Mas, se você gosta mesmo de aviação, veja este vídeo com pousos, decolagens e arremetidas incríveis. (9 min de imagens).
Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
25 novembro, 2006
Mas, se você gosta mesmo de aviação, veja este vídeo com pousos, decolagens e arremetidas incríveis. (9 min de imagens).
23 novembro, 2006
Tric-tric
Parece que alguns telespectadores ligaram pra lá ou foi alguma reportagem anterior sobre o assunto, não sei.De qualquer forma, aceitei o convite e me mandei pra Av. Assis Chateaubriand, bem pertinho do Centro, aqui em Belô.
Era exatamente o dia 15 de novembro, trânsito tranquilo, já que gozávamos do feriado da Proclamação da República (pouca gente sabe do que se trata e muito até maltratam essa tal de 'res publica', a 'coisa pública').
Os estúdios da TV Alterosa estavam todos vazios (eram 18,30h), exceto o estúdio do TeleJornal, onde fui muito bem recebido pelos câmeras-men, pela Luciana (produtora) e pela simpática Laura Lima, a apresentadora.
Conversamos, antes de o telejornal entrar no ar e alguns presentes no estúdio descreveram em si mesmos ou em algum conhecido um ou outro tique, nada grave nem patológico. Afinal, quem não tem uma 'maniazinha' ou mesmo um tique (movimento involuntário, sem motivo justificável, repetitivo...) de piscar-os-olhos, fungar, não pisar nas linhas da calçada, alisar os cabelos, 'quebrar' ou estalar os dedos, o pescoço?
Existem tiques, porém, que incomodam demais os portadores, chegam a ser bizarros em alguns casos e provocam muito sofrimento. É um capítulo interessante da Psiquiatria e, quase sempre, há tratamento para isso, mesmo porque muitos tiques são passageiros. [Não, não vou falar mais disso aqui, pois não é o escopo (epa!) deste post.]
Quero, mesmo, é mostrar dois momentos de descontração, captados pela filhota Ana Letícia que me acompanhou, digital às mãos:
20 novembro, 2006
999999999999999999
O vôo que me levaria para Brasília, na sexta passada, deveria partir às 20h e só partiu às 21h, ou seja, às 9 da noite. No hotel, ocupei o apartamento 609.
Ontem, dia 19, o avião decolou com 49 minutos de atraso. Pousou, na Pampulha, às 20,09h, conforme informou o comandante, pelo sistema de som da aeronave.
Às 21h (às 9 da noite), adentrei meu apartamento, de número cujos algarismos, somados, resultam em 9.
Vejo que os números têm lá seus mistérios. Nada cabalísticos. Não acredito nisso. Pero que las hay, las hay... hablo de las brujas.
E o Doffer, apesar de Cínico Físico, me atiçou a curiosidade com este post. Visitem-no e me digam:
17 novembro, 2006
Não aceito ser ministro!
Não espalhem, pois o Lula pode querer me convocar para o novo ministério (leio nos jornais que o Presidente está a fazer conversações, pede calma ao PT, acena ao PMDB e ao PDT, atiça ciúmes e provoca elucubrações). Desde já aviso: ainda não fui convidado... Nem sondado: a única sonda que me passaram foi um tubo pra ver o que tinha no meu estômago. Pra felicidade geral, a endoscopia nada constatou.
Aí, a imprensa iria devassar minha vida e descobrir meus podres: gosto de blues e jazz, gosto de MPB, gosto de samba de raíz (afinal, meus filhotes Angelo e Leo são do Chapéu Panamá), gosto de música clássica, cinema e teatro, sem falar de Literatura (prosa e poesia).
Sei que sou impoluto, o que poderia ser um critério de escolha. Nunca roubei nem prevariquei. Mas nunca se sabe o que pode acontecer: Já dizia o Itamar Franco (ou outro do mesmo quilate) que o poder é afrodisíaco! Minha declaração de i.r. cairia no conhecimento público e todos descobririam que meus bens são minha família, Amélia e meus filhos (Ana, Gelo e Leo), além do Soié e Aparecida, manos, etc. Isso significa que, com certeza, praticaria o nepotismo sem pejo! Mais um assunto pra imprensa.
Ou seja: não aceito ser ministro, e pronto!
