Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
04 abril, 2010
Pra ser sincero...
01 abril, 2010
07 março, 2010
Trilhas mineiras
Muito mais fotos AQUI.
22 fevereiro, 2010
- Não é bem isso o que eu queria dizer...
Muitos devem se lembrar daquele bebê da Família Dinossauro que invocava o papai Dino como "Não-é-a-mamãe". O "pai" só aparece por ser outro que não a mãe.
Aprendemos com René Spitz em seu livro "O não e o sim" (No and yes. On the Genesis of Human Communication. International Universities Press, Inc. New York, 1957) que a primeira palavra com sentido semântico pleno utilizada pela criança é o NÃO, embora muitos pais e mães se encantem com os balbucios de seu filhote (papá, mamã) e disputem qual deles foi primeiramente nomeado.
O conversar comum, cotidiano, progride e se prolonga através de mal-entendidos, desmentidos e correções, logo seguidas de novos dizeres, cada vez mais necessários: "Não é bem assim", "O que eu queria dizer mesmo é...", "Você não entendeu direito", "Exatamente o que aconteceu?", "Quando falei tal coisa, é porque...", "Como assim? Explique melhor"...
Neste pequeno texto que estou escrevendo, cada parágrafo procura reforçar o anterior, re-afirmar a idéia, prevenir possíveis distorções no entendimento, convencer pela repetição, demonstrar o que foi dito, etc. A linguagem, definitivamente, é capenga e insuficiente para dizer tudo...
Já em 1901, Freud publicou um delicioso artigo, intitulado Psicopatologia da vida cotidiana (Psychopathology of everyday life), no qual aborda o tema dos atos falhos.
O conceito de ato falho (Fehlleistung, em alemão) não constava nos manuais de Psicologia e foi inventado por Freud. Na tradução inglesa, traduziu-se como parapraxis (parapraxia, em português).
[Parapraxia, segundo o Houaiss, é um termo originado diretamente do grego, pela justaposição do prefixo "par(a)" com o substantivo "praxis" = ação. "Par(a)" tem muitas acepções: 1) 'proximidade': parágrafo, paraninfo, paratireóide, parenteral, parêntese, parótico, parótida; 2) 'oposição': paranomia, paradoxo; 3) 'para além de': parapsicologia, parapsíquico; 4) 'defeito': parafasia, paralexia, paramimia, paramnésia, paraplegia; 5) 'semelhança': parastaminia, parastêmone, parastilo].
Na tradução brasileira das Obras Completas de Freud (Edição Standard, Editora Imago), encontramos a expressão ato falho, que pode ser, por exemplo, o esquecimento de algo importante, de um nome, o desvio em um trajeto predeterminado, a troca de palavras, etc. Distingue-se do erro comum, fruto da ignorância, imperícia ou conveniência. Ao cometer um ato falho, ninguém pode dizer "Eu não sabia" nem é possível renegá-lo: cai-se o véu, desvela-se algo oculto.
Os atos falhos são também conhecidos como lapsos (do latim, lapsus = escorregar, escapar) , aparecendo em compostos:
- lapsus linguae = erro acidental ao falar, que altera o sentido que se pretendia dar à frase e que é interpretado (por influência da psicanálise) como expressão de pensamentos reprimidos;
- lapsus calami = erro acidental ao escrever (do latim, calamus = caneta, pena com que se escreve);
- lapsus memoriae = falta de lembrança; recordação defeituosa ou inexata.
Elementos dos sonhos e das parapraxias são indicadores de que existem conteúdos inconscientes, reprimidos, que saltam à luz por uma falha nas defesas do sujeito. Portanto, são um caminho privilegiado para o entendimento da vida psíquica normal, assim como as descobertas anteriores permitiram a Freud teorizar sobre as neuroses.
Psicopatolgia da vida cotidiana foi muito valorizado pelo criador da Psicanálise pois, segundo ele, "seria imune a objeções, já que os atos falhos eram fenômenos experimentados por qualquer pessoa normal".
