Haldun, 'Haldun...
- Mais ou menos, mais ou menos.
Levou-me à varanda, mostrando-me as luzes da baixada fluminense, à direita, lá no horizonte. Embaixo, a rua que conduz ao centro de Teresópolis. Mais à esquerda, a famosa Granja Comari, onde treina a seleção brasileira.
No quarto, porém, Amélia vivia momentos de quase terror: a TV mudava de canal sem que tocasse no controle remoto. Ao abrir uma bolsa, surgia o programa do Ratinho. Uma tosse, e aparecia a MTV. Caiu uma escova e mudava para a Globo. Ligou o secador de cabelos e novamente Ratinho com suas baboseiras surgia na tela.
- Este quarto é mal assombrado! Onde está o Cláudio, que não volta?
Tratou de se arrumar o mais rápido possível e quando me encontrou, o mistério foi desvendado: enquanto 'Haldun atendia o telefone, eu zapeava em busca de noticiários na TV, ao lado da lareira...
- Será que este controle aqui muda os canais lá do quarto?, perguntei ao libanês.
- Sim, sim... aqui é a tv principal!
- Ah! bom, por enquanto estamos sem fantasmas, pensei.
Após o jantar, num restaurante da cidade, retornamos à pousada, onde nos esperava o proprietário, dublê de recepcionista, camareira. Suas funções se multiplicaram no dia seguinte, quando nos preparou um soberbo café-da-manhã.O dia estava radiante, o sol banhava a floresta e os pássaros faziam algazarra. Um bando de maritacas passou gritando rente à varanda.
Já de malas prontas, despedimo-nos do nosso anfitrião, transmutado em afável interlocutor.
À Amélia, que passava um creme no rosto, antes de entrar no carro, 'Haldun pergunta:
- O que é isso?
- Protetor solar. Sempre passo, pela manhã e à tarde.
- Pois você deveria passar à noite, também.
- Como assim?
- À noite, disse com um sorriso malicioso, o tempo esquenta, ao lado deste aí. Apontou para mim, sorrindo.
Descemos a alameda, em gargalhadas. Foi Amélia que entendeu tudo:
- Ele deve ter ouvido meus risos estridentes durante a madrugada. Deve ter imaginado uma princesa árabe nos braços de um califa...
- Pois acertou, minha Sherazade!
27 julho, 2005
Notícias do Litoral II
Perambulamos pelas ruas fechadas, calçadas com pedras largas, arborizadas, tudo muito aconchegante. Estrangeiros fazem compras. Sotaques castellanos e gringos são ouvidos a todo instante. As atendentes das lojas são muito atenciosas.
Chamou-nos a atenção o grande número de ofertas de objetos de decoração oriundos de nossa Minas Gerais (região de Tiradentes, por exemplo) e da feira de domingo da Av. Afonso Pena, tais como bolas feitas com sementes variadas, esculturas de barro do Vale do Jequitinhonha, etc. Muitos destes objetos foram revisitados por artistas locais, com pinceladas de bom gosto. Já há asfalto entre Búzios e Cabo Frio, além de saídas para a região norte (Rio das Ostras, Macaé e Campos).
O almoço foi no Restaurante da Clara, simples, porém delicioso: abundância de saladas, arroz com gostinho de alho e peixes grelhados na hora! Ah! bom demais!
A sobremesa? Torta de chocolate com recheio cremoso e pavê de chocolate, pra variar...
2) À noite, já em Rio das Ostras, um passeio pela "Tocolândia", um shopping de artesanato e paisagismo, ao final da Costa Azul, com direito a pastel de frango com queijo catupiry, frito na hora, "pelando a boca". (Isto não parece férias, mas festival de gastronomia!).