15 novembro, 2006
O BANQUEIRO NO DIVÃ
- Ah! doutor, preciso continuar a falar daquele assunto da semana passada...
- Sei.
- O senhor se lembra?
- Você quer que eu nomeie.
- Não!
- Não?
- Bem... aquele assunto, doutor, aqueles pesadelos que tenho tido, de meu banco falir. (Dá três toques no assoalho. Deitado no divã, era a peça de madeira mais próxima).
- Sonhos recorrentes.
- E lucros cessantes.
- Cessantes... cessantes...
- Não repete mais essa palavra, doutor. Dá azar, atrai desgraça. O senhor acredita em força do pensamento?
- Força ou fraqueza?
- Pegou pesado, hein? Mas tenho meus motivos. Sei que não é sua área, o senhor é do mundo abstrato, mexe com essas coisas da alma, mas eu é que sei o que é que move o mundo: o dinheiro!
- In gold you trust.
- In God, doutor, "in God we trust". Está lá no Dólar. Aliás, no Real também: "Deus seja louvado". Banqueiro não é ateu, mas também não é bobo. Tenho de me adiantar aos acontecimentos, ficar atento, senão o meu dinheiro vai pro ralo.
- Esgoto?
- Não! Esgoto é pra cocô, essas coisas. Ralo mesmo, igual à água de uma banheira. Se estiver mal tampada, devagarinho a água se esvai, o nível se abaixa, até secar. É isso que pode acontecer com meus lucros. Foi o que sonhei na noite passada.
- Conta aí.
- Só me lembro de um pedaço: era mesmo uma banheira cheia de notas e moedas. Todo dia eu conferia, olhava o nível. Até pensei em fazer como o Tio Patinhas, que se banhava nas moedas... leitura de meus tempos de menino, hoje não tenho mais tempo pra isso... não, não mergulhei no dinheiro, não! Mas o Tio Patinhas é que devia ser feliz... De repente, tudo aquilo se transformou em líquido, uma água viscosa e verde, doutor, esquisito demais. No sonho eu esfregava os olhos e me perguntava: será que estou sonhando? Engraçado isso, eu sonhar dentro de um sonho. Isso pode acontecer? Muito esquisito... Mas o problema é que não estava sonhando não, era verdade. Quer dizer, estava e não estava sonhando, o senhor entende? Entende?
- (silêncio)
- Detesto quando o senhor dá uma de psicanalista ortodoxo!
- (silêncio)
- Deixa prá lá, vou contar o resto: aquela água verde-escura-gosmenta cheirava mal. Eu ficava na dúvida se devia destampar a banheira ou não. Juro que pensei: melhor morrer. Depois me lembrei da frase lá no Dólar e rezei: In God we trust! Nessas horas a fé aumenta, acredita? Mas acho que Ele não sabe inglês, ou fingiu não escutar. Repeti como uma ladainha o versículo escríto no Real: Deus seja louvado, Deus seja louvado. Não adiantou. Aí, já quase desafalecido pelo cheiro horrível, enfiei a mão naquela merda - desculpe o palavrão, doutor, mas o senhor mesmo me estimula a soltar o verbo, falar o que vem na cabeça, não é? Então, enfiei a mão naquela merda e destampei a banheira. Suava frio, tremia, mas era o jeito. Queria acordar e não conseguia, um pesadelo mesmo!
- E aí? Você associa este sonho com alguma coisa que está acontecendo? Algum sentimento? Alguma experiência pessoal? O que significaria este sonho?
- Não sei...
- (silêncio)
- Ah! lembrei! Teve reunião da Diretoria Financeira. Os analistas financeiros perceberam que nossos lucros estão diminuindo. Quer dizer, poderão diminuir, pois nos últimos anos a gente só tem batido recordes de lucro. Acontece que essa política de diminuir a taxa Selic pode fazer o povo investir mais na Poupança que nos Fundos de Investimento, o que vai levar pro ralo os nossos lucros... Uma hecatombe!
- Hecatombe...
- O senhor sabia que a Poupança já tá valendo a pena? Antes era pra enganar o pobre, agora já está ficando interessante... Tenho de achar uma solução pra isso.
- Hmmm
- Ah! vou parar por aqui, tá bom? Tenho uma reunião agora à tarde. Semana que vem eu volto.