O artigo é muito interessante, tem uma linguagem clara e acessível, ilustrada com uma série infindável de exemplos. Há o orador que, ao abrir uma sessão solene, diz: "Tenho muito prazer em encerrar esta sessão!", deixando evidente seus desprazer em estar ali.
A tese central de Freud é que os atos falhos, incluindo-se os lapsus linguae, são determinados por elementos que o sujeito não pretendia enunciar e seu significado oculto só aparece justamente na hora em que escapa ao controle da repressão. Assim, no velório, o cunhado diz para a viúva: "Meus parabéns", ao invés de dizer: "Meus pêsames". São eventos tão comuns e óbvios, por isso Freud os inclui como exemplos da psicopatologia da vida cotidiana.
O enunciante é surpreendido pelo que acaba de falar. Pode até ocorrer que ele não perceba, mas o interlocutor não deixará passar em branco. Pode provocar risos ou desconcerto, dependendo do conteúdo revelado.
O conceito de ato falho já caiu no domínio do senso comum. Tanto assim que o próprio Presidente Lula, se interpretou, ontem pela manhã, durante entrevista, conforme divulgado na TV e jornais:
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje de manhã, em entrevista coletiva a nove emissoras de rádio, que irá "sim disputar as eleições" em 2006. Depois, corrigiu a informação, negou que já tenha se decidido pela reeleição, e disse ter cometido "um lapso". "Na verdade, a intenção era dizer se eu for para a disputa", esclareceu. Ele assegurou que não tem pressa de decidir sobre a reeleição."
Ao negar o que dissera, provoca apenas riso e descrença. Insiste: "na verdade, a intenção era...". Mas se ele mesmo reconhece um lapso, então deve saber que o dito escapou, era algo reprimido, mas escapou! Ou seja, quando diz sim, querendo dizer não, o que vale é o sim! Vale o dito.
21 fevereiro, 2010
20 fevereiro, 2010
17 fevereiro, 2010
Dois lobos?
Ele disse:
- Meu neto, existe uma batalha dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, arrependimento, a cobiça,
arrogância, auto-piedade, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, falsas
orgulho, superioridade e pura racionalidade.
O outro é bom: é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade,
bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e
fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu
avô:
- Qual lobo vence?
O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que você alimenta.
--------------
Recebi e repasso.
Sistema de comentários
Até ontem, funcionava o Haloscan, que interrompeu o sistema gratuito e está oferecendo a continuidade do serviço por alguns dólares anuais.
Por ora, vou tentar a própria configuração do Blogger. Até agora não consegui.
Se alguém quiser deixar seu comentário, pode enviar email para:
clcosta@ipvip.com.br
Um abraço, Cláudio.
16 fevereiro, 2010
Last chance Harvey (minha 'fuga' no Carnaval)
15 fevereiro, 2010
Praça JK (minha 'fuga' no Carnaval)
Se disser que dei muitas voltas, dirão que exagero. Se confessar que completei três em 30min dirão que sou lerdo.
Fazer o quê?
Vou ali tomar uma água de côco que ninguém é de ferro.
Ah! que a brisa era do mar, lá isso era!
14 fevereiro, 2010
Inhotim (minha 'fuga' no Carnaval)
Conhecemos o C.A.C.I. em 2006 ( fiz um post sobre nosso deslumbramento) e desde então voltamos lá periodicamente).
Hoje foi especial, pois tivemos a companhia do filho Ângelo e da norinha Renata, além de nos encontrarmos, lá, com alguns amigos e amigas.
Isso é que é Carnaval. O resto é baticum...
HomePage oficial.
13 fevereiro, 2010
Avatar (minha 'fuga' no Carnaval)
12 fevereiro, 2010
05 fevereiro, 2010
27 janeiro, 2010
24 janeiro, 2010
11 janeiro, 2010
Julie & Julia: o filme

É divertido, quase sempre ágil, belas recomposições, fazendo uma mistura soft de romance, drama, comédia e biografia.