3)
Já na Pousada Belmare, com amigos que conhecemos, abrimos uma garrafa de vinho chileno Taracapa -cabernet sauvignon- e queijo goulda. Brindamos à Amélia, em taças de cristal gentilmente cedidas pela Ana, dona da Pousada, que brindou junto. Uma festa!Um dos hóspedes, o William, deu uma de fotógrafo profissional, preparando cenários para que o "jovem casal" posasse para o "álbum de fotos da aniversariante". (rsrsrsrs). [Depois eu deixo, aqui, uma amostra]
4. O final da noite foi no apartamento 02, como convinha. Daqui pra frente, a história foi nossa.
5. Hoje, com o tempo nublado, um passeio ao Sítio dos Hibiscos. Depois contamos tudo.
23 julho, 2005
Notícias do litoral
- Os dedinhos coçaram e estamos aqui na LanHouse de Rio das Ostras... bom receber os votos de boas férias de tantos que passam pelo PrasCabeças: cada dia fica mais evidente que "amigo(a) virtual existe.
- Aqui o sol está quente, nem uma núvem no céu: quem é das montanhas de Minas vai ficando vermelhinho (de queimar e de vergonha da brancura)!
- Jantamos com o genro, Daniel-engenheiro químico, que namora a Ana Letícia (do MineirasUai). No cardápio, filé de peixe ao molho de camarão, purê, arroz e salada de palmito. Trivial. "Prato divino, lindo e delicioso", disse Amélia.
- Hoje, às 6h da manhã, D. embarcou para uma daquelas plataformas da Petrobrás onde vai ficar uma semana (!). Segundo ele, a plataforma é sustentada por dois mini-submarinos, não é "fincada no fundo do mar"! Prá chegar lá, mais de uma hora de helicóptero, partindo de Macaé até à "Bacia de Campos". Os tais mini-submarinos ficam estabilizados a 200m de profundidade. Da lâmina dágua até o fundo são 2 mil metros. A sonda ainda perfura mais 3000 m rocha a dentro. Tanto trabalho para retirar o tal "ouro negro", depois bombeá-lo à terra, daí à refinaria, fabricar a gasolina, que nos chega ao posto em torno de R$ 2,30. Acabei achando barato (rsrsrsrs), vocês concordam? Em Búzios, uma garrafinha de 350ml de água mineral tá custando R$ 3,50 !!! A coca-cola, "apenas" R$ 5. Beber óleo diesel sai mais barato!
- Daniel conta que, na plataforma, há academia de ginástica, TV via satélite, telefone-a-pagar, biblioteca, salão de jogos, alojamento e restaurante. "O pior é quando chove e o mar fica bravo", diz ele, "balança tudo!" (Tô fora dessa, meu genro.)
- O almoço de hoje teve sabor de saudade: voltamos ao Restaurante Por-do-Sol, em Barra de São João, onde estivemos há mais de 10 anos. O filhos ainda eram crianças e corriam de lado a outro às margens do rio. Prá variar: moqueca de dourada com camarão, pirão e arroz. O restaurante funciona numa casa antiga, provavelmente de mais de 100 anos, estilo colonial decadente. Só a arquitetura, pois a comida, feita na hora, continua excelente. O por-do-sol, por tras das montanhas da Serra do Mar, realmente, é uma atração.
- Bom, amanhã teremos de caminhar dobrado, prá queima as "saudáveis" calorias, acumuladas carinhosamente com cocadas de leite condensado - típicas da região.
- Amélia prometeu, em voz alta, levar alguns exemplares da cocada prá sogrinha dela, a Aparecida do Soié (Ontem e Hoje).
- Agradecemos à Viva, o convite pro chope (por conta dela!). Fica prá outra oportunidade, tá? Se quiser vir a Rio das Ostras, estaremos esperando por você na Pousada Belmare, praia Costa Azul. Aí, o chope fica por nossa conta!!!
- Aos filhotes que ficaram em Belo Horizonte, um beijo, um abraço, muitas saudades...
21 julho, 2005
Prá não falar de mensalão, cpi, malas e cuecas, um pouco de inutilidades
24 coisas que vc não pode morrer sem saber !!
01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000
eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos
que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter
acordado..
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a
própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que
as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se
reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William
Bonner no final.
24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este post tentam lamber
seu cotovelo após ler o item 9!!!
__________________
25 - mais inútil de tudo: amanhã inicio meu período de férias. Pequeno: dez míseros dias que aproveitarei segundo a segundo, na companhia da Amélia.