- Estarei aguardando.
Dia seguinte, nos jornais:
Instituições temem que queda de juros leve aplicação mais popular do país a tirar depósitos de fundos de investimentos
Os bancos querem que o governo mude o sistema de remuneração da poupança. Eles temem que, com a queda progressiva da taxa básica de juros (Selic), a remuneração do investimento mais popular do país, com cerca de 70 milhões de aplicadores, fique cada vez mais próxima da dos fundos de investimento, tornando-se uma ameaça para essas aplicações, que oferecem mais lucros para o sistema financeiro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou ao governo uma proposta para mudar o cálculo da rentabilidade da poupança, de forma que a Taxa Referencial (TR), usada na correção mensal, acompanhe a queda da Selic. Hoje, a caderneta tem rendimento de 6% ao ano e correção de 2,5% ao ano da TR, em média. Como a TR é baseada no rendimento de títulos bancários (CDBs e RDBs), mesmo que a Selic caia, o ganho não é tão afetado.
13 novembro, 2006
Acontecências
1. uma mulher, em Montes Claros-MG, levou 6 (seis) tiros na cabeça. Seria mais uma morte causada por um ex-companheiro ciumento, numa prova de que o machismo e a violência contra a mulher (uma coisa muitas vezes é sinônima de outra) se não fosse o desfecho da história: nenhuma bala penetrou no crânio da vítima! Uma e outra emaranharam-se nos cabelos, outras se alojaram entre o couro cabeludo e o osso.
2. num assalto, um entregador de pizza, aqui em Belô, recebe tiro no peito, calibre 38! A bala (ou, segundo os especialistas, o projétil) atingiu o fecho do zíper do agasalho utilizado pelo motoboy. Resultaram apenas leve escoriação e um susto maior que o mundo!
Já ouvi casos de moedas ou medalhas salvarem vidas. Ainda aqui em Belô, há dois anos, um sujeito empurrou a companheira janela abaixo, do alto de um prédio. A vítima caiu sobre um transeunte: ambos se machuraram, ninguém morreu...
Penso eu que a dona Morte dá uma vacilada, vez por outra. Deus protege, o "corpo tá fechado", "não chegou a hora", "o sujeito nasceu de novo"...
Dá vontade de acreditar no tal de 'maktub': está escrito! Ou para o bem, ou para o mal.
Nesses casos, para o bem!
11 novembro, 2006
O sapo e as uvas
BH by night
09 novembro, 2006
Vela para os pobres e fogueira para os ricos
06 novembro, 2006
Wikisexypedia
- hetero: 94,5%
- homo: 4,2%
- bi: 1,3%
- elas & elas: 4,1%
- eles & eles: 10,4%
- elas: 7,7%
- eles: 2,5%
- convicção
- falta de opção
- aversão
- sem hora marcada: 66%
- só em situações especiais: 7%
- insatisfeitos com a qualidade das próprias ereções: 45,1%
- atração
- tempo
- tranquilidade
- clima
- afeto
- elas: 17,8%
- eles: 4,5%
- elas: 26,2%
- eles: 4,9%
- instantâneo
- demorado
- único
- múltiplo
- discreto
- escandaloso
- fingido
- verdadeiro
- ejaculado
- lubrificado
- a seco
- cansaço
- rotina
- pouco tempo
- ansiedade
- sexo programado
- tabagismo
- estresse
- álcool
- sedentarismo
- alimentação desbalanceada
- drogas
03 novembro, 2006
Delicadeza: Bom pras cabeças
A vontade de poder é uma atitude que já foi apontada como regressiva e autoritária. É exatamente o contrário. Nietzsche acreditava tanto na capacidade de realização do indivíduo que não podia aceitar que a vida fosse gasta no exercício inútil de seguir ordens emasculantes. Para o homem que filosofou com o martelo, o que vale é a vida. A tradução do propósito do pensador pode ser tentada nos momentos aparentemente mais simples da existência: o gosto em se dedicar à verdadeira arte; o prazer em conviver independentemente de amarras sociais; a ânsia em aprimorar o mundo pela educação.