» Direção: Nora Ephron
» Roteiro: Julie Powell (livro), Alex Prud'homme (livro), Nora Ephron (roteiro), Julia Child (livro)
» Gênero: Biografia/Comédia/Drama/Romance
» Origem: Estados Unidos
» Duração: 123 minutos
Elenco: Amy Adams, Meryl Streep, Jane Lynch, Stanley Tucci, Mary Lynn Rajskub, Vanessa Ferlito, Dave Annable, Chris Messina, Lindsay Felton
Julie Powel, jovem americana dos tempos atuais, se identifica com Child e decide fazer todas as 524 receitas em 365 dias, publicando sua epopéia num blog.
Amélia e eu nos divertimos muito, identificamo-nos em alguns episódios, pois muitas vezes nos aventuramos nas artes da culinária, sem pretensões mas com muitos bons resultados. Amélia é mestra em culinária mineira, doces, tortas, muffins, cookies e bem poderia ser protagonista de um filme.
Palavra de marido.
07 janeiro, 2010
Lula: o filme
Desta vez, o imperativo da curiosidade foi o motor principal: de alguma forma já conhecia o argumento, as inúmeras e contraditórias críticas, as acusações ("tentativa de criar um mito", "propaganda política"), etc.
- Fui conferir, diria.
A sala do BHShopping não estava lotado, predominavam os jovens na platéia, era o fim-de-tarde de um dia de semana.
Na fileira logo atrás de onde me assentava, três rapazinhos, entre 13 e 15 anos, anunciavam as cenas:
- Agora ele vai prensar o dedo, agora ele vai ser preso, dizia um para os outros, em voz apenas audível para quem estivesse logo ali, de orelha em pé.
O silêncio era total, para minha surpresa, pois as sessões vespertinas com platéia infanto-juvenil costumam ser interativas, com manifestações incômodas e, às vezes, engraçadas.
O filme relata a trajetória de um brasileiro nascido na pobreza extrema, migrante do nordeste para o sul maravilha, muita luta, muito trabalho e, por que não dizer, esperteza suficiente para sobreviver.
O ambiente familiar não poderia ser pior, embora comum: pai alcoolista, violência intrafamiliar, uma fieira de filhos, estratégias de sobrevivência, sonho de vida melhor.
Em Santos-SP, o menino Luíz Inácio aprende a driblar as vicissitudes, vê a mãe abandonar o pai que maltratava a todos e é educado nos bons princípios pela mãe, personagem graúda na história. A figura materna, com efeito, sobressai.
O desafio indicado na primeira linha deste comentário foi, para mim, entrar no clima do filme sem me referir o tempo todo na vida real: aquele ali é o Lula, presidente do Brasil... do qual posso gostar ou não, apoiar ou não, respeitar ou não.
Em certos momentos, sim, consegui, graças ao tratamento romanesco e épico dado pelo diretor Fábio Barreto. Em outros momentos, principalmente nas cenas documentais (inclusive com inserções de reportagens da época), não.
Com certeza, grande parte da mídia afinada com a oposição, que é preponderante e irritantemente preconceituosa em relação ao atual presidente, vai berrar aos quatro cantos que se trata de propaganda política em ano de eleição.
Cada um que vá assistir, não se deixe influenciar por opiniões a favor ou contra, pois essas jamais serão isentas.
Opinar sobre o filme em questão traz o risco de sofremos as pauladas do patrulhamento ideológico, à esquerda e à direita. Fazer o quê?
Quanto a mim, afirmo que gostei do filme, achei um bom espetáculo, entretenimento interessante e plasticamente razoável. Nada que mereça o Oscar, nenhuma maravilha imperdível.
O protagonista é conhecido de todos, influencia a vida de todos nós e, queiramos ou não, tem uma história de vida espetacular. Coisa de filme.
