Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
24 novembro, 2009
O que falar?
Solicito aos meus parcos, porém valiosos, leitores que compartilhem aqui na caixa de comentários sua experiência/vivência com essas questões.
31 outubro, 2009
Surubim, shyraz-malbec, sorvete e amizade
Tomei sete postas bem cortadas, salguei-as com alho e sal dissolvidos em suco de meio limão. Deixei-as a repousar, respeitosamente.
Piquei em pequeninos pedaços oito tomates bem maduros e duas cebolas médias, que pus a dourar em óleo bem quente. Colorau dá um tom único, enquanto a fome vigia o cozimento. Adicionei um pouco de tempero e os tomates.
'Já está na hora de colocar o peixe'. Foi pensar e agir, mergulhando as postas no molho que ferventava. Acrescentei generosa porção de azeite de dendê e não economizei no leite de côco. As ervas ali estavam: tomilho (uma pitadinha), orégano (toque italiano). Finalizando tudo, molho de pimenta lá de Trancoso, presente do Leo que sugere brisa, areia, água do mar e de rio, baianidade irresistível.Convivas à mesa, chegou a hora do brinde entre amigos:
A conversa foi de recordações e atualizações, pois a distância e o tempo separaram-nos por longos seis meses. Novos desafios se descortinam e os projetos de cada um avançam celeremente para a plena concretização. O vinho é boa companhia para esses momentos, como nos confirmou o blend shyraz-malbec, invenção argentina.
Por sua vez, Amélia já idealizara a sobremesa e brindou-nos com a delícia do dia:
12 outubro, 2009
Pièrre Barouh em BH
Ontem à noite, fui assistir o baixista Rômulo Marques e o cantor francês Pièrre Barouh. Marques é mineiro, radicado no França há anos e formou uma banda especial para os shows daqui, formando com Chico Amaral (sax e flauta transversa), Beto Lopes (guitarra e violão), além de bateria e piano.
Pièrre Barouh tornou-se famoso no final dos anos 60, quando participou do filme "Um homem, uma mulher", de Claude Lelouch.
O romance entre Anouk Aimée and Jean-Louis Trintignant arrebatou corações, o filme foi um sucesso, ganhou o Oscar e a Palma de Ouro em Cannes e se chamou a atenção para a produção musical brasileira, especialmente por causa do "Samba da Bênção", cantado por Pièrre Barouh, com o nome de Saravah.
Aos 74 anos, o então charmoso ator Pièrre Barouh enfrentou a platéia belorizontina, cantou sucessos antigos e, claro, empolgou a todos com o "Saravah".
Muito espontâneo, desceu do palco, circulou entre o povo, ganhou aplausos e distribuiu simpatia. Os mais jovens, claro, se admiraram com muitos cinquentões e sessentões na platéia que acompanharam o galã de tanto tempo atrás, ainda charmoso com sua cabeleira branca, sorridente e informal.

Talvez a grande contribuição de Pièrre Barouh tenha sido a 'descoberta' da música brasileira, registrada no documentário maravilhoso que fez, em 1969. Aparece até o Pixiguinha.
Trecho do documentário Saravah:
10 outubro, 2009
Eu sou Galo, ela é Cruzeiro
Taí uma contribuição nossa para a paz no mundo: formamos um time vencedor e no coração dela sou artilheiro (e ai dela se me desmentir!).
Na casa de meus pais ocorre exatamente o inverso: ele é cruzeirense, minha mãe é atleticana, o que lhes possibilitou chegar às Bodas de Diamante: 60 anos de casados!
Sei de muitos outros casos assim, que confirmei pessoalmente em minhas passagens por Porto Alegre:
Se o MiltonRibeiro é Internacional, Mme. Antonini é Grêmio.
Já o DomAfonsoChato é Grêmio e tem a Kaia colorada.
Será válida uma tal lei da Física que fala da atração dos contrários?
Mas deixemos de bla-bla-bla e vamos ao vídeo (acompanhe a letra):
Galo e Cruzeiro
Vander Lee
Composição: Vander Lee
Minha Preta não fala comigo
desde primeiro de janeiro
Ela me deu a mala eu fui dormir na sala,
fiquei sem dinheiro
Não tem mais feijoada, nem vaca atolada,
rabada ou tropeiro
Já fez greve de cama diz que não me ama,
quebrou meu pandeiro
Na hora do cruzamento, ela deu impedimento
ou falta no goleiro
Pra aumentar meu tormento, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
Com o gol anulado, saí do gramado,
voltei pro chuveiro
Isso tudo porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
Caí de centro-avante, pra médio-volante,
agora sou zagueiro
No último domingo ela foi jogar bingo
e eu fiquei de copeiro
Ela fala, eu me calo, ela canta de galo
lá no meu terreiro
Ela apita esse jogo, ela é quem bota fogo
no nosso palheiro
Ela finge que não, mas no seu coração
ainda sou artilheiro
Só faz isso porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
Ela finge que não, mas no seu coração
ainda sou artilheiro
Só faz isso porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
07 outubro, 2009
TDAH em adultos - Entrevista na Globominas
O tema é vasto e rezei para que N.Senhora dos Bons Resumos e Protetora dos Sintéticos me ajudasse a não me dispersar, não desperdiçar o tempo e transmitir o principal.
Não foi fácil.
Acrescentaria uma informação sobre o "por quê de o TDAH afetar o dobro de crianças em relação a adultos": o processo de desenvolvimento neurológico está ainda incompleto e o lobo frontal/pré-frontal (ao qual compete programar, estabelecer metas e definir ações) está imaturo, o que leva a maior grau de desorganização, desatenção e impulsividade.
