
Basta pensar em sentir Para sentir em pensar. Meu coração faz sorrir Meu coração a chorar. Depois de parar de andar, Depois de ficar e ir, Hei de ser quem vai chegar Para ser quem quer partir. Viver é não conseguir. Fernando Pessoa, 14-6-1932
Ao receber o convite para prefaciar este livro, inúmeras associações surgiram em minha mente. As mais remotas levaram-me ao momento em que entrei em contato com o Psicodrama. Era estudante de Medicina e estagiava numa clínica de atenção psiquiátrica, psicológica e pedagógica a crianças e adolescentes. Foi quando, – aprendiz – comecei a participar das sessões de psicoterapia de grupo, nas quais se utilizavam técnicas psicodramáticas. Minha posição de “observador” evoluiu para a de participante ativo, quase um co-terapeuta, embora ainda sem formação. Bastaram algumas sessões para que fosse arrebatado pela força da invenção de Jacob Levy Moreno: imaginar cenas e cenários, criar e encarnar personagens, experimentar a espontaneidade e a improvisação, aprender a me colocar no lugar do outro e ser surpreendido por sentimentos e conflitos de minha própria alma conduziram-me rapidamente ao setting terapêutico. Fui acolhido pela saudosa Lea de Araújo Porto e um mundo novo se desvelou.
O leitor há de compreender que o Psicodrama proporciona aos seus praticantes um certo tipo de comprometimento afetivo, uma vez que o treinamento da espontaneidade é um de seus fundamentos.
Portanto, saliento duas características essenciais deste livro:
· a transparência, clareza e simplicidade da autoras, que se revelam em cada relato de caso. Demonstram sua atuação e ensinam processos técnicos inovadores, frutos do conhecimento e da espontaneidade;
· a consistência dos pressupostos teóricos adquiridos no estudo constante e aprimorados ao longo de anos e anos de trabalho numa instituição pública.
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Após iniciarem uma busca, chega um guerreiro hotentote gritando:
- Capturamos o assassino (Attentäter)!
- Qual Attentäter? - pergunta o chefe indígena.
- O Lattengitterkotterbeutelrattenattentäter, comenta o guerreiro, a duras penas
- Como ? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela ? - pergunta o chefe.
- Sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (assassino da mãe do garoto surdo-mudo da tribo)
Assim, através deste singelo exemplo, podemos ver que o alemão é extremamente simples. Basta um pouco de interesse!
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Poemas de Viviane Mosé
Poemas do livro Pensamento do Chão, poemas em prosa e verso.
quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele soprando sulcos?
o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma
(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)
acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando
muitas doenças que as pessoas têm são poemas presos
abscessos tumores nódulos pedras são palavras
calcificadas
poemas sem vazão
mesmo cravos pretos espinhas cabelo encravado
prisão de ventre poderia um dia ter sido poema
pessoas às vezes adoecem de gostar de palavra presa
palavra boa é palavra líquida
escorrendo em estado de lágrima
lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema
palavra suor é melhor do que palavra cravo
que é melhor do que palavra catarro
que é melhor do que palavra bílis
que é melhor do que palavra ferida
que é melhor do que palavra nódulo
que nem chega perto da palavra tumores internos
palavra lágrima é melhor
palavra é melhor
é melhor poema
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Link e poema enviado pelo amigo Idelfonso - o Dé.
Em Itaúna-MG, 100km a oeste de BH, acontecem os Jogos Jurídicos neste fim-de-semana. Desde sexta-feira, o filhote Leo está por lá, disputando não-sei-o-quê, mas, com certeza, se divertindo como nunca.
Desta vez, Amélia e eu ficaremos aqui, torcendo por eles: pelo Brasil e pelos filhotes.
Um de minhas diversões favoritas, quando adolescente, era ler as revistas do Fantasma, Zorro, Batman, Mandrake, Capitão Marvel e Super Homem. Gostava, também, dos quadrinhos de Walt Disney (Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas), mas os super-heróis eram demaaais!
Dirigido por Bryan Singer (X-Men — O Filme, X2: X-Men United, Os Suspeitos), Superman – O Retorno é estrelado pelo novato Brandon Routh, que assumiu a responsabilidade de dar vida ao super-herói imortalizado pelo ator Christopher Reeve, nos quatro filmes da série.
"Música cafona é uma das formas de fazer com que eles deixem a área, porque não suportam a música", disse um funcionário da prefeitura local ao jornal local Daily Telegraph.
Além de Manilow, Bing Crosby e músicas das décadas de 30 e 40 também vão ser usadas.
A prefeitura quer impedir que grupos de jovens se reúnam em estacionamentos para tocar música alta.
A música da prefeitura vai ser tocada alta o suficiente para dispersar os grupinhos, mas não para irritar a vizinhança, esclareceu.
"Vamos usar todo o tipo de música clássica e músicas que não têm apelo junto ao público jovem".
De minha parte, pago pra ver. Não me agrada muito a idéia de se utilizarem músicas clássicas como remédio amargo, algo para espantar os jovens. Para mim, essa guerra musical pode sedimentar, nos jovens, a idéia de que os clássicos e os românticos são, realmente, "coisa do demo, é melhor cair fora!". Quanto aos vizinhos, dormirão embalados por sinfonias?
E aqui no Brasil? Qual música utilizar? Xitãozinho & Chororó contra os rappers? Axé Music contra os roqueiros? MPB contra os pagodeiros? Ou tudo vice-versa?
Nós não somos donos dos nossos desejos, mas somos responsáveis por eles.
Como nem sempre se coadunam "desejo" e "querer" mais os "laços sociais" que se tramam ou se desfazem de acordo com a cultura, ficamos por aí, "peregrinando neste vale de lágrimas" que é a nossa vida, pontuada de momentos felizes e de vicissistudes.
Agora, tem uma coisa: quase sempre, para não dizer sempre, somos presenteados de acordo com nosso empenho.
Sem esforço, nada feito.