Se o pólo da assertividade é fundamental, a dimensão da suavidade pode ser o outro ingrediente da mezinha que vai nos redimir dos achaques decorrentes da perda do tempo e do espaço. O homem perdeu, juntamente com o sentido da história e da familiaridade (outras formas de se definir tempo e espaço), o prazer em ser bom.
A delicadeza, que sempre expressou a civilidade, se tornou defeito no momento em que a competição a todo custo domina a área. Encontrar com pessoas polidas pode ser uma forma de iluminação.
O VIDA EM CENA: GRUPO DE TEATRO ESPONTÂNEO foi criado em março de 1999 com o objetivo de pesquisar,... praticar, ensinar e divulgar o Teatro Espontâneo-TE, em suas diversas modalidades. Apresenta espetáculos desde setembro de 1999, para colégios, faculdades, empresas, grupos comunitários e instituições. Tem promovido cursos e oficinas de TE para jovens, educadores, profissionais de RH, lideres comunitários, pessoas de terceira idade, coordenadores de grupo e outros profissionais. Nos espetáculos atuam de quatro a seis atores, um ou dois músicos e um (a) diretor (a).
TEATRO ESPONTÂNEO:
É uma forma de teatro que se fundamenta na experiência de co-criação entre atores e platéia, aliando improvisação e interatividade. Sua origem remonta ao "Teatro da Espontaneidade", criado por Jacob Levi Moreno, 1921, em Viena, Áustria.
O Vida em Cena pesquisa e aplica as seguintes modalidades de Teatro Espontâneo: Playback Theatre, teatro fórum, teatro debate, sociodrama, jogos teatrais, jogos dramáticos e teatro relâmpago ("esquetes" de teatro interativo).
Estas modalidades podem, também, ser integradas a programas de desenvolvimento, seminários e palestras.
PLAYBACK THEATRE (PB):
É a modalidade de TE mais utilizada pelo Vida em Cena: pessoas do público contam histórias ou momentos de sua vida que são imediatamente encenados pela trupe.
Há uma valorização dos pequenos fatos do dia a dia, da importância de se contar / ouvir / compartilhar as histórias pessoais. Ao verem suas histórias recriadas esteticamente no palco, as pessoas podem perceber novos aspectos e ampliar sua consciência. (Leia mais aqui)
Programa para 2a. feira, dia 6.nov:
Dia 06 de Novembro - Segunda-feira - Início às 19:45h.
VIDA EM CENA: GRUPO DE TEATRO ESPONTÂNEO - O TEATRO DO INESPERADO!
APRESENTA:
"GESTOS DE DELICADEZA..."
Direção: SHEILA COSTA - Voz e Sonoplastia: MARLI ALVES
Atores: CLÓVIS COSTA, CONSOLAÇÃO, CRISTIANE LEITE, JOSÉ CARLOS RODRIGUES, NÉLIA CYPRIANO e ZOÉ VALE.
Dia 06 de Novembro - Segunda-feira - 19:45 h
Local do evento:
CASA: Centro de Atenção à Saúde do Adolescente - FULIBAN.
Rua Tomé de Souza, 67 - 4º andar - Cruzeiro - BHte.
ENTRADA: R$5,00 (cinco reais) + a doação de 1 litro de leite desnatado, ou 1 pacote de 250g de café em pó, ou 1 kg de açúcar cristal.
(Obs: Os alimentos são para atendimento aos adolescentes carentes assistidos pelo "CASA" - FULIBAN).
02 novembro, 2006
Saudades de Curitba
Fotos batidas em Curitiba-PR, durante o XIV Congresso Brasileiro de Psiquiatria. A Ópera de Arame foi o espaço público que mais nos impressionou, juntamente com o Museu Oscar Niemeyer e o Castelo do Batel. 01 novembro, 2006
Vontade de ser anjo
14,30h: Ao desembarcar no aeroporto de Confins (Belo Horizonte), enquanto aguardava nossas bagagens (minha e da Amélia) frente à esteira rolante, comentei com outro passageiro:
- Pra mim, a pior hora do vôo é essa espera.
- Por que?
- Porque sempre acho que a minha mala não vai chegar. O melhor é que sempre chega, não?
Havíamos despachado 2 malas e 1 bolsa. Primeiro, veio a bolsa; a seguir, a minha mala! Faltava a da Amélia. Aos poucos, a esteira foi se esvaziando e, no final, deslizava melancolicamente, sem nada por cima... E nós ali, com "cara de tacho".