Até a volta ou, se os dedos coçarem, faço uma visitinha a uma LanHouse e deixo aqui um post lúdico!
19 julho, 2005
Ctrl+C / Ctrl+V (por minha conta e risco)
O NeoPT morreu, viva o PT!
Foram necessários dois anos e meio para que a traição ao ideário generoso de um partido que nasceu das lutas populares saltasse aos olhos dos brasileiros, pasmos ante a desfaçatez suprema de justificar o roubo - injustificável - apenas porque ''o PT fez o que é feito no Brasil sistematicamente'', nas palavras de seu expoente máximo, falando de Paris e comprometendo-se de vez com a sujeira
Pessoalmente, apesar de ter declarado publicamente meu voto em Lula, aqui mesmo no JB, já deixava claro que desconfiava da versão light do candidato, domesticado e repaginado por Duda Mendonça. Mas, não poderia imaginar até que extremos o aparelhamento do Estado e a corrupção chegariam. Logo após a posse, comecei a falar em ''estelionato eleitoral''. Parei de chamar o presidente de Lula, por considerar que o operário em que havia votado não era o que estava na Presidência. Publiquei uma página inteira no Pasquim21, no dia 28 de janeiro de 2003 (23 dias depois da posse), perguntando: ''Erramos de operário?'', com duas fotos, uma de Lula, com a legenda: ''Votamos neste'', e outra, de Lech Walesa: ''E ganhamos este?''. Fui chamado de ''impaciente'', e essa era uma opinião amigável.
Justificava-se a inação e a continuidade da política econômica com o argumento de que o orçamento daquele ano, o primeiro de Luiz Inácio, fora feito por seu antecessor, o príncipe dos (s)ociólogos, Fernando II, engessando a gestão petista. Dizia-se que o ''orçamento de Lula'' seria diferente, falava-se em ''fase dois'' aos que se espantavam com a continuidade da política econômica, alardeava-se um ''Fome Zero'' nacional, enquanto o molusco dava, cada vez mais, evidências de despreparo e deslumbramento. Passei a chamar o PT de NeoPT.
O tempo passou e as ''reformas'' anunciadas nada reformaram, além de eliminar conquistas dos trabalhadores. Inativos foram taxados e bancos privilegiados, como na Lei das Falências, dando prioridade às instituições financeiras sobre os trabalhadores, no caso de uma empresa quebrar, ''permitindo'' aos empregados negociar com os bancos ''em igualdade de condições'' (???). À medida que o governo revelava sua inação, incapaz de deslanchar até mesmo os programas assistenciais, mostrava, cada vez mais, que seu único objetivo era tranqüilizar a economia, para pagar banqueiros e especuladores e fazer caixa dois para a reeleição, uma praga que inviabiliza o país.
A propaganda, o marketing e a pesquisa de opinião viraram regra, manipulando a opinião pública. Enquanto isso, surgiam as primeiras suspeitas de que havia algo errado com a integridade do NeoPT, face às evidências cada vez maiores do aparelhamento e loteamento do Estado e da adesão de gente como Roberto Jefferson (o do cheque em branco), José Sarney, Delfim Netto, Orestes Quércia e outros ''companheiros''.
Até que um dos bandidos - ameaçado de pagar a conta, sozinho, devido a um filmete exibido na TV, mostrando um funcionário dos Correios embolsando uma mixaria de R$ 3 mil e dizendo que seu suposto chefe (o bandido) era ''doidão'' - resolveu provar que era ''doidão'' mesmo e chutou o pau da barraca. Nome do bandido? E precisa dizer? Ele agora escreve nos jornais pontificando sobre financiamento de campanhas, em lugar de estar preso por não explicar o que fez com R$ 4 milhões que diz ter recebido do NeoPT. O fato é que a barraca veio abaixo, os ventiladores espalharam tudo pra todos os lados e hoje o Brasil está mergulhado na m..., melhor dizer, na lama.