31 dezembro, 2009
20 dezembro, 2009
17 dezembro, 2009
12 dezembro, 2009
Eu é um outro
COMIGO ME DESAVIM
Sá de Miranda
Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.
Com dor, da gente fugia,
Antes que esta assim crescesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meio espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?
Contemporâneo de Camões (1524?-1580), o poeta Francisco de Sá de Miranda (1481-1558) é, depois do bardo de "Os Lusíadas", o autor português mais lido do século XVI.
"Eu é um outro", como disse Arthur Rimbaud (1854-1891), 300 anos depois. Sá de Miranda já sabia.
O que Freud reafirma, ao dizer: "wo es war, soll ich werden’’, ou seja, lá onde o eu era, o sujeito deve advir.
24 novembro, 2009
O que falar?
Solicito aos meus parcos, porém valiosos, leitores que compartilhem aqui na caixa de comentários sua experiência/vivência com essas questões.
31 outubro, 2009
Surubim, shyraz-malbec, sorvete e amizade
Tomei sete postas bem cortadas, salguei-as com alho e sal dissolvidos em suco de meio limão. Deixei-as a repousar, respeitosamente.
Piquei em pequeninos pedaços oito tomates bem maduros e duas cebolas médias, que pus a dourar em óleo bem quente. Colorau dá um tom único, enquanto a fome vigia o cozimento. Adicionei um pouco de tempero e os tomates.
'Já está na hora de colocar o peixe'. Foi pensar e agir, mergulhando as postas no molho que ferventava. Acrescentei generosa porção de azeite de dendê e não economizei no leite de côco. As ervas ali estavam: tomilho (uma pitadinha), orégano (toque italiano). Finalizando tudo, molho de pimenta lá de Trancoso, presente do Leo que sugere brisa, areia, água do mar e de rio, baianidade irresistível.Convivas à mesa, chegou a hora do brinde entre amigos:
A conversa foi de recordações e atualizações, pois a distância e o tempo separaram-nos por longos seis meses. Novos desafios se descortinam e os projetos de cada um avançam celeremente para a plena concretização. O vinho é boa companhia para esses momentos, como nos confirmou o blend shyraz-malbec, invenção argentina.
Por sua vez, Amélia já idealizara a sobremesa e brindou-nos com a delícia do dia:
12 outubro, 2009
Pièrre Barouh em BH
Ontem à noite, fui assistir o baixista Rômulo Marques e o cantor francês Pièrre Barouh. Marques é mineiro, radicado no França há anos e formou uma banda especial para os shows daqui, formando com Chico Amaral (sax e flauta transversa), Beto Lopes (guitarra e violão), além de bateria e piano.
Pièrre Barouh tornou-se famoso no final dos anos 60, quando participou do filme "Um homem, uma mulher", de Claude Lelouch.
O romance entre Anouk Aimée and Jean-Louis Trintignant arrebatou corações, o filme foi um sucesso, ganhou o Oscar e a Palma de Ouro em Cannes e se chamou a atenção para a produção musical brasileira, especialmente por causa do "Samba da Bênção", cantado por Pièrre Barouh, com o nome de Saravah.
Aos 74 anos, o então charmoso ator Pièrre Barouh enfrentou a platéia belorizontina, cantou sucessos antigos e, claro, empolgou a todos com o "Saravah".
Muito espontâneo, desceu do palco, circulou entre o povo, ganhou aplausos e distribuiu simpatia. Os mais jovens, claro, se admiraram com muitos cinquentões e sessentões na platéia que acompanharam o galã de tanto tempo atrás, ainda charmoso com sua cabeleira branca, sorridente e informal.

Talvez a grande contribuição de Pièrre Barouh tenha sido a 'descoberta' da música brasileira, registrada no documentário maravilhoso que fez, em 1969. Aparece até o Pixiguinha.