- Pronto, pensei, minha paranóia até que fazia sentido. Um dia isso iria acontecer!
15,10h: Procuramos o setor de LL (não sei o que significam essas letras) da TAM. Os funcionários me tranquilizaram e disseram:
- Sua bagagem vai chegar no próximo vôo, dentro de 50 minutos. Esse tipo de problema pode acontecer.
Mesmo assim, fizeram uma ocorrência (que chamam de 'processo') e, via computador, entraram em contato com todos os LL do Brasil, principalmente o setor de despacho de Congonhas-SP, ponto de conexão entre Curitiba e Belo Horizonte.
16,00h: O vôo seguinte aterrisou, as bagagens circularam. Cada passageiro pegou a sua e... a nossa mala não veio!
16,30h: - Podem ficar tranquilos, garantiu a funcionária da TAM, isso acontece e, em 99% das vezes, a bagagem é localizada até o final do dia. À noite, certamente, será entregue na casa de vocês, sem ônus.
Fazer o quê?
16,44h: Resolvemos procurar a delegacia da Polícia Civil, no próprio aeroporto e foi lavrada uma ocorrência. Afinal, caso o pior acontecesse, teríamos mais uma instância a acionar, em busca de indenizações.
17,00h: Com "cara de Sexta-Feira da Paixão", tomamos o Executivo para o centro de BH, três horas após o desembarque!
Amélia já fazia o inventário dos pertences 'perdidos': Roupas, bijouterias, presentes pros filhotes, cosméticos... enfim, tudo aquilo que uma mulher bem feminina transporta quando viaja! Minhas palavras eram de solidariedade e consolo:
- Calma, benzim... mais tarde isso vai ser resolvido.
Dentro de mim, porém, um resquício paranóico: e se tivermos sido roubados? Afastava logo o pensamento tão incômodo e prestava atenção às obras da Linha Verde, em construção.
17,30h: Estávamos já a meio caminho entre Confins e BH quando o celular tocou. Pensei:
- Deve ser a nossa filha, Ana Letícia, que ficou de nos esperar no Terminal.
- Alô! disse uma voz feminina. Você esteve num congresso médico?
- Sim, por que?
- E está chegando hoje?
- Isso mesmo?
- Pois é, Dr. Cláudio, meu marido está com sua mala.
- Que boa notícia! exlamei alvoroçado. Como isso aconteceu?
- Ele a pegou, por engano. Só quando chegou aqui em casa, no Bairro Santo Antônio, descobrimos o erro. A nossa é verde e mesmo assim trouxe a sua, preta.
- Ótimo! Ótimo! Onde posso buscá-la?
- Olhaqui, ele já está de volta ao aeroporto, porque a nossa mala ficou lá...
O desfecho foi o seguinte:
Às 22h chegou-nos a bagagem, intacta, entregue pela companhia aérea.
Foi só então que nos consideramos chegados de viagem.
Em algumas horas passamos do luto à alegria.
Fica-nos, porém, uma questão: como é que pode alguém sair da sala de desembarque carregando uma mala que não lhe pertence? E o ticket de bagagem, quem o confere?
Melhor ser como anjos: viajar pelo espaço com nossas próprias asas, sem lenço nem documento, sem bagagem nem aeroportos... sem controladores de vôo, sem atrasos, sem esteiras onde as malas podem desaparecer.
Ou não.
29 outubro, 2006
O retorno
28 outubro, 2006
Soié & Castelo do Batel
Certamente, lá em Nova Era, haverá encontro da família Costa: filhos e filha, netos, etc. Imagino, daqui, a animação reinante com a casa cheia de gente. Minha mãe, Aparecida, atenta a tudo e a todos, ansiosa por servir um almoço especial. Churrasquinho, cerveja, alegria, fuzarca, brincadeiras e, à noite, sessão de "causos" na varanda.
Para o papai, um grande abraço e PARABÉNS!