E como estão os generosos militantes que deram o melhor de si em nome da esperança, ''sem medo de ser feliz'', como dizia a melhor promessa política do PT? Eles não são corruptos nem venais. Apenas acreditaram e lutaram. Cadê a felicidade? Felizes estão os banqueiros, blindados e satisfeitos com seu governo paralelo (Palocci e Meirelles), inatingido e inatingível, administrando uma esfera própria, que nada tem a ver com o Brasil. É preciso refundar o PT, um novo partido, livre de todos os que se locupletaram dele (incluindo Luiz Inácio) e voltar às bases de luta do povo brasileiro. Será preciso tornar a dar o primeiro passo, porque se a esperança morrer, estaremos mortos. O NeoPT morreu, viva o PT!
Fritz Utzeri escreve no JB às quartas-feiras
16 julho, 2005
UM AMOR VIRTUAL "AVANT LA LETTRE"
Quando eu era criança, lá em Nova Era, adorava acompanhar meu pai, o Soié do Ontem e Hoje, em seu trabalho de telegrafista da outrora venerável ECT - Empresa de Correios e Telégrafos.
, em que o Código Morse era impresso em fitas de papel, intermináveis (ponto, traço, ponto...). O aparelho emitia um estalido intermitente, que meu pai decodificava "de ouvido"!Estamos em Londres, dia 29 de janeiro de 1867:
- Quero me casar. Arranje-me uma americana do meu gosto.
Meia hora depois, de Nova York, recebe a resposta:
- Tenho justamente o que desejais: olhos azuis, dentes de neve, cabelos pretos, cintura delgada, sem magreza, amiga da ordem e da economia, em suma, um tesouro.
Às 13 horas, John estava decidido:
- Dou-vos plenos poderes para tratar do negócio.
Às 14 horas, Jonathan informa que a moça estava interessada no casamento, mas desejava ver uma foto de seu futuro marido.
Trinta minutos depois, John adaptou um aparelho chamado Casseli e envia sua foto.
Às 15h, a decisão da moça, no telegrama de Jonathan:
- Achou-vos bem parecido. Consente no casamento!
Associa ao texto uma imagem da moça, agora noiva. John, já apaixonado, dispara várias mensagens do tipo:
- Adorável Jenny, desde o primeiro segundo em que vi vossa pulquérrima imagem, ficou ela gravada no meu coração.
Inda mais:
- Anjo adorado, já me tarda poder chamar-te de minha mulher, apertar-te nos meus braços.
John autoriza imediatamente Jonathan a comprar jóias no valor de 100 mil francos e presenteie a amada.
Às 18h, avisa ao amigo que, logo à meia-noite, embarcará num navio para casar-se assim que chegar a Nova York.
Entretanto, às 20h, recebe um telegrama "urgente", com os dizeres:
- É inútil embarcardes. Enquanto tratava de vosso negócio, pude apreciar todas as excelentes qualidades de Miss Jenny. Abri-lhe meu coração; posto que ela vos estime, dá-me preferência visto que sou seu vizinho.
Furioso, John pede reparação, ou seja, propõe um duelo:
- Um de nós deve morrer!
Jonathan concorda, e até provoca:
- Nada de demora, devo casar-me ainda hoje, à meia-noite!
À meia-noite em ponto, acompanhados de quadro testemunhas, duas em cada país, John e Jonathan seguram um fio, no qual é liberada uma carga elétrica.
John, em Londres, cai morto.
E a gente, neste início do século 21, achando que virtual só a internet...
Uma mentira bem tramada, através da qual o articulista da época propõe uma discussão atualíssima: diante de novas e mais rápidas formas de comunicação, novas formas de sociabilidade se articulam.
Superando a intermediação dos mensageiros e a demora das cartas, surgiram o telégrafo, o telefone, o fax, a internet.
Amores se tecem e se desfazem, na rapidez do teclado. As propostas, via Messenger ou pelos chats, começam com um "vamos teclar?", passam pela webcam e terminam com um logout. Promessas, imagens e emails não resistem a um delete!