Trecho do documentário Saravah:
10 outubro, 2009
Eu sou Galo, ela é Cruzeiro
Taí uma contribuição nossa para a paz no mundo: formamos um time vencedor e no coração dela sou artilheiro (e ai dela se me desmentir!).
Na casa de meus pais ocorre exatamente o inverso: ele é cruzeirense, minha mãe é atleticana, o que lhes possibilitou chegar às Bodas de Diamante: 60 anos de casados!
Sei de muitos outros casos assim, que confirmei pessoalmente em minhas passagens por Porto Alegre:
Se o MiltonRibeiro é Internacional, Mme. Antonini é Grêmio.
Já o DomAfonsoChato é Grêmio e tem a Kaia colorada.
Será válida uma tal lei da Física que fala da atração dos contrários?
Mas deixemos de bla-bla-bla e vamos ao vídeo (acompanhe a letra):
Galo e Cruzeiro
Vander Lee
Composição: Vander Lee
Minha Preta não fala comigo
desde primeiro de janeiro
Ela me deu a mala eu fui dormir na sala,
fiquei sem dinheiro
Não tem mais feijoada, nem vaca atolada,
rabada ou tropeiro
Já fez greve de cama diz que não me ama,
quebrou meu pandeiro
Na hora do cruzamento, ela deu impedimento
ou falta no goleiro
Pra aumentar meu tormento, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
Com o gol anulado, saí do gramado,
voltei pro chuveiro
Isso tudo porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
Caí de centro-avante, pra médio-volante,
agora sou zagueiro
No último domingo ela foi jogar bingo
e eu fiquei de copeiro
Ela fala, eu me calo, ela canta de galo
lá no meu terreiro
Ela apita esse jogo, ela é quem bota fogo
no nosso palheiro
Ela finge que não, mas no seu coração
ainda sou artilheiro
Só faz isso porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
Ela finge que não, mas no seu coração
ainda sou artilheiro
Só faz isso porque, meu irmão,
eu sou Galo e ela é Cruzeiro
07 outubro, 2009
TDAH em adultos - Entrevista na Globominas
O tema é vasto e rezei para que N.Senhora dos Bons Resumos e Protetora dos Sintéticos me ajudasse a não me dispersar, não desperdiçar o tempo e transmitir o principal.
Não foi fácil.
Acrescentaria uma informação sobre o "por quê de o TDAH afetar o dobro de crianças em relação a adultos": o processo de desenvolvimento neurológico está ainda incompleto e o lobo frontal/pré-frontal (ao qual compete programar, estabelecer metas e definir ações) está imaturo, o que leva a maior grau de desorganização, desatenção e impulsividade.
Enquanto falava sobre novas exigências sobre a criança no início da fase escolar, pensava na informação do parágrafo anterior. Mas o tempo corria e outra pergunta foi feita... Acontece.
06 outubro, 2009
05 outubro, 2009
03 outubro, 2009
27 setembro, 2009
20 setembro, 2009
15 setembro, 2009
Não é suiço mas resolve!
se a lâmpada queimou?
Quero secar a pia,
a torneira fungou.
A porta travou
A gaveta enquiçou
o puxador se soltou.
E agora, José?
É o inferno astral
do meu apê:
até a geladeira queimou.
O móvel encomendado
a tokstok atrasou.
E agora, José?
A tomada fez curto
o fio torrou
e o ferro esfriou.
São 12 trabalhos,
pra quem não é Hércules.
E sem ferramenta
como fazer?
Corri logo ali,
e veja o que vi:
é chave, é tesoura,
serrote, faquinha,
até chave inglesa
de bico potente.
Pequena e forte
usei pra valer.
E agora, José?
- Agora tá tudo nos trinques, brilhando, uai!
13 setembro, 2009
Minha BeautyFlex
As visitas eram convidadas a passar de mão em mão as fotos obtidas em Recife, Porto Alegre, Serra do Caraça, aniversário dos meninos.