Enquanto falava sobre novas exigências sobre a criança no início da fase escolar, pensava na informação do parágrafo anterior. Mas o tempo corria e outra pergunta foi feita... Acontece.
06 outubro, 2009
05 outubro, 2009
03 outubro, 2009
27 setembro, 2009
20 setembro, 2009
15 setembro, 2009
Não é suiço mas resolve!
se a lâmpada queimou?
Quero secar a pia,
a torneira fungou.
A porta travou
A gaveta enquiçou
o puxador se soltou.
E agora, José?
É o inferno astral
do meu apê:
até a geladeira queimou.
O móvel encomendado
a tokstok atrasou.
E agora, José?
A tomada fez curto
o fio torrou
e o ferro esfriou.
São 12 trabalhos,
pra quem não é Hércules.
E sem ferramenta
como fazer?
Corri logo ali,
e veja o que vi:
é chave, é tesoura,
serrote, faquinha,
até chave inglesa
de bico potente.
Pequena e forte
usei pra valer.
E agora, José?
- Agora tá tudo nos trinques, brilhando, uai!
13 setembro, 2009
Minha BeautyFlex
As visitas eram convidadas a passar de mão em mão as fotos obtidas em Recife, Porto Alegre, Serra do Caraça, aniversário dos meninos.
-Gostou? Então lhe envio uma cópia, pelos correios.
Tudo calmo, experenciado, manuseado. Se necessário, mandava-se retocar os negativos, a lápis. Depois era o tempo de espera, alguns dias, visitar a loja e pegar as fotos. Será que o tempo andava mais devagar?
Quando a Fuji chegou, ainda mantive o hábito de utilizar simultaneamente a Olympus e a nova digital. Era difícil resistir ao ritual de comprar o filme, colocá-lo na câmera, regular distância, bater uma, duas, três poses de cada cena para "ver qual ficaria melhor".
Entretanto, a praticidade das câmeras digitais, o resultado conferido ali mesmo no visor de LCD, os comentários imediatos, a possibilidade de enviar por email... resistir, quem há-de?
A Fuji agora está com meu filho Ângelo, antes que compre outra, em busca de mais pixels, mais nitidez, melhores resultados.
Há quase três anos impera aqui a Sony N1, com poderosos 8.1 MegaPixels que nunca utilizei (ainda não houve necessidade), lentes Carl Zeiss, touch-screen, recursos multimídia, etc. Já está velha? É o que decretam os marketeiros, a roda tecnológica, o desejo de mais e mais, o tal do progresso.
Mas, por ora, meus dois amores ainda são esta nova-velha Sony e a robusta Beautyflex.
07 setembro, 2009
Mamão grávido
Lembro-me bem da alegria que era achar uma "banana gêmea" ou aquela laranjinha na laranja bahia. Coisas bobas, bobíssimas, mas que retornaram hoje ao me deparar com um mamãozinho dentro do mamão papaia. O café-da-manhã teve um sabor a mais, uma emoção tão inútil quanto desimportante, que me impeliu a correr para buscar a câmera e fotografar.
Amélia recordou as proibições da avó, que dizia ser perigoso comer bananas gêmeas porque eram 'alterações' da natureza! "-Quem disse que não comia? Era uma delícia!", sorriu Amélia ao contar as preocupações da Dona Rosinha, nascida em 1895.
O prosaico do feriado seria colorido pela surpresa do mamão grávido.
03 setembro, 2009
Serra do Rola Moça
A serra do rola-moça
Mário de Andrade
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
o noivo com a noiva dele
cada qual no seu cavalo.
Antes que chegasse a noite
se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
e se puserem de novo
pelos atalhos da serra
cada qual no seu cavalo.
Os dois estavam felizes,
na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.
A Serra do Rola-Moça
não tinha esse nome não.
As tribos rubras da tarde
rapidamente fugiam
e apressadas se escondiam
lá embaixo nos socavões...
Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
cada qual no seu cavalo,
e riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
com as risadas dos cascalhos,
que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.
Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
no vão do despenhadeiro
o noivo se despenhou.
E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.
02 setembro, 2009
Chaminés
As chaminés foram as únicas estruturas que sobraram da antiga fábrica de cimento Itaú, em Contagem-MG, região metropolitana de Belo Horizonte. Hoje, ali estão três mega construções: O Leroy Merlin - casa e construção; o Sam's Club - hipermercado de atacado e o Itaú Power Shopping. Diz a lenda que compõem o maior centro de compras da América Latina. Será?
31 agosto, 2009
24 agosto, 2009
10 agosto, 2009
08 agosto, 2009
04 agosto, 2009
Imitação de Cristo
Doente e moribundo, é notícia da hora em sua cidade, Brasília.
Já nos últimos suspiros, ele faz um sinal à enfermeira.
- Sim, Padre?
- Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer, Renan
Calheiros e Sarney, sussurrou.
- Sim, Padre, verei o que posso fazer.
De imediato, ela entra em contato com sua direção e esta com Congresso Nacional.
Para fazer um Ibope com o bom padre e melhorar a imagem surrada, os políticos logo aceitam fazer a visitinha, mas rápida né.
Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho padre, nas últimas, pegou um em cada mão.
Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do padre.
Renan então disse:
- Padre, porque é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas para estar ao seu lado?
O velho Padre, lentamente, disse:
-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.
-Amém, disse Sarney.
-Amém, disse Renan Calheiros.
E o Padre concluiu:
-Então... como Ele morreu entre dois ladrões vigaristas, eu quero fazer o mesmo.