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12 julho, 2005
"OS JUSTOS SEMPRE PAGAM PELOS PECADORES"
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A propósito:
A batina do padre e a cueca do PT
Padre Aneiko, deputado estadual pelo PDC do Paraná, vinha do Paraguai. Na ponte da Amizade, fronteira de Foz do Iguaçu, encontrou-se com duas eleitoras de Curitiba, que lhe pediram para passar com alguns perfumes. Padre Aneiko amarrou os perfumes no cinto da calça, embaixo da batina. Na alfândega, o fiscal perguntou:
- Alguma mercadoria, padre?
- Não.
- E aí embaixo da batina?
- O que tem aqui embaixo da batina é dessas duas moças. Quer
ver?
O fiscal não quis.
["Causo" contado hoje, pelo colunista Sebastião Nery, no jornal Tribuna da Imprensa]
09 julho, 2005
Um pouco de tudo e mais: escândalos, frio e... terremoto
3 - Receita do Soié para que você se aqueça neste inverno. Confira no: Ontem&Hoje.
4 -
Domingo tem clássico no Mineirão. Espero que o Galo tire o pé do atoleiro...Peço ao Idelber que compareça ao estádio ao lado dela. Ao que parece, ela é um "pé quente" e tanto...
Quanto a mim, torço e retorço.
Atualização(domingo): Não foi desta vez. Perdemos! Agora é: "lavanta, sacode a poeira, dá volta por cima!"... afinal, torcedor do Galo é mesmo sofredor - não é a solução, mas não deixa de ser uma rima.
5 -
Uma imagem vale mais que mil palavras: Ao ver esta foto, lembrei-me do episódio da Roseana Sarney e seu marido (ou ex), lá no Maranhão... alguém se lembra? Essa grana toda estava com um assessor de um deputado que é irmão do Genoíno... Uma imagem dessas - além da capa da Veja com a assinatura do Genoíno aposta ao lado da do Marcos Valério - é dose letal, meu irmão! Acabo de saber da renúncia do Genoíno. Parece até dominó: as pedras vão caindo, uma após outra... enquanto isso, o Cafajefferson é aplaudido no Jô Soares.6 - Na madrugada de quinta para sexta-feira, Belo Horizonte e adjacências foram atigindas por um terremoto!
Segundo os analistas, sua intensidade foi de 3.3 graus na Escala Richter: destelhou casas e quebrou vidraças no distrito de São Sebastião de Águas Claras (Macacos). Além da corrupção, Minas agora tem terremoto!!!
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Frio, terremoto, dog-boop-girl, dinheiro na cueca... Será tudo isso obra do Marcos Valério, o homem da mala? Ou do Bob Cafajefferson? Ou do PT? Quem sabe é obra de Osama Bin Laden? Mais uma do Bush?
08 julho, 2005
"Reunião de Bacana"
Todo mundo cantando esse refrão
Se gritar pega ladrão
Não fica um meu irmão [BIS]
Se gritar pega ladrão
Não fica um
Você me chamou para esse pagode
Nem me avisou aqui não tem pobre
Até me pediu pra pisar de mansinho
Porque sou da cor eu sou escurinho
Aqui realmente está toda a nata
Doutores senhores até magnata
Com a bebedeira e a discussão
Tirei a minha conclusão
REFRÃO
Lugar meu amigo é minha baixada
E ando tranquilo e ninguém me diz nada
E lá camburão não vai com a justiça
Pois não há ladrão e é boa a polícia
Lá até parece a Suécia bacana
Se leva o bagulho e se deixa a grana
Não é como esse ambiente pesado
Que voce me trouxe para ser roubado
[do compositor Ari do Cavaco - cantado inicialmente pelo conjunto Originais do Samba - mais detalhes, aqui]
04 julho, 2005
Fun Latin
Nem sei mais como, o certo é que cheguei neste site e me diverti. Trata-se de uma tentativa de traduzir termos modenos utilizando-se - corretamente - de palavras latinas. Por exemplo:
Toda música é clássica - em latim:
| The Beatles | The Temptations | ||
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| The Rolling Stones | The Who | ||
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| The Grateful Dead | The Monkees | ||
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| The Beach Boys | Country Joe and the Fish | ||
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