-Gostou? Então lhe envio uma cópia, pelos correios.
Tudo calmo, experenciado, manuseado. Se necessário, mandava-se retocar os negativos, a lápis. Depois era o tempo de espera, alguns dias, visitar a loja e pegar as fotos. Será que o tempo andava mais devagar?
Quando a Fuji chegou, ainda mantive o hábito de utilizar simultaneamente a Olympus e a nova digital. Era difícil resistir ao ritual de comprar o filme, colocá-lo na câmera, regular distância, bater uma, duas, três poses de cada cena para "ver qual ficaria melhor".
Entretanto, a praticidade das câmeras digitais, o resultado conferido ali mesmo no visor de LCD, os comentários imediatos, a possibilidade de enviar por email... resistir, quem há-de?
A Fuji agora está com meu filho Ângelo, antes que compre outra, em busca de mais pixels, mais nitidez, melhores resultados.
Há quase três anos impera aqui a Sony N1, com poderosos 8.1 MegaPixels que nunca utilizei (ainda não houve necessidade), lentes Carl Zeiss, touch-screen, recursos multimídia, etc. Já está velha? É o que decretam os marketeiros, a roda tecnológica, o desejo de mais e mais, o tal do progresso.
Mas, por ora, meus dois amores ainda são esta nova-velha Sony e a robusta Beautyflex.
07 setembro, 2009
Mamão grávido
Lembro-me bem da alegria que era achar uma "banana gêmea" ou aquela laranjinha na laranja bahia. Coisas bobas, bobíssimas, mas que retornaram hoje ao me deparar com um mamãozinho dentro do mamão papaia. O café-da-manhã teve um sabor a mais, uma emoção tão inútil quanto desimportante, que me impeliu a correr para buscar a câmera e fotografar.
Amélia recordou as proibições da avó, que dizia ser perigoso comer bananas gêmeas porque eram 'alterações' da natureza! "-Quem disse que não comia? Era uma delícia!", sorriu Amélia ao contar as preocupações da Dona Rosinha, nascida em 1895.
O prosaico do feriado seria colorido pela surpresa do mamão grávido.
03 setembro, 2009
Serra do Rola Moça
A serra do rola-moça
Mário de Andrade
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
o noivo com a noiva dele
cada qual no seu cavalo.
Antes que chegasse a noite
se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
e se puserem de novo
pelos atalhos da serra
cada qual no seu cavalo.
Os dois estavam felizes,
na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.
A Serra do Rola-Moça
não tinha esse nome não.
As tribos rubras da tarde
rapidamente fugiam
e apressadas se escondiam
lá embaixo nos socavões...
Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
cada qual no seu cavalo,
e riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
com as risadas dos cascalhos,
que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.
Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
no vão do despenhadeiro
o noivo se despenhou.
E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.
02 setembro, 2009
Chaminés
As chaminés foram as únicas estruturas que sobraram da antiga fábrica de cimento Itaú, em Contagem-MG, região metropolitana de Belo Horizonte. Hoje, ali estão três mega construções: O Leroy Merlin - casa e construção; o Sam's Club - hipermercado de atacado e o Itaú Power Shopping. Diz a lenda que compõem o maior centro de compras da América Latina. Será?
31 agosto, 2009
24 agosto, 2009
10 agosto, 2009
08 agosto, 2009
04 agosto, 2009
Imitação de Cristo
Doente e moribundo, é notícia da hora em sua cidade, Brasília.
Já nos últimos suspiros, ele faz um sinal à enfermeira.
- Sim, Padre?
- Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer, Renan
Calheiros e Sarney, sussurrou.
- Sim, Padre, verei o que posso fazer.
De imediato, ela entra em contato com sua direção e esta com Congresso Nacional.
Para fazer um Ibope com o bom padre e melhorar a imagem surrada, os políticos logo aceitam fazer a visitinha, mas rápida né.
Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho padre, nas últimas, pegou um em cada mão.
Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do padre.
Renan então disse:
- Padre, porque é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas para estar ao seu lado?
O velho Padre, lentamente, disse:
-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.
-Amém, disse Sarney.
-Amém, disse Renan Calheiros.
E o Padre concluiu:
-Então... como Ele morreu entre dois ladrões vigaristas, eu quero fazer o mesmo.
02 agosto, 2009
Paraty-RJ
Parati que, na língua tupi, significa "peixe de rio" ou "viveiro de peixes", era o nome que os índios guaianás davam ao local onde hoje fica a cidade. Originalmente, o nome era escrito com dois "i": Paratii. Posteriormente, já no século XVIII, o nome passou a ser escrito como Paraty, com "y". Esta grafia foi mantida até 1943, quando a Convenção Ortográfica Brasil-Portugal suprimiu o Y do alfabeto português. Desde então, escreve-se Parati. (Fonte: Portal Brasileiro de Turismo).
Música: Hora Staccato (Grigoras Dinicu)
Executada por: Isao Tomita (música eletrônica)
25 julho, 2009
Da gripe que está aí: mitos e verdades
Até 10 horas.
2. - Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.-Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais
importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e
olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.-É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
Nota: no avião talvez não, mas aeroportos são lugares públicos... Carregue a garrafinha de gel... avemaria!
5.-Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente
doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.-Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.-Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.-De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.-O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus,
que é a pneumonia.
10.-
Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.-A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.-O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o
que ocasiona a morte.
13.-Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas..
14.-Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno..
15.-Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas
superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que
houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda
extremar a higiene das mãos.
17.-O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe
todos somos igualmente suscetíveis.
18.-Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.-É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é
pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não
existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um
microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está
infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente
eficaz.
20.-Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.-Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a
resistir seu ataque.
22.-
Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar,
escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.-O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do
organismo.
24.-Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.-
Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.-Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os
antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.-O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.-Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha
prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.-Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.-As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações
que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.-
Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32.-O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em
gel.
33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não
têm o vírus?
O isolamento.
34.-O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.-Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.-Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.-O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se
propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou
em mais de 3 países.
38.-Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.-As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas. (Nota minha: a primeira vítima nos USA foi uma criança...)
40.-Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.-Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto pode acontecer,
mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.-Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.-Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério
norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.
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(Além de tudo que devemos fazer, é preciso saber: informação é fundamental. O que pode ser conhecido para você, será novidade valiosa para alguém. )
Da gripe que está aí
1. o controle da doença está precário, apesar de o governo dizer o contrário;
2. quando se contabilizam apenas os mortos e se limita o exame específico, não se pode confiar em estatísticas oficiais;
3. o governo está aconselhando a população a não procurar o serviço público se os sintomas não estiverem graves... quando for assim, a vaca já foi pro brejo;
4. o atraso na produção de vacina + aumento da velocidade de transmissão = mais e mais mortes;
5. tempo seco e frio aumentam as chances de contaminação.
6. para dificultar pegar o virus: evite lugares cheios de gente, aglomerações, contato com pessoas gripadas, uso de transporte coletivo. Lave as mãos, muitas vezes mesmo!
7. quanto mais gente contaminada maior a virulência!
20 julho, 2009
Do amor
"A M A R É . . ."
Alguns blogs chamam a atenção pelo conteúdo lamentoso em função das frustrações amorosas vivenciadas por quem os escreve: tal como um muro das lamentações, os diários virtuais, trazem à tona a carência maior do ser humano: o desejo de ser amado incondicionalmente! Oh! missão impossível!