2) Castelo do Batel é uma construção em estilo neoclássico francês (os arquitetos que me perdoem, se não for exatamente assim) que pertence à família Lupion, aqui em Curitiba. Fica na esquina da Av.Batel com Rua Teixeira Coelho, no centro de um imenso lote ajardinado. Atualmente funciona como casa de recepçoes. Estivemos lá, ontem à noite, para um jantar oferecido por uma indústria farmacêutica. Ofereceram, antes, uma palestra com o intuito de nos convencer que o antidepressivo deles é o melhor do mundo. A gente já está escolado: não existe a pílula da felicidade!A indústria farmacêutica, como todo sistema capitalista, visa o lucro.
Investem milhões de dólares em pesquisa e 'precisam' vender. É assim. Cabe aos bons profissionais estudarem muito e aprenderem a fazer leituras críticas, filtrar as afirmações, checar as estatísticas. Diz-se que, à indústria, interessa 'realmente' um bom produto, seguro e eficaz, pois venderão mais e não serão processadas por fazerem mal aos usuários (os pacientes, nós mesmos). Se não forem picaretas, até dá pra acreditar.
Por outro lado, nós, os profissionais, também queremos (digo dos honestos) cuidar bem dos pacientes, mitigar o sofrimento e não prejudicar ninguém. Há riscos com a química, todos sabemos. Risco x benefício, eis a questão.
Tudo isso deve estar na mente da gente quando 'aceita' um convite para eventos "científicos" regados a bons jantares, vinhos saborosos e charme. Foi assim, ontem, no Castelo de Batel. (Nossas fotos serão postadas, em breve).
__________________
Amanhã: Belo Horizonte.
27 outubro, 2006
MON
O gênio do artista (sei que alguns torcem o nariz pro Niemeyer, mas acho que é pura inveja) se imortalizou em muitas obras. Inventor de formas que surpreendem e desafiam a Lei da Gravidade.
Aqui, o MON é um 'grande olho' que observa a cidade e que pode ser visto de vários lugares: fica numa colina, próximo ao Centro Cívico da cidade.
Trata-se de um espaço espaço, onde predomina a cor branca da construção, contrastando com o verde do bosque adjacente e com o azul cobalto dos vidros que compõem o 'olho'. O site do MON é este aqui, um link valioso.
Amélia e eu passamos algumas horas admirando as exposições simultâneas: arte de Cuba, fotografia de Cláudia Andujar, Siron Franco e as Santanas da coleção particular da mineira Angela Gutierrez. Falar o quê? Arte se vive, se respira, emociona.
À tarde: Congresso.
26 outubro, 2006
Arame e Pasta
24 outubro, 2006
Graciosa
A "Graciosa", como chamam por aqui, é a antiga ligação entre o planalto e o litoral. Serpenteia por entre a vegetação preservada da Serra do Mar, pedaço de Mata Atlântica que ainda resta. Estreitinha, ora asfaltada ora pavimentada com paralelepídedos. Riachos, pequenas cachoeiras, pontes, amuradas de pedras e muitas, muitas hortências transformam a viagem em um passeio pelo jardim.
A certa altura, temos um mirante. Uma parada e... já se avista a baía de Paranaguá, lá embaixo, meio que entre as brumas de uma terça-feira ainda meio nublada.
Descemos devagar, sentindo o cheiro de mato e escutando pássaros, mil pássaros. Eram duas graciosas: a estrada e a companhia ao meu lado: Amélia.
Em Morretes, nosso destino, caminhamos pelas margens do Rio Nhundiquara, sobre o qual se debruçam alguns restaurantes avarandados. A especialidade do local é o "Barreado", uma carne preparada com toucinho ou bacon, muita cebola, cominho, louro. A tampa da panela é selada com uma massa de mandioca e farinha de trigo e, segundo a tradição, deve-se deixar cozinhar por 24h. Após, "soca-se" a carne e tem-se um caldo grosso, com aquelas fibras bem macias, com cheiro apetitoso.
Nossa escolha, porém, foi um linguado grelhado com alcaparras, acompanhado de rica e abundante salada. Não fosse a viagem de volta e o sol inclemente, uma taça de vinho seria ótima pedida.
Morretes é cidade antiga, onde tem uma estação da linha férrea, ponto final da "litorina", um ou dois vagões que descem a serra através da mais incrível ferrovia: abismos por sobre florestas, deslumbrante. Fizemos este passeio há anos e preferimos, agora, a Graciosa. Valeu.