Comecemos pelo princípio: ao nascer, o filhote do homem é totalmente dependente, frágil, incapaz de se manter. Graças aos cuidados maternos (ou de quem se assume como cuidador), sobrevive-se. Uma relação imediata se configura: necessitado + cuidador. Ou seja: no início da vida, somos "seres da necessidade". Até aí, funcionamos como todo ser vivo, animais: a mãe/cuidador se apresenta indispensável até que, pelo próprio desenvolvimento do bebê e pelas outras atribuições do adulto, ela (mãe) se afasta lentamente... já consegue se atrasar para acudir as necessidades do recém-nascido que, por seu lado, começa a antecipar os indícios de que será atendido: o ruído de passos, a voz, o barulhinho da colher mexendo o mingau, etc. Um hiato (uma fenda, um vazio) se interpõe na díade mãe-filho, propiciando ao bebê uma experiência fundamental: clamar pelo que precisa!
O chôro, o grito, a agitação de braços e pernas, tudo passa a se configurar como linguagem que é interpretada e verbalizada pela mãe: neném tá com frio, neném tá com dor-de-ouvido, neném tá com fome!
A evocação da figura ausente e dos objetos de satisfação instauram os princípios da linguagem simbólica (símbolo = representação da "coisa", sem a "coisa"). Nasce o "desejo"!
O que, pois, inaugura a linguagem é a "falta", a "perda do objeto" de necessidade e sua substituição pelo "objeto do desejo". Muito além das funções de sobrevivência (objetos de necessidade) clamamos por uma atenção colorida de afeto. Fornecer comida, apenas, não basta, é preciso que o ato de alimentar seja atencioso, cuidadoso, amoroso! "Com açucar e com afeto", na canção do Chico Buarque.
Se, antes, a mãe era identificada ao objeto necessário aos instintos básicos (sobrevivência, alimentação, proteção contra frio, etc), agora passa a ser a benfeitora que propicia a satisfação. É quem garante a vida e o prazer (éros/libido), constituindo-se como primeiro objeto erótico/libidinal da criança. Nasce o AMOR, expressão de reciprocidade gratificante entre mãe e criança (ainda sem romantismo, invenção tardia na história da humanidade).
A experiência fundadora do amor se expande vida afora, com a saudável substituição da mãe como objeto único de amor por outros objetos a serem conquistados - um ser a quem amamos e que nos ame (resolução do "complexo de Édipo").
Entretanto, uma ILUSÃO pode permanecer: a de que haverá alguém que nos garanta a satisfação plena, o afeto total, o amor incondicional! Inconscientemente, queremos repetir o idílio da primeira infância, quando nenhum esforço tínhamos que fazer: bastava desejar e... pronto! Satisfação garantida!
Muito mais tarde vamos aprender que "o amor é conquistado": temos de perguntar sempre ao outro: "o que queres de mim"? Só assim seremos amados. Enganam-se aqueles que se julgam dignos do amor, sem nada oferecerem.
O jogo é complexo e interminável: de um lado, projetamos no outro as qualidades que o tornam digno de nosso afeto. O outro, por sua vez, tudo faz para corresponder e, às vezes, se julga realmente portador de todas aquelas qualidades. E vice-versa!
Sobre isso, Jaques Lacan retoma uma frase platônica: "Amar é dar o que não se tem a quem não sabe o que quer"... Decifre-a quem puder.
O Amor, assim, é indefinível por natureza, incomensurável (nada matemático), inconsistente, sem garantia de retorno, absolutamente assimétrico - já que cada um tem seu inconsciente e seu imaginário forjados na mais tenra idade, com experiências tão singulares quanto incomunicáveis! Só mesmo os poetas para darem conta de falar do Amor: O amor é mesmo "fogo que arde sem se ver..." (Camões); é "...ânimo dos desmaiados, arrimo dos que vão a cair, braço dos caídos, báculo e consolação de todos os desditosos" (Cervantes); "Ninguém é pobre quando ama". (Camilo Castelo Branco). "Há amores sem felicidade, mas nunca felicidade sem amor" (Jacques Lelouch) e "ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor... nada disso me aproveitaria" (S.Paulo).
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Republicado